Neste episódio de nosso podcast, vamos até o Antigo Testamento e as corporações de ofício burguesas para entender: o nazismo era de direita?

Guten Morgen, Brasilien! Depois de uma semana em que foi impossível falar de outra coisa que não do Apocalipse em Brasília, voltamos para entrar numa discussão que sacudiu os debatedores de ideologias políticas na internet pouco antes: afinal, o nazismo, ideologia do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei), era “de direita”?

O nome confunde, afinal, a Escola Britânica de Marxismo chamou o nazismo de uma ideologia de “extrema-direita”, conceito com o qual é ensinado até hoje como uma descrição factual. Entretanto, os próprios nazistas nunca se denominaram como direitistas (muito menos como muito direitistas), e não é suspeito utilizar um termo cunhado a posteriori por outros socialistas?

Foi cavando fundo o pé nesta confusão que a BBC Brasil convidou lingüistas para debater se o nazismo era “de direita”, sendo um partido com “socialista” no nome. A solução do lingüista da USP, Izidoro Blikstein? Simplesmente ignorar a palavra “socialista” no nome e problem solved. Novamente: por que não questionar também a ideologia de quem nomeia, ainda mais com tal simplicidade?

Mas quem sofreu mesmo foi Rachel Sheherazade, que no Twitter, em uma discussão com interlocutores de esquerda, disse que Hitler fundou “o PT da Alemanha”, fazendo com que a expressão atingisse os Trending Topics do Twitter. Um problema básico: ninguém que tentou rir de Rachel Sheherazade de fato argumentou se o nazismo tinha uma ideologia com a mesma base da do PT brasileiro. Basta repetir o que já “aprenderam” com professores de História e voilà – auto-declarar vitória, ao mesmo tempo em que auto-declara o que os nazistas pensavam.

Rachel Sheherazade Twitter nazismo Hitler fundou o PT da Alemanha

Marcelo Rubens Paiva, no Estadão, tentou dar uma aula de História a Rachel Sheherazade, mas novamente não argumentou: apenas disse que já leu muito essa “pérola” e essa “abominação política”. E, novamente, problem solved.

Mas o que de fato os nazistas pensavam? Era algo mais próximo da esquerda ou da direita? A direita política é considerada herdeira da tradição judaico-cristã, tanto em valores quanto em organização social. Será que o nazismo pode ter algo em comum com uma tradição… judaico-cristã? Quem defende os judeus – pense-se no caso de Israel – hoje: a direita ou a esquerda?

Neste mais longo episódio de nosso podcast, vamos até as bases do judaísmo no Antigo Testamento para tentar compreender como os judeus foram vistos por outras sociedades, e por que é o povo mais perseguido do mundo até hoje. Passamos pelo Novo Testamento, Império Romano, Feudalismo, Renascimento, a formação do estados-nações (que já discutimos aqui no Guten Morgen), Iluminismo e Romantismo até entender o nacionalismo alemão, e como todo este caldo dificílimo de ser entendido colocou os judeus como “inimigos” de um país em formação como a Alemanha. Por que a cultura judaico-cristã é tão importante e tão única em relação às religiões étnicas?

Para isso, é importante analisar não só a história, mas até mesmo o pensamento místico judaico, como a Cabala judaica, que viveu em contraposição justamente à Cabala hermética – e não se trata apenas de disputas místicas, mas da própria ordem fundante da sociedade.

Tal como as corporações de ofício que derrubaram o feudalismo, que vão formar um novo modelo de sociedade de classe, que futuramente viria a formar instituições modernas, como sindicatos, a política do corporativismo e, claro, os movimentos trabalhistas do século XX. Também desse movimento surgem misticismos e organizações iniciáticas como a maçonaria, o espiritismo ou, ainda mais futuramente, a teosofia – todas fontes de onde o nazismo foi beber.

Símbolo da SS nazistaO nazismo busca sua inspiração, seu modelo de organização, seus símbolos (incluindo a suástica, ou o símbolo rúnico das SS) nestas seitas gnósticas e nos movimentos de massa. Como podemos julgar que conseguimos compreender o nazismo sem entender justamente o que os próprios nazistas diziam de si próprios, e como podemos evitar novos genocídios como o Holocausto, se estamos tão confusos com quem é quem e defendendo o que no Terceiro Reich?

Por fim, ainda comparamos um discurso do próprio Adolf Hitler com o que diz Marcelo Rubens Paiva em sua “aula” para Rachel Sheherazade. Quem será que entende de fato o que pensavam os nazistas: Adolf Hitler, segundo o que disse eu seu famoso discurso explicando por que os nazistas eram anti-semitas (como compilado pela revista Der Spiegel, a mais importante da Alemanha), ou Marcelo Rubens Paiva?

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela ProdutoraGuten Morgen, Brasilien!

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  • É a Ramm 4, do Rammstein. Tem uma versão de estúdio ruim, mas é a música que estão usando para abrir os shows.

  • Tadeu Joan

    O socialismo do Hitler era sui generis. No livro, especificamente na página 25, ele diz que social-democracia e socialismo (concepções idênticas, na visão dele) são pestes ambulantes sob a máscara de virtude social e amor ao próximo. Então que tipo de socialismo o Hitler defendia? O da cabeça maluca dele, ou seja, um dito “nacional-socialismo”.
    Hitler não colocou em prática medidas defendidas pelo socialismo ortodoxo. Ele não coletivizou os meios de produção, foi a favor da manutenção do status quo e da propriedade privada, privatizou empresas públicas (linhas férreas, estaleiros navais, bancos, serviços públicos…), fez conchavos com industrialistas e a burguesia etc. etc…
    Pergunte a qualquer neonazista se o Hitler era de esquerda. Eles conhecem o Hitler como poucos. A bíblia deles é o Mein Kampf.

  • Da mesma forma que Stalin é comunista e mandou matar Trotsky. Difícil de entender? By the way, se diz “há mais de 30 anos”, e “atrás” na frase é redundante.

  • Raul Melo

    Faltou falar do Varg Vikernes e do amigos eurasianos dele.

  • Mikael Negreiros

    Ótimo podcast Flávio. Você deveria usá-lo como base para escrever um livro aprofundando o tema. Na minha opinião seria um best-seller.

  • Rafael Nascimento

    Aprendi mais ouvindo esse podcast do que em todas as aulas de história que tive na escola. O resumo contextual histórico puxando o fio da meada desde as tribos de judá até hoje foi fenomenal!
    Parabéns, Flávio, foi um dos melhores podcasts que já ouvi até hoje!

  • Douglas Martineli
  • Douglas Martineli
  • Douglas Martineli

    No final das contas, o Nazismo é uma mistura bizarra de uma Crise de Inferioridade e de Identidade Nacional e necessidade de Auto-Afirmação Cultural que tenta ser compensado por um Nacionalismo Ressentido que tenta se formar a partir de uma Masturbação Mental Gnóstica Hermetico-Teosófica Neo-Pagã, Nórdico-Germânica Ásatrú com um Socialismo Sindicalista e Trabalhista que flerta com elementos iluministas que, principalmente tenta se justificar nessas mesmas masturbações mentais gnósticas.

  • Gladson Pendragon

    Em tempo: Maçonaria não é Gnose, nem é grupo de estudos para Gnose, Flávio. Há ritos, em especial os de origem francesa (Escoceses Antigos e Aceitos entre outros), que tem um teor mais espiritualizado, quase místico. Mas nenhum deles tem como escopo principal um pretenso gnosticismo. Há teorias sobre a Maçonaria advir das Guildas Medievais mas, para a Maçonaria Moderna, essa que existe até hoje em templos Mundo afora, iniciou em 1717, como especulativa e defensora da Democracia e dos Direitos do Homem.

