Humor

Márcia Tiburi fugiu de Kim Kataguiri porque PERDERIA o debate

Márcia Tiburi tem como único método chamar todo mundo de "fascista". Se fugiu de um debate com o jovem Kim Kataguiri, é porque sabia que perderia.

Como a vida imita o meme, ao menos para a esquerda, Márcia Tiburi, a feminista radical autora do indefectível “Como Conversar Com Um Fascista”, fugiu espavorida (a confissão é da própria) de uma participação na Rádio Guaíba ao descobrir que um outro convidado seria Kim Kataguiri, co-fundador do MBL, jovem que só completará 22 anos na semana que vem.

Márcia Tiburi não apenas se recusou a, ehrr, conversar com Kim Kataguiri: fugiu amedrontada dando chilique ao vivo, ao notar que poderia ter de cotejar suas idéias com aquelas de Kim, a quem xinga de “fascista”, como tudo o que se mexa e discorde de seu radicalismo de bateção de pezinho.

A feminista berrou histericamente:

“Nossa, meu, sério. Me avisa a próxima vez quem tu convida pro teu programa. Deus me livre, Deus… que as deusas me livrem disso, tenho vergonha de estar aqui! O cara gosta tanto de ti, mas eu não falo com pessoas que ‘são assim’, que são indecentes (sic), que são perigosas. Tenho até medo de estar aqui, tô indo embora.”

A sociedade brasileira ficou escandalizada com a aversão de Márcia Tiburi a “indecências”. Uma feminista bastante vitoriana – ou que simplesmente use palavras soltas a bel-prazer sem nunca prestar atenção em seu significado, como faz o tempo todo com palavras pesadas e densas como “fascista”, esvaziando-a de qualquer referência à realidade.

Márcia Tiburi, uma das pessoas que fez fama simplesmente se auto-declarando feminista e fazendo um curso secundário para repetir meia-dúzia de clichês, se auto-intitula “filósofa” por isso. Derrisão ä parte, a filosofia é o amor pelo λόγος, o logos, a razão, a palavra, o fundamento. Nasceu com Sócrates, que debatia com sofistas na ágora de Atenas, demonstrando o erro de seus pensamentos. Não é preciso ser filósofo para saber que as pessoas passam da ignorância para a sabedoria, não o contrário (ao menos, não sem caixinha da Odebrecht). Portanto, conversa-se com aqueles que, forçosamente, não chegaram ao seu elevado grau de sapiência.

Reler tudo isso pensando em Márcia Tiburi sem cair na gargalhada é mais difícil do que brincar de sério com Vladimir Putin.

Um filósofo, portanto, está sempre em diálogo com outros, mesmo quando não os cita. E não apenas com outros filósofos, mas com outras visões de mundo que julga necessitarem correção. George Santayana descreve a estrutura da filosofia não como A é igual a B, mas sim como A é igual a B, e não C. Filosofia é uma espécie de vontade de corrigir os erros da humanidade, e filósofos quase sempre estão discordando de seus mestres. de Platão e Aristóteles a Husserl e Heidegger, filosofia é a profissão mais parricida que existe.

A “filósofa” por auto-declaração (passando por cota) Márcia Tiburi, fosse mesmo alguém que sabe o que raios é filosofia, no mínimo teria Sócrates como exemplo e terçaria armas retóricas com um discordante (a quem julgaria um “sofista”) e demonstraria à ágora moderna, hoje multiplicada para milhões de possíveis ouvintes no rádio e ainda mais na internet, como não pensar, sagrando-se uma filósofa, uma “corretora” de maus pensamentos, reconhecida por cada vez mais transeuntes desavisados.

Márcia Tiburi ao lado de Dilma Rousseff expulsando uma mulher do CongressoOu você imagina Sócrates sendo entrevistado no rádio, dando de cara com Eutífron, Parmênides, Laques, Górgias, Fedro, Mênon e Crátilo do outro lado do estúdio, e levantando eriçado, dorso da mão à cintura e pezinho a fustigar violentamente o assoalho, hor-ro-ri-za-do com o apresentador, dizendo que é um absurdo chamarem-no para discutir com essas pessoas “indecentes”? (Márcia Tiburi foi uma das pessoas que expulsou Kelly Cristina dos Santos do Palácio do Planalto, um prédio público, jogando bolas de papel nela, só porque Kelly trajava uma camiseta onde se lia “Impeachment é democracia”, e Márcia, por alguma razão mais clara do que sua “filosofia”, estava no prédio bajulando Dilma)

Sócrates estaria em seu ótimo de Pareto, em seu estado de filósofo por título dado e reconhecido, trabalhando melhor com platéia e com alguém pra ser corrigido ali diante de si.

Mas Márcia Tiburi não é Sócrates, é só uma feministinha dessas que grassam na era das celebridades falando nulidades (A é B, e não C). Márcia Tiburi já foi do Saia Justa – alguém deste jaez está para a filosofia como os “artistas” enfiando tranqueiras no oritimbó estão para a arte.

Márcia Tiburi sabia que o público não veria uma filósofa ensinando um ˜fascista˜: pelo contrário, o público notaria que Márcia Tiburi é qualquer coisa, menos uma filósofa (uma excelente consertadora de cafeteiras quebradas, talvez), e que a idéia de seu oponente é que seria considerada melhor. Afinal, você tem mais medo de cair na porrada, ainda mais com público, contra uma menina de 10 anos ou contra o Mike Tyson?

 A feminista acaba confessando algo: Kim Kataguiri é “perigoso”. Fato: o jovem imberbe é extremamente perigoso para quem só tem como argumento chamar quem não seja feminista de Saia Justa de “fascista”, e até mesmo essa palavra, ao invés de descrição de uma ideologia, acabaria se revelando ao público como mero xingamento vazio, uma versão pós-faculdade de “seu feio, bobo e cara de melão”.

Houvesse Márcia Tiburi a mínima capacidade de continuar se auto-declarando filósofa sem ser por cota de feministas, e sim por referência à realidade, comparação de pensamentos e, por fim, por superioridade reconhecida, ela seria a primeira a correr para um debate com Kim Kataguiri: faria o público de Kim ter vergonha de apoiar o expoente do MBL, e se sagraria como aquela que humilhou Kim Kataguiri.

Márcia Tiburi no Twitter pedindo diálogo com canalhas

Todo o seu showzinho, típico da histeria feminista, só mostra mesmo a realidade: houvesse ficado na rádio, o oposto é que teria ocorrido. Márcia Tiburi, como todo esquerdista brasileiro discutindo com alguém de direita, passaria a maior vergonha de sua vida. E Kim, ainda por cima, mostraria que a direita não tem nada de “fascista”, como repete roboticamente Tiburi.

Entre a maior vergonha da vida e a vergonha menor de sair da rádio e não tornar explícