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O próprio Lula sancionou a lei que o impede de se candidatar a presidente

O petismo tanto concordava com a Ficha Limpa que Dilma Rousseff propôs ampliar a lei a todo funcionário público

Em 5 de maio de 2010, após recolher 1,6 milhão de assinaturas por iniciativa popular, a Lei da Ficha Limpa foi aprovada na Câmara Federal. Duas semanas depois, por uma histórica unanimidade, foi confirmada no Senado.  A sanção presidencial veio em 4 de junho daquele ano. Com isso, políticos condenados em segunda instância ficaram proibidos de se candidatarem em disputas eleitorais.

Quem era o presidente da República na ocasião? A resposta está no rodapé do próprio site do Planalto: Luiz Inácio Lula da Silva.

Corta para 24 de janeiro de 2018, sete anos e meio depois. Em outra decisão unânime, e ainda mais histórica, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região condenou Lula a mais de 12 anos em regime fechado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP). Por se tratar já da segunda instância, o ex-presidente foi atingido pela lei que ele mesmo sancionou no inverno de 2010.

As ironias não param por aí. Quando, em 15 de março de 2015, Dilma Rousseff enfrentou o primeiro grande protesto pelo impeachment, o marketing do Governo Federal achou por bem sugerir um “pacote anticorrupção”. A quarta das cinco medidas propostas tinha por objetivo ampliar a lei da Ficha Limpa para todo o funcionalismo público:

“A quarta medida é um projeto de lei que altera o Estatuto do Servidor Público e estende as exigências de ficha limpa para todos os servidores da União e dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – em todas as suas instâncias.”

Com a inelegibilidade de Lula, a esquerda passou a trabalhar na imprensa pautas que desmerecem a Ficha Limpa, a mesma lei que o petismo não só ajudou a aprovar, como se propôs a ampliar. Eles a apoiaram porque sempre se julgaram acima da lei. Para sorte dos brasileiros, e máximo azar da esquerda, a realidade vem se provando bem diferente.

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