  • Pobretano

    Uma coisa: olhando na Wikipedia, vi que a cruz gamada é um emblema antigo e pervasivo ao longo da história. Talvez os nazis tenham se inspirado em outra fonte afinal.

  • Gilberto Martins

    Porque nao coloca no Youtube?

  • Diego Marcolino Scaler

    Parabéns pelo brilhante trabalho, Morgenstern! Que Deus te abençoe!

  • Chrystian Fernandes

    O cara me fala que Kabbalah Hermetica é Inimiga mortal da Cabala Judaica, quanta merda foi falada a respeito da espiritualidade. Por favor vai estudar mais a respeito ou então não fala nada.

    • Leandro Gomes

      Você não respondeu nada. É incapaz de tecer críticas?

    • Isso, a Cabala que tinha uma suástica como um dos símbolos AMAVA a Cabala Judaica, tá manjando bastante, vem me dar mais aula, vem.

  • Vou pendurar seu comentário na lousa e analisar com meus alunos, pra sempre entenderem o resultado da falta de conceitualização mínima antes de dar opinião.

    • Robson La Luna Di Cola

      Conceitos? Prefiro o mundo real. Depois de ler dezenas de livros de História, foi possível enxergar o amplo espectro de ações e atitudes possíveis do ser humano. E o fracasso de todas as visões sistêmicas da humanidade. A visão estúpida dos construtores de utopias. Seja, por exemplo, Marx, ou Adam Smith. O colapso de TODOS os impérios da nossa História. Com exceção das Religiões. Exatamente por se desligarem da materialidade da vida, e focarem no transcendente.

      • Douglas Martineli

        Essa merece outro Print

  • Raphael, são estes links com as capas dos livros logo abaixo do player do podcast, acima dos comentários. 😉
    Muito obrigado!

    • Dimitri Diniz da Costa

      Aproveitando, gostaria de saber onde estão as fontes do material pesquisado para a criação do vídeo pois não encontrei com facilidade. Não se se é porque uso o adblock ou falta de atenção mesmo. Grato!

  • 2 minutos pra ler uma página, sério que você demora mais? Lê um livro por década, então? Os argumentos dele já estão refutados. É só ouvir. E concatenar idéias, cotejá-las, hierarquizá-las etc. Não dou público pra moleque.

    • Aliás, só o discurso do Hitler já o refuta, já que você não vai ouvir duas horas, vai só fingir. E quem entende mais do que Hitler pensa, seu professorzinho de merda ou o próprio Hitler?

  • Ilbirs

    E novamente tivemos ataque dos que dizem combater o fascismo e que na prática são fascistas com a mais negra das camisas. Aconteceu ontem, na Universidade Federal de Goiás, quando Thaís Azevedo, da página de Facebook “Moça, não sou obrigada a ser feminista”, teve seu “lugar de fala” tomado por bandos de animais de gênero Papio e não pôde realizar sua palestra. Antes disso, os cercopitecos em questão já haviam tomado a infraestrutura de realização da palestra para fazer uma “rave feminista” fora da sala, em um ponto imediatamente próximo:

    https://www.facebook.com/forafeminismo6/videos/479152632424830/

    Como podem observar, a palestra em Goiânia chegou a começar, com a Thaís usando de sua experiência como professora para dar a palestra em viva voz, até o ponto em que a transmissão foi interrompida porque quem estava na tal rave resolveu entrar no recinto e fazer das suas:

    http://libernews.com.br/wp-content/uploads/2017/06/VID-20170605-WA0203.mp4?_=1

    http://libernews.com.br/wp-content/uploads/2017/06/VID-20170605-WA0194.mp4?_=2

    http://libernews.com.br/wp-content/uploads/2017/06/VID-20170605-WA0204.mp4?_=3

    http://libernews.com.br/wp-content/uploads/2017/06/VID-20170605-WA0240.mp4?_=4

    Como podem notar, ela foi chamada de “fascista” incessantemente por algum homem cujo tom de voz se situa em um espectro entre os de Emerson Catatau e Marcelo Freixo e que porta com eles outra coincidência, que é a de ser esquerdista. Também foi acusada de “marqueteira” por outras feministas, naquela base de dizer que se você é mulher só é considerada alguém franca se brandir uma foice e um martelo. Também a chamaram de “burguesinha”, demonstrando aí se esquecerem do apito de cachorro soltado por Marilena Chauí quando esta disse odiar a classe média e deu a sinalização de que o termo “burguês” já estava superado tanto por simplesmente significar “alguém que vive em um burgo” como também por se remeter ao fim da Idade Média e começo da Moderna. Também deu para ouvir gritos de “assassinos”.
    Quem acompanhou um pouco que seja do prévio dessa história sabe que Thaís tinha de estar de qualquer maneira em Goiás, pois uma feminista queria a retirada do ar da página “Moça, não sou obrigada a ser feminista” e entrou com processo na justiça para que isso ocorresse. Ela aproveitou que tinha de ir lá para fazer duas palestras, uma na PUC local, que foi realizada a contento, e essa da UFG que terminou com as tais cenas lamentáveis. Também havia um sentimento de animosidade prévio oriundo dos discípulos de Gramsci quando souberam da tal palestra, como dá também para ver de imagens de postagens no Facebook:

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18766028_1799272037053110_7665172250025772771_n.jpg?oh=f35bf51fea2b551fd963bd146c4d30f1&oe=59DECC95

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18920653_1799272073719773_8338262219595831654_n.jpg?oh=0ff70531b2b856bded2086ddf9474bac&oe=59E6DB2D

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18835633_1799272137053100_8865113900220965421_n.jpg?oh=30b0f6f2e618153c2f2472248d30b40a&oe=59E4802C

    Postagem essa que foi respondida pela própria Thaís:

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/18815171_1900780876863658_7691771065995759851_o.jpg?oh=e2012c0b23c2098146473147e3bb4179&oe=59A225C5

    Porém, também foram programados eventos paralelos estranhamente próximos em hora e lugar daquela palestra, caso deste:

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-0/s600x600/18920441_469568966712991_992690881119515780_n.jpg?oh=a9ad2be8cd9996e69efbf03be103439e&oe=59E33AD1

    O texto abaixo da arte segue imediatamente abaixo:

    CONVITE

    Conforme havia dito mais cedo, segue aqui o convite pro nosso encontro na próxima segunda-feira. Convide suas companheiras de militância, convide todas, vamos avaliar os rumos do feminismo em Goiânia, pautar a violência, os cuidados entre nós e etc…
    No decorrer da semana a gente atualiza, informando as pautas do encontro. ♥

    “Em mesa de bar, feministas discutem violência

    Na próxima segunda-feira, 5 de junho, às 19h30, feministas autônomas e de diversos coletivos de Goiânia realizarão um encontro na Praça Universitária. O objetivo é discutir pautas relacionadas às violências contra as mulheres e possíveis estratégias de enfrentamento. O evento, que é aberto, tem um diferencial: será realizado no Bar da Tia, localizado na Praça.

    De acordo com as organizadoras, a escolha de um bar para debater assuntos tão complexos e por vezes difíceis não é por acaso. Trata-se de uma estratégia que busca popularizar a abordagem feminista, tornando-a mais acessível e menos dolorosa. “Na universidade, há uma crítica de que as discussões feministas muitas vezes se restringem ao circuito acadêmico. E não é bem assim. Feminismo deveria ser para todo mundo”, explica a advogada e mestranda em administração pela UFG, Michely Coutinho.

    Prevendo uma possível desqualificação ao encontro, as mulheres já se antecipam. “Historicamente, há duas críticas que caminham juntas: de que nem bar nem feminismo é lugar mulher ‘direita’. Queremos dizer que podemos ocupar todos os lugares, falando sobre o que quisermos: da mesa de bar à universidade e à política”, apontam.”

    Além de uma “caravana feminista” para a palestra realizada na PUC:

    https://scontent-gru2-2.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/18670810_10155237895561760_693284999081661100_n.jpg?oh=f9ea6655b982a3f8c19943d74e1fda8e&oe=59B0A651

    E cujo texto abaixo segue (sic prévio):

    Thaís Azevedo é editora da maior página anti-feminista do mundo, a página Moça, não Sou Obrigada a Ser Feminista. Ela estará apresentando um breve histórico do movimento feminista e desmascarando as principais falácias e ações deste movimento.
    ——–
    O debate promove o conhecimento.
    Sendo assim…
    Gostaria de convidar todos os coletisvos feministas e pessoas que apoiam este movimento para comparecer nesta palestra onde iremos probelmatizar o assunto e estabelecer esclarecimentos sobre a luta do movimento feminista.
    O OBJETIVO AQUI NÃO É CAUSAR ALGAZARRA, MAS SIM, REALIZAR UM DEBATE SAUDAVEL E ENRRIQUECEDOR PARA AMBOS ENVOLVIDOS.

    Link Oficial do Evento: https://www.facebook.com/events/464663447214059/?acontext=%7B%22ref%22%3A%2222%22%2C%22feed_story_type%22%3A%2222%22%2C%22action_history%22%3A%22null%22%7D&pnref=story

    Que se observe a postura em relação à PUC goianiense estar aparentemente mais calma. Quem for da cidade onde se localiza o estádio Serra Dourada poderia se manifestar aqui para que saibamos se a pontifícia universidade em questão tem baixa tolerância a maloqueiragem em suas dependências. Também podemos dar uma desmontada no texto e ver se havia algum apito de cachorro na coisa, pois suspeito de alguns:

    1) O OBJETIVO AQUI NÃO É CAUSAR ALGAZARRA poderia ser entendido como “não causar algazarra na PUC de Goiânia”, mas deixar caminho livre para aquilo que se viu na UFG, uma vez que quem está em tais coletivos muito bem poderia sair da PUC, onde muitas pessoas reclamaram de que estavam sendo barradas na porta por uma segurança que alegava ser aquele um evento só para gente do ramo jurídico, sendo que nada havia falando a respeito (qualquer dúvida, olhem para a discussão página oficial do evento da palestra na PUC;

    2) A parte do “debate saudável” poderia ser entendida como mandar à PUC só as feministas com comportamento mais civilizado, deixando para a UFG as maloqueiras que estavam entre as pessoas que fizeram aquilo que fizeram;

    3) Por “estabelecer esclarecimentos”, podemos considerar aqui o despejo daqueles chavões com tonalidade neutra, como “feminismo não é um, mas muitos” e aquelas outras coisas que conhecemos bem e dispensam apresentações, mas que sempre estão apontando para um mesmo lado quando é hora de alguma missão de interesse das lideranças gramscistas.

    Portanto, a meu ver havia uma armadilha bem arquitetada e que foi posta em funcionamento na UFG justamente por esta ser mais complacente com esquerdistas (qualquer coisa, olhem inclusive na página oficial do Face da referida instituição e notem a linguagem usada). Como ela havia anunciado antecipadamente suas palestras, acabou dando margem a planejamentos esquerdistas que acabaram por se concretizar na UFG.
    Por ora, o que se pode dizer é que se conseguiu claramente mostrar ao mundo quem de fato é intolerante, neste caso o lado que se diz tolerante, assim como a real de o que querem dizer quando esquerdistas falam de “pluralidade”. Pode ser que a palestra na UFG tenha sido uma espécie de movimento calculado justamente para dar divulgação à página do Face, bem como ao libertarianismo em que crê a palestrante e quem estava junto a ela, em que alguém vai fazer uma determinada coisa sabendo dos problemas que podem ocorrer e não se importando que eles aconteçam justamente pela função divulgadora da causa que esses ocorridos acabam tendo. Ao contrário de outros libertários, Thaís Azevedo não tem espírito de piá de prédio que cresceu brincando com areia antialérgica e só comia comida com soja e sem glúten ou lactose, mas sim é alguém bastante talhada ao debate público, como podemos ver quando do Quitandinha:

    O que se pode dizer para terminar o comentário? Seria bom que se processasse quem chamou de “fascista” e também quem proferiu outras coisas que possam ser enquadradas como imputação de crime a alguém, também conhecido por calúnia. Há imagens deixando isso claro e fazer isso poderia inibir a esquerda de usar sua ala maloqueira, que ficaria reservada a quem não usar de tal recurso. Pelo que a Thaís disse, ela se encontrava junto a seu advogado, podendo aí signifcar uma facilidade de tal expediente, inclusive pelo defensor ter testemunhado o ocorrido.

    • Ilbirs
      • Ilbirs

        Depois do braço universitário do gramscismo ter feito sua parte, chegou a vez do midiático, como se pode ver por esta matéria da Folha. Não é preciso dizer que a Caneta Desesquerdizadora já corrigiu o título de um evento que dias antes já se sabia a real sem que o jornal que entra em Frias tenha feito qualquer matéria:

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-0/s552x414/18920170_431482440569032_8425754758794120206_n.jpg?oh=90e00a8070b24280b4e46846c1f44b40&oe=59DEEF5A

        E, como já dito anteriormente, Thaís Azevedo pode se identificar como libertária, mas com certeza não tem a deontologia predominante de piá de condomínio que brincava com areia antialérgica que é majoritária nessas pessoas. Como em qualquer outro contato com a imprensa, ela gravou a conversa:

        E também a abordagem outroladista, só para usar uma das expressões imortais de Reinaldo Azevedo no tempo em que ele não tucanava, aqui entendendo-se por chamar o pessoal do outro lado e deixá-lo falar, sendo que na prática o que se faz é dar palanque para quem de fato se quer que o pessoal leia, aqui entendido por se dar a voz de quem é do Coletivo Pagu, que ontem emitiu a seguinte nota:

        NOTA DO COLETIVO PAGU SOBRE A PALESTRA “DESMASCARANDO O FEMINISMO” REALIZADA DIA 05/06/2017
        Há cerca de uma semana, o Coletivo Feminista Pagu tomou conhecimento de uma palestra que ocorreria no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFG, com o título “Desmascarando o Feminismo”, no dia 05 de junho de 2017 (segunda-feira). A partir de então, o Coletivo iniciou articulação interna para tomada de posicionamento e providências quanto ao evento. Destaque-se que inúmeros estudantes da Faculdade de Direito procuraram o Coletivo Pagu para buscar mais informações e saber se algo seria feito a respeito, pois, a julgar pelo conteúdo da página do Facebook gerida pela palestrante, o discurso que seria promovido em tal palestra seria de intolerância e ódio.
        Foram analisados vários vídeos e textos da palestrante convidada, a fim de identificar se neles ocorreria ou não violação aos direitos humanos, discriminação e intolerância. Após deliberação, houve consenso no sentido de que o discurso seria nocivo ao ambiente acadêmico, principalmente em função do formato de tal palestra, que não previa debate nem discussão. O completo despreparo e desconhecimento da palestrante a respeito das pautas e reivindicações feministas, defendidas por este Coletivo, também representam um desserviço à construção coletiva de conhecimento, uma vez que as críticas da palestrante ao feminismo são pautadas em práticas como a ridicularização de pessoas gordas, lésbicas e vítimas de violência doméstica, nos termos da Lei Maria da Penha; discurso este totalmente imerecedor do destaque que se confere a pessoa que se propõe a palestrar no salão nobre da Faculdade de Direito da UFG.
        O Coletivo Pagu deliberou internamente sobre a adoção de medidas para mudar o formato da palestra, para que houvesse abertura para perguntas e discussões. A todo momento, o Coletivo prezou por não silenciar nenhuma mulher por suas opções ideológicas. Contudo, quando essas opiniões se escondem atrás de argumentos sem embasamento, fomentando o preconceito e o escárnio de minorias políticas, alguma mediação deve ser feita.
        Assim, agimos em consenso, pelas vias administrativas da UFG, para mudar o formato da palestra, com requerimento de urgência no Conselho Diretor (órgão deliberativo da Faculdade de Direito) que aconteceria na sexta-feira, dia 2 de junho de 2017. Na ocasião, vários professores apoiaram a ação. Junto ao requerimento, tínhamos vários exemplos do discurso destrutivo da palestrante, instruindo o pedido de mudança no formato da palestra. O Conselho Diretor, por falta de quórum, não ocorreu.
        Foi feito novo requerimento, endereçado ao Diretor da Faculdade de Direito, para que o formato da palestra fosse mudado e que houvesse debate. Contudo, o pedido foi indeferido.
        Em sua última tentativa, o Pagu procurou a Reitoria da UFG, tendo uma reunião com a Reitoria da UFG. Da mesma forma, não obtivemos resultados práticos, pois a Reitoria argumentou que tal problema se tratava de assunto da Faculdade de Direito, que deveria ser resolvido internamente.
        No mesmo dia, o Sr. Reitor ligou para o diretor da Faculdade de Direito, asseverando que o evento deveria ocorrer com mediação, e que algum(a) professor(a) faria tal papel. Contudo, a direção da faculdade não fez o aconselhado, por entender que “nenhum professor estaria disposto”, mesmo sem ter questionado todos os professores da Faculdade para tal tarefa.
        Com isso, o evento acabaria por ocorrer nos moldes iniciais: um monólogo sobre como “Desmascarar Feministas”.
        Diante das negativas em mudar o evento, o Coletivo Pagu, em conjunto com vários outros grupos de Goiânia, deliberou que não haveria forma melhor de combater o preconceito do que fazendo nosso próprio evento no térreo do prédio, no jardim da Faculdade, com música, dança e arte. O Coletivo enfeitou a faculdade com balões, luzes e vários cartazes feministas.
        Assim, no dia 5 de junho, haviam muitas pessoas participando da “Festa Feminista” no jardim da faculdade, enquanto alguns viam a palestra. Os que assistiam a palestra relataram que, após 15 minutos do começo, começou uma discussão no salão nobre, de alguns dos ouvintes com a palestrante. O desentendimento teria acontecido pois a palestrante não concordava com perguntas, não queria nenhuma interrupção. Ao ser questionada sobre seus posicionamentos, disse a um rapaz para “calar a boca” e sair da palestra.
        Diante de tal atitude, várias pessoas, individual e coletivamente, se posicionaram com indignação em relação às suas atitudes grosseiras e intolerantes para com os ouvintes. Nesse momento, várias pessoas já estavam de pé, discutindo com a palestrante, e mais pessoas começaram a entrar no salão.
        Os movimentos que estavam espalhados na faculdade se concentraram na palestra, de maneira natural, pela confusão que já havia sido criada. Coletivos e indivíduos que lá estavam proferiram palavras de ordem, entoaram canções e dançaram a fim de se impedir que o discurso de ódio imperasse no ambiente acadêmico, uma vez que liberdade de expressão não equivale a liberdade para proferir ofensas descabidas e provocações desarrazoadas, intolerância e ódio.
        Como conclusão desta nota, o Coletivo entende que, mesmo que as circunstâncias do protesto não tenham ocorrido de forma previamente esperada e deliberada, há legitimidade de manifestação daqueles que foram afrontados com aspereza e desrespeito pela palestrante.
        O Coletivo Pagu afirma que não houve nenhuma organização prévia para a ação, que ocorreu de maneira espontânea pelos ouvintes da palestra, pelos estudantes da Faculdade de Direito e pelos grupos feministas e apoiadores que estavam presentes. Vários vídeos foram feitos na ocasião e já têm sido veiculados nas redes sociais, bem como outros ainda serão publicados.
        Portanto, nós, mulheres deste Coletivo, consideramos justos os acontecimentos deflagrados naquele ambiente, pois o que se busca é a desmistificação do preconceito e do silenciamento de mulheres, que tentam deslegitimar o movimento feminista.
        Por fim, ressalta-se que as integrantes do Coletivo que estiveram presentes durante o evento não identificaram qualquer ato de vandalismo ou violência na manifestação. Nenhuma agressão à palestrante ocorreu: esta saiu da confusão quando achou conveniente. De fato, houve um cordão humano para a palestrante sair do local, o que se explica pela quantidade de pessoas aglomeradas em um local pequeno. É importante salientar, ainda, o repúdio do Coletivo a todas as ações pautadas em agressão e abuso da força.

        Como se pode ver, a associação esquerdista em questão usou do princípio de que a vítima foi responsável por aquilo que sofreu, caindo aqui em mais uma daquelas contradições típicas de exaltadores da foice e do martelo. Como se pode observar na matéria da Folha, há pouquíssimas falas da Thaís, que se resumem a umas intervenções curtinhas, enquanto as do coletivo por vezes ficaram sendo a maior parte de parágrafos mais longos da própria matéria. Portanto, não é preciso dizer a quem serviu a história de ouvir os dois lados envolvidos e o próprio vídeo mostra má vontade do repórter para ouvir mais gente reforçando a versão da Thaís.
        A internet não demorou para descobrir quais as inclinações de Demétrio Vecchioli e tirou print:

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18951258_10154664066428339_4356586016316319783_n.jpg?oh=339f25e631c9743cd9bd54f2604960c8&oe=59ABDEC0

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/19060011_10154664091123339_4017815488502475977_n.jpg?oh=37125742e96f48a7894f77121ea703e2&oe=59DC5863

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/19030349_10154664092173339_984317825529481152_n.jpg?oh=3ca335be768fd95a6b4ddd4d54811e62&oe=59E06B62

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18953116_10154664092983339_6626068553908988284_n.jpg?oh=3265f08829d9e7919d6ad43b56822bc8&oe=59E4C4A5

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18951072_10154664093193339_446369025557036969_n.jpg?oh=227e8917ac424d8fce835b043a391758&oe=59DA86B6

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18881749_10154664093743339_8593178493228723040_n.jpg?oh=2807f1286fd8d02e9a1c85cad06fb67c&oe=59A7A914

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/19030177_10154664094153339_8163642921951430609_n.jpg?oh=e716edc408ba6f51818dcdbdf32b179e&oe=599CCCCA

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/19029491_10154664095093339_8897285656388824269_n.jpg?oh=c7e9aee66827bb3945718b1f5e31877f&oe=59E295D3

        https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18952842_10154664095463339_5342283829869928065_n.jpg?oh=3e48f9d8437ad4a62f2148cddae278f3&oe=59E89E0C

        Portanto, como se pode ver, fica claro o posicionamento político dele.

      • Ilbirs

        Hangout realizado hoje com a Thaís Azevedo:

        Ainda que reconheça a validade de sua luta antifeminista, minhas ressalvas aumentaram a respeito dela ao saber que ela não é libertária não, mas anarcocapitalista. Como sabemos, no anarcocapitalismo haveriam várias Thaíses Azevedos disputando entre si para ver quem leva mais gente a suas palestras antifeministas e seguiriam o princípio de não-agressão. É o famoso caso de querer “zerar” a sociedade para reconstruí-la segundo ideias que estão em um livro e usando a sociedade como balão de ensaio.

  • Marcelo Tadeu

    Flavio, não há muito a acrescentar nos tantos elogios ao GM38… Aula vip, em todos os sentidos.
    Como espírita, porém, quero ressalvar que, embora possam ter princípios comuns, teosofia e espiritismo são distintos em suas origens. Allan Kardec algo explorou da questão que você aborda (espíritos superiores em corpos supostamente superiores ou vice-versa), em seu livro A Gênese, mas era uma opinião particular, distinta do corpo doutrinário (talvez influenciado pela Fisiognomia do suíço Lavater) e embora o respeito que devemos ao chamado Codificador, o entendemos também como fruto de seu tempo e de sua sociedade. Há abordagens ao tema em O livro dos Espíritos, obra básica do Espiritismo, onde os Espiritos Superiores tratam da evolução das raças, mas num contexto diretamente ligado à evolução moral e intelectual de cada ser humano, não relacionada a este ou aquele povo ou etnia. As chamadas raças adâmicas voltam aos nossos meios com a publicação de um livro intitulado A Caminho da Luz, ditado conforme nossa crença pelo espírito Emmanuel à Chico Xavier. E ali vamos encontrar a informação de que a raça judaica é uma das quatro vertentes formadoras de nossa humanidade (mais hindus, egípcios e família indo-européia), oriundos em grupo de esferas superiores que não souberam valorizar (o mito do Paraíso Perdido). Pedindo desculpas e para encerrar, Kardec insere o Espiritismo no contexto das revelações divinas à Humanidade, terceira que sucede justamente o decálogo de Moisés e o evangelho de Jesus. Nós também somos, e muito, defensores da tradição judaico-cristã. Abração e parabéns.

  • Mateus Enout

    Flavio, quais livros você indica sobre esse tema?

  • Robson La Luna Di Cola

    Nazismo é socialista? Faltou combinar com a IBM, Ford, Kodak, Hugo Boss, Volkswagen, Bayer, Siemens, Coca-Cola, BMW, GE. Gente que ganhou muito dinheiro atendendo ao governo nazista, inclusive usando MO escrava: os prisioneiros dos territórios ocupados na Segunda Guerra.

  • Paulo Marcondes

    Flávio, você comentou en passant sobre o apoio da CIA às ditaturas Latinoamericanas, no entanto nos documentos que li na Eletronic Reading Room (https://www.cia.gov/library/readingroom/home) daquela organização, não encontrei nada que que sugerisse esse apoio.
    Se você ainda não tocou neste assunto detalhadamente, poderia fazê-lo no futuro?

    (obrigado pela aula de redação por contraexemplos)

  • Antonio Carvalho

    Flavio acabei de ouvir o podcast, parabéns esta muito bom bastante didático.
    Um livro que poderia ser incluído e complementa o que você explicou é o Totalitarismo da Hanna Arendt.

  • O podcast deixa claro desde o começo que existem vários socialismos. Stalin mandou matar Trotsky, e inclusive o chamava de “fascista”. Então, Trotsky não era socialista? Ah, essas definiçõezinhas de internet…

    Quem errou vergonhosamente foi você. Não foi essa citação que usei (por sinal, tem um ÁUDIO de Hitler falando sobre capitalismo, vai dizer que ele também foi “debunked”?). Minha fonte é a Der Spiegel. Suck that: http://www.spiegel.de/spiegel/spiegelspecialgeschichte/d-55573684.html

    • Matheus Pavon

      Eu estou falando com você por acaso? Estava me referindo ao idiotismo de citar John Tolland, pouco me importa se você citou Spiegel.

      Mas já que decidiu me encher, pois bem. Realmente, em 1923, não há como negar que Hitler namorava com o socialismo, comunismo e etc. Só que a cabecinha de Hitler mudou muito até 1932. Isso é evidenciado pelo Mein Kampf, escrito três anos depois da entrevista que você citou. E no Mein Kampf, ele deixa bem claro o quanto odiava marxismo e socialismo. https://pt.wikiquote.org/wiki/Adolf_Hitler
      https://riorevolta.wordpress.com/2013/05/14/o-marxismo-citado-no-mein-kampf-de-adolf-hitler/

      Então, pouco vale o que Hitler falara em 1923, já que em 1925 ele negou absolutamente tudo isso e ainda demonstrou-se contra o que acreditava de antemão. Você aparentemente acredita que pessoas tem mentes fixistas, né? Que só porque falou em 1923 então em 1932 essa era sua mentalidade. A vida não é assim, camarada.

      • Obrigado por ensinar que o socialismo de Hitler é anti-marxista – o que o discurso de Hitler que eu traduzi diz, e o que eu deixei claro sem parar por 2 horas de podcast. O que seríamos de nós sem você?

        • Matheus Pavon

          Por nada cara; da próxima vez que se intrometer em conversas que não lhe dizem a respeito, em que não foi chamado, certifique-se de que continuará passivo-agressivo da forma como vêm me respondendo. Sempre que quiser descontar sua raivinha, amigos estão aqui pra isso.

          • Leandro Gomes

            Eita, que bumbum gulozinho, colega. Dá próxima vez ouça a porra do programa antes de falar bosta.

          • Matheus Elias

            mds esse cara alem de ser arrogante , sinceramente o que um cara que acredita em ideias progressistas tem oq acrescentar no debate alem de ficar acusando as pessoas de facista, racistas, machistas, transfobicos, homofobicos, golpistar, nazistas, imperialistas, olavetes, conspiracionistas e desgraça toda

  • Robson La Luna Di Cola

    As grandes corporações carregam estas páginas negras em sua história, do apoio ao nazi-fascismo. Com medo da APROPRIAÇÃO DE SUAS PROPRIEDADES POR PARTE DOS ESTADO SOCIALISTAS. Mas a história desmente todas estas tentativas. E Henry Ford? Ídolo de Hitler? Empresário anti-semita? Que ajudou, com suas fábricas, a montar a infra-estrutura bélica nazista, que culminou com a sangrenta Segunda Guerra Mundial… Procurem na internet a lista das grandes corporações que ajudaram Hitler neste objetivo.

  • Matheus Almeida

    Flavio não entendi quando fala que a Palestina defende mais a esquerda, sendo que é difícil definir se eles tem uma dessas posições, poderia explicar melhor?

    • Eu disse o contrário, que a esquerda defende a Palestina. Os episódios sobre globalismo e soberanias nacionais também explicam por quê.

  • Alysson Vieira Lima

    Ao lado do famoso episódio sobre George Soros, esse é um dos melhores episódios do Guten Morgen. Argumentação bem embasada. Uma aula de história sobre o povo judeu e as origens do nazismo

  • Robson La Luna Di Cola

    Nazi-fascismo e marxismo não tem nada a ver. Com exceção da defesa do Estado forte. Na questão econômica, as grandes corporações ADORARAM quando o nazi-fascismo assumiu o poder em países como Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, Pois em todos estes países, os governos “mandaram-bala” nos comunistas. Aliás, onde existiu o fim da PROPRIEDADE PRIVADA em governos nazi-fascistas? Outras diferenças: 1) nazi-fascismo é nacionalista, marxismo é internacionalista. Buscavam uma utopia de um planeta sem sociedade de classes. 2) Nazismo defendia o supremacismo da raça germânica. Para os marxistas, raça é irrelevante. O que identifica e diferencia uma pessoa da outra é a sua classe social. Parem com esta infantil redução da análise ideológica no eixo esquerda-direita!!!!. .

    • Você não tem como saber, mas qualquer um notou que você gastou um tempão escrevendo esses clichês, mas nem faz idéia do que é dito no episódio… 😀

      • Robson La Luna Di Cola

        Vivemos tempos ridículos. Cômicos. Onde a maioria dos “analistas” divide o mundo entre esquerda>direita. Para esses bocós, o PT é de esquerda! Mas nos tempos dos dois governo Lula, ouvi UM MONTE de empresários e altos executivos conhecidos meus, defendendo o PT e sua política! Pois encheram o rabo de dinheiro! Tem bocó também chamando o George Soros de líder de uma esquerda globalista!!!!! Existe empresário de esquerda? Ele quer implantar o Planeta Mercado. Sem fronteiras para o fluxo de mercadorias, de capital, e de MO barata. Um planeta laico, sem religiões (ou uma religião global) para tornar o ambiente mais tranquilo para seus negócios. E ficar MAIS RICO.

        • Tito Lins

          Ouvir o que foi dito que é bom… nada.

        • Newton (ArkAngel)

          Já ouviu falar em fascismo?

          http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1343

          • Robson La Luna Di Cola

            Entre as tiranias possíveis, o Big Business vai preferi o fascismo. Pois os livra do risco da estatização da propriedade privada. Na esfera econômica, podemos definir o fascismo assim: ” vocês mandam no mercado, e eu mando em vocês!”.

  • João Ricardo

    Hinter mauern aus angst
    Einer festung aus wut
    Sperr ich mich ein
    Versteck mich gut
    Hab mich dir gestellt
    Dafür sitz ich jezt ein
    Hinter mauern aus angst
    Mit mir allein

  • Marcelo, muito obrigado! Especulação financeira não envolve moral ou ideologia: posso investir numa empresa que lucra bastante, sem precisar gostar pessoalmente do seu produto ou concordar com seu presidente. Se alguns capitalistas lucraram com nazistas (e vários outros não), também lucraram com comunistas – todo o parque industrial soviético criado por Stalin teve dinheiro de Wall Street, como mostra este livro: https://www.amazon.com.br/gp/product/190557035X/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl?ie=UTF8&tag=flavmorgpag02-20&camp=1789&creative=9325&linkCode=as2&creativeASIN=190557035X&linkId=b23481c85b06fe08d51e12d0da0b5752

    Sobre Israel, a questão é facílima: o sionismo nasceu dentro do socialismo (MAIS um socialismo a ser catalogado, para quem acha que é tudo a mesma coisa). Não era igual ao da Revolução Russa, mas era um movimento de esquerda – até a constituição dos assentamentos em Israel, os Kibbutz, são assentamentos com colônias coletivas. Israel logo abandonou o modelo econômico e virou anátema para a ONU e a esquerda.

  • Leonardo Juchem

    Sugestão: Façam podcast sobre a REVOLUÇÃO FRANCESA e sobre a INQUISIÇÃO. Podem focar em eventos históricos nos podcasts, aposto que seria um sucesso. A prova está nesse sobre NAZISMO.

    • Alysson Vieira Lima

      Também apoio essa sugestão. Inquisição e Revolução Francesa são uns dos assuntos mais mal compreendidos na intelectualidade brasileira

  • Matheus, muito obrigado pela correção!

  • Jota Queiroz

    Parabéns Morgestern! Foram 2 dias de academia mas valeu!

  • Dimitri Diniz da Costa

    Gostei bastante do trabalho. Merece um doc ele hein! Ademais, e na tentativa de um tentar ler o movimento Nazista como de direita, proponho analisá-lo não do espectro dos trabalhadores em geral mas sim dos trabalhadores alemães ou arianos. Nesse aspecto, o que temos é que ao transformar sua raça, ariana, em “escolhidos” no mundo e se permitirem “limpar” o mundo de outras raças, o movimento inteiro estaria dizendo, em outras palavras, que: “nós somos a elite do mundo, as demais devem ser subjulgada ou perecerem em nossas mãos, o mundo foi feito para nós, alemães trabalhadores”. Ao tentar criar um elo entre escolhidos e não escolhidos, entre raça superior e inferior, entre “elite” e “não elites” ele se torna um movimento de direita, haja vista que o trabalho marxista tinha a ênfase na famosa frase “trabalhadores do mundo, uni-vos” e não “trabalhadores da supremacia alemã, uni-vos”. Enfim, só para tentar enriquecer ai as possibilidades do debate e que foi o que me surgiu enquanto escutava o podcast. Não sei se tu deu margem para essa interpretação no audio pois como é um pouco longo não captei. Mas,mais uma vez, excelente trabalho.

    • Dimitri, lembra do que falei sobre judaísmo não ser uma religião étnica, sendo baseada em conversão (algo inédito até então), enquanto o nazismo bebe das fontes das religiões étnicas? E quem defende a tradição judaico-cristã: a direita ou a esquerda? Então, como pode esse tal nazismo, se quer se colocar como superior, ser de direita, sendo que a direita defende exatamente o que o nazismo mais odeia? Lembre-se que Marx fala dos proletários de todo o mundo (e isso num texto panfletário), não de todos os povos de todo o mundo. Ele mesmo pregou o holocausto (sic) de povos inferiores, que não eram proletários o suficiente, como os eslavos.

  • Ivanovick Rodrigues Rodrigues

    Flavio, você indica esses livros no link acima? Grato.

  • ( JF )

    Olá, tem feed ?

  • Thiago

    seu item 3 não é nada mais nada menos do que luta de classes

  • Eduardo Alves Canuto

    Simplesmente, a melhor aula de história que já vi, quero dizer ouvi!!! Conheci vocês agora e já virei fã. Valeu até mais!

  • Esse é o professor de História “com entendimento”? Tudo refutadíssimo no episódio. Fora que são só clichês de ensino médio, parágrafos e parágrafos apenas para dizer que Hitler era… capitalista (?!). O Hitler ficaria puto com isso:

    • Cris Silva

      Poha, já leu tudo e já tirou uma conclusão???? HUAHUAHUAHUA
      Vá lá na página do cara, questione os argumentos e poste aqui, ok?

      Professor de história sim, ora. Vc gostaria que eu escrevesse sobre vc como um “analista político”?

      • Ué, dá pra ler em 2 minutos cada página! E você, já ouviu as duas horas de podcast que REFUTAM tudo isso aí? E o discurso do Hitler aí em cima, já ouviu, estudou em alemão, mostrou que ele refuta tudo o que diz seu professorzinho doutrinador?

        • Felipe Lima

          Morga, o panaca que ela cita já se meteu a peitar o prof. Olavo de Carvalho. Só pra variar, não sobrou pedra sobre pedra… haha
          Não perca seu tempo.
          Não me esqueceria desse nome depois de uma surra tão bem dada. Segue o vídeo:

      • Newton (ArkAngel)

        “O fascismo é uma ideologia da inveja”

        O que realmente é o fascismo: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1343

        “…que torna o nazismo um movimento de direita, um movimento em que o Estado assumiu todo o controle da economia e garantiu a propriedade e os interesses dos grandes capitalistas”

        Ué, não me consta que um movimento que decide O QUE os empresários irão produzir e QUANTO irão cobrar seja exatamente capitalista… ademais, fica meio
        forçado dizer que um Estado que assumiu todo o controle da economia atende aos interesses dos…capitalistas!!

  • Cris Silva

    Senso incomum e ir contra a corrente não é, primeiro, ter alguma opinião contrária ao “comum” e, segundo, tentar achar algo que a transforme em algo incomum, mas coerente.
    Se formos procurar na internet tem teoria pra tudo e, inclusive com justificativas! Exemplo, o terraplanismo…
    kkkkk
    Como um comentário que vi outro dia : “Como acreditar numa maluca bola molhada girando loucamente e voando pelo espaço sidera?” kkkkkk Acreditar num CD fazendo isso, aí tá certo. kkkkkkk

  • O PT também privatizou. Então é super ultra mega extremissíssima direita neoliberal conservadora reacionária, não é? Sério, amiguinho, ouça o podcast e encontre um erro. Pode apontar qualquer um. Digo seu nome e falo qual o erro que você encontrou no próximo.

    • ———-

      Isso que dá tentar dar a mão a todos, Social democracia , além do mais PT é centro esquerda. Se ler o artigo que te mandei , faz um texto desse sem ter o trabalho de pesquisar .

  • Você então não quer ouvir, mas quer refutar duas horas de podcast sobre a história dos judeus dizendo que Hitler foi ao funeral de Chamberlain (também saudou um atleta negro nas Olimpíadas de Munique, e aí?), que a ARENA não renova (?!?!) e que o PSDB “criminaliza movimentos sociais” (?!?!?!)? E nós, que não estamos nem aí pra esses clichês repetidos ipsis litteris de internet? Sério, não muda nem a ordem das palavras, nem gastaremos tempo perguntando o que isso tem a ver, porque afinal, raciocinar, extrair conseqüências de premissas, estruturar pensamentos etc não parece ser o seu forte.

  • Flavio traduz pra gente o texto do Hitler por favor!?
    O tradutor do google não deixa legal. 🙂

    • Josmar, a tradução que fiz no episódio está praticamente literal, não tem muito o que acrescentar.

      • Beleza, eu me referia por escrito. Mas depois eu vou ouvir DE NOVO (o que não é novidade kkkkkk), e vou transcrever. Abraços ! 🙂

  • rodrigo

    Antissemitismo sempre foi relacionado a direita política (coerentemente ou não). Um sentimento nesses moldes pela esquerda seria algo mais recente, relacionado a Israel… Porque relacionar antissemitismo ao nazismo seria a “confirmação final” de que nazismo é de esquerda? Por exemplo, na eleição do Trump, o inimigo declarado foram os globalistas como George Soros (um Judeu)…

    • Qual sua fonte para afirmar uma sandice dessas? Qualquer estudioso do anti-semitismo (como Léon Poliakov, o link para o livro dele está aí em cima) afirma exatamente o oposto. Aliás, o podcast explica isso muito bem, basta ouvir.

      • Diego Borges

        Já eu aposto que ele nem sabe quem é Dennis Prager.

  • Nem ouvi ainda, mas que tema F*DA pro Guten Morgen!

  • Diga-se, o tal “socialismo do século XXI” de Hugo Chávez, depois rebatizado e rebaixado a “socialismo bolivariano”, é muito mais parecido com o fascismo do que o com o socialismo do século XX. Vide minha análise: http://www.implicante.org/artigos/licoes-de-hugo-chavez-ao-brasil/

  • Caro Danilo, sabe por que não me surpreendo em ver o nome de Joachim Fest em seu comentário? Porque ele escreveu um livro sobre “os arquivos ‘secretos’ do Vaticano” (que são, ehrr, PÚBLICOS), e só ficou DUAS HORAS na biblioteca dos arquivos. Alguém que gasta mais tempo escrevendo uma “resenha” para criticar DUAS HORAS de podcast só tendo ouvido 15 minutos e falando abobrinha de aulinha de ensino médio e revista Superinteressante só poderia mesmo ser um grande fã de “centenas de relatos”. 😉

    • Danilo Corci

      Não é necessário ouvir duas horas de podcast que já começa com premissa errada. Ainda estou esperando algum documento que mostre que os nazistas perseguiam cristãos. Mas desculpa aí, tem de ser mega-foda-especialista-plus pra chamar o Fest de aulinha de ensino médio, obviamente seu podcast de 2 horas é mais definitivo que toda a investigação de historiadores como ele ou o Richard J. Evans. Right wing knows best.

      • Sim, eu sei como pensa a esquerda: não é necessário conhecer nada, basta repetir meia dúzia de clichês de ensino médio e dizer: “Nossa, mas eu conheço historiadores!”

      • Pobretano

        Indiretamente, você pode pegar a Mit brennender Sorge, a única encíclica papal escrita em alemão, em que a Católica critica ferozmente “o neopaganismo e o mito da raça”, além da idolatria ao estado.

      • Leandro Gomes

        O mais engraçado foi a homenagem que ele te prestou no último episódio… kkkkkkk

  • Mauricio Marquevicz

    Ah, outra coisa… lembram daquele professor de SC que encontraram a suástica na piscina? Eu tive aula com ele no ensino médio… E no momento que entramos no conteúdo sobre SOCIALISMOS, ele falou que INCLUSIVE o NAZISMO era um socialismo….. Bom, talvez um jornalista que quer cagar regra poderia ter prestado atenção nas aulas que ele mesmo pensava que não serviriam para nada no seu futuro medíocre….

  • Mauricio Marquevicz

    Guten Tag, povo… ouvindo o podcast e misturando com o pouco que sei sobre mitologias nórdico-eslavas, fiquei confuso com um ponto: os povos eslavos, que tinham deuses e símbolos muito parecidos com os nórdicos, gregos e celtas, tinham um símbolo chamado Kolovrat (na imagem o deus Svarog, deus do sol eterno, caminho, entre outras coisas…..), muito parecido com a Vegvisir (que indicava o caminho a se tomar)… mas ambas tem um nome muito diferente de Swastika… Alguém sabe dizer o “motivo” do romantismo alemão ir buscar raízes em símbolos indianos ao invés dos próprios símbolos de sua cultura?
    https://uploads.disquscdn.com/images/f252ba3620dded54815a6a6a31f7f55a45d349f9b0976ec4fb225ccc68fb111a.jpg

    • Maurício, é uma excelente pergunta. Infelizmente não sei te responder, espero que alguém saiba!

  • Então NÃO OUÇA esse podcast de jeito nenhum, fuja correndo. Porque, se algum dia, por acidente, acabar ouvindo, vai acabar concordando comigo.

    • neplk

      Hahaha fatality…….boa Flavio. Tem gente que prefere viver na ignorância e escuridão, essa gente tem uma impressionante e assustadora imunidade aos fatos e a realidade. Continue o trabalho incrível que faz.

    • Zagueiro Baldochi

      Bom, já que você insiste:

      O Partido Nazista destruiu o aparelho político da classe trabalhadora, quebrou o movimento sindical e entregou a economia aos monopólios capitalistas alemães. O “socialismo” na mente do NSDAP envolveu a fantasia de luta de rua da SA de uma nação alemã reformulada à imagem do trabalhador da direita; Ou, a concepção do aparelho central do NSDAP de uma nação reprodutora flexível. O “socialismo” foi para o NSDAP a mobilização forçada da nação étnica.

      Muitos alemães na época, particularmente os alemães de direita, associaram esses valores a uma política de direita de Bismark, denominada “socialismo”, no sentido do estado fornecer bens e serviços. Para tirar vantagem política desse sentimento, o NSDAP se chamou de “nacional-socialista”. O NSDAP não esperava a abolição do capitalismo nem o controle dos trabalhadores.

      Além desta posição econômica, o NSDAP desejava reunificar sua nação alemã imaginária pela força; impondo um pedido alemão na Europa através da guerra; E para eliminar seu “outro” racial imaginário.

      Essas combinações de políticas são consideradas “direita”.

      O socialismo comum, no sentido do controle dos trabalhadores da produção, era considerado “esquerda” na época.

      • O Partido Bolchevique “destruiu o aparelho político da classe trabalhadora, quebrou o movimento sindical e entregou a economia ao monopólio socialista russo”. Você tanto não sabe do que tá falando (e tá querendo ganhar atenção sem ouvir o podcast) que fala em “monopólios capitalistas”, como se pudesse existir “monopólios”, no plural, e como se a esquerda não fosse, justamente, o monopólio absoluto.

        Sua frase sobre a direita considerar Bismark socialista “de direita” não faz o menor sentido. Nem mesmo gramatical (e a direita nunca chamou Bismark do que ele nunca foi e sempre combateu). O resto não explica nada. E, na verdade, eu expliquei direito no podcast.

        As “combinações de políticas são consideradas ‘direita'” apenas na sua cabeça. Que é de extrema-esquerda. Melhor ouvir o podcast antes de tentar refutá-lo.

        • Zagueiro Baldochi

          Já se perdeu? Mas ainda é cedo.

        • Zagueiro Baldochi

          Vamos lá de novo.

          Praticamente sob qualquer ótica, Hitler e o partido nazista pertenciam a extrema-direita.

          Antes de mais nada, a ideia de classificar ideologias entre esquerda e direita advém da assembleia nacional durante a revolução francesa. Os apoiadores do rei Luis XVI sentavam à direita enquanto os que advogavam pela revolução e do republicanismo, à esquerda. No meio estavam os que apoiavam compromissos entre ambos.

          Devido a essa distinção há certas posições políticas que classificamos como direitas:
          – são conservadores, enconômica e socialmente falando;
          – são usualmente nostálgicos sobre o passado;
          – nacionalistas;
          – militaristas;
          – anti-comunistas.

          Isso não significa que uma certas vertentes da direita não rejeitem algumas dessas ideias, o mesmo se aplica a esquerda. Veja que essa lista é genérica e são ideias que são encontradas recorrentemente em manifestos direitistas.

          O primeiro argumento que se baseia nas políticas econômicas de Hitler que era MUITO intervencionista, conflituando com a política econômica conservadora da direita de liberdade, livre de privilégios, regulações e subsídios. Sendo verdade, Hitler intervinha na economia, promovendo férias obrigatórias e direitos trabalhistas.

          Mas para ele, a economia era simplesmente um meio para um fim proposto. Reduzindo o desemprego e melhorando as condições de trabalho, Hitler ganhava MUITA legitimidade e o mantinha forte para a consolidação de força. Sem mencionar o fato de que colocando alemães de volta ao trabalho, ele conseguiria aumentar e melhorar a infra-estrutura para a guerra que estava por vir e possibilitando a criação e expansão das fábricas que mais tarde serviriam para sustentar a produção do material de guerra.

          O segundo argumento usado para classificá-lo entre os de extrema-direita é o pacto Molotov-Ribbentrop, com o qual a USSR e a Alemanha nazista dividiram a Polônia entre si. Isso foi, por definição da palavra, um casamento de conveniência: da época que Hitler tomou parte ele era veementemente anti-comunista e suas convicções podem ser finalmente vistas em 1941 quando ele finalmente ataca a USSR. Ambos os lados sabiam que a suposta “amizade” anterior era apenas casualidade e foi necessária devido ao isolamento que os dois países passavam.

          Stalin por sua vez assinou o pacto devido ao isolamento da USSR, e ele tinha razão para sentir-se sozinho. Depois da revolução de 1917 todas as potências desembarcaram tropas na Rússia com intenção de provocar uma guerra civil em favor dos anti-communistas. A própria USSR só foi aceita na Sociedade das Nações, as Nações Unidas da época, em 1934, quase 15 anos depois de ser fundada. Stalin aliou-se a Hitler simplesmente porque ele era o único líder capaz de negociar um acordo com a USSR à época. Stalin quis firmar alianças com o Reino Unido e a França, mas não obteve sucesso algum.

          • Tudo o que você falou é o que sabemos na oitava série. Nada disso explica como chamar nazismo de “direita” ou “extrema-direita”, muito menos refuta um segundo desse episódio do podcast.

          • Zagueiro Baldochi

            Boa sorte com a sua horda de tolos. Passar bem.

  • Leandro, muito obrigado! Aqui está: https://open.spotify.com/track/0x7w3btKOCWbXzhDhp1Pzs

    • Leandro Cristovao

      Valeu meu Bruxo! Apesar de não entender nada do que os caras cantam, instrumentalmente a banda é muito boa. Valeu.

  • vanessa gaspar de lima

    Tem um livro que saiu agora de um teologo protestante chamado Idolatria do Estado. Que chega na mesma conclusão. Pelo vies também teológico. Autor Franklin Ferreira.
    Parabéns Flávio, o monologo de Hitler desmentindo o Marcelo Rubens Paiva é de matar aquele de vergonha.

  • Gustavo Costa de Oliveira

    o rubens paiva não quis dizer bem isso.. ele nao sabe bem o que queria dizer, só queria responder alguma coisa

  • Cícero

    Duas citações do próprio capeta encarnado Adolf Hitler.

    “Socialismo é a ciência que lida com o bem comum. Comunismo não é socialismo. Marxismo não é socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram o seu significado. Eu levarei o Socialismo para longe dos Socialistas.
    O Socialismo é uma instituição Ariana e Alemã antiga. Nossos ancestrais alemães possuíam algumas terras em comum. Eles cultivavam a ideia de bem comum. O marxismo não tem o direito de se dizer socialismo. O socialismo, ao contrário do marxismo, não repudia a propriedade privada. Ao contrário do marxismo, ele não nega a personalidade, e, ao contrário do marxismo, é patriótico.
    Poderíamos nos chamar de Partido Liberal. Mas escolhemos nos chamarmos de Nacional-Socialistas. Não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Queremos que sejam atingidas as necessidades justas das classes produtivas pelo estado, com base na solidariedade de raças. Para nós, o estado e a raça são um só”
    Fonte: https://www.theguardian.com/theguardian/2007/sep/17/greatinterviews1

    “Nós somos socialistas, nós somos inimigos do sistema econômico capitalista atual de exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua ultrajante avaliação de um ser humano de acordo com sua riqueza e propriedade ao invés de responsabilidade e comportamento, e nós estamos determinados a destruir esse sistema, custe o que custar”
    Fonte: discurso proferido em 1º de maio de 1927, nas comemorações do Dia do Trabalho, conforme mencionado em “Adolf Hitler: The Definitive Briography (1976), de John Toland.

  • Silvio César

    Excelente podcast. Tenho tentado indicar esse episódio nas minhas redes sociais mas só encontro incredulidade e pessoas tentando dizer que o Flávio é louco em afirmar uma “besteira” dessas. Por mais que eu argumente que ele coloca dados para corroborar sua tese, não adianta. Existe um véu incrível nas pessoas que as impede de, pelo menos, dá uma chance “ao outro lado.”
    Parabéns pelo episódio.

  • Renato Lorenzoni Perim

    Flávio, se me permite uma contribuição – que em nada acrescenta ao texto perfeito – no penúltimo parágrafo há um erro de digitação; onde deveria estar “em seu” saiu “eu sem”. Dispensável elogios a mais um texto brilhante.

  • Victor Hugo Mattos Garcia

    Nazismo e o Fascismo de Mussolini são deriações marxistas claras. Os esquerdinhas sempre dissimulados e mentirosos colocam todas as sus experiências trágicas na conta de outrem. É o modus operandi desse sujeira intelectual chamada marxismo.

    • Tadeu Joan

      Vá beber na fonte: baixe o Mein Kampf e pesquise pela palavra-chave “marxismo” nele.
      Em tempo: pesquise por social-democracia e socialismo.
      Espero que o autor da página não me censure.
      Boa leitura.

  • Carlos Eduardo Machado Oliveir

    Fenomenal!

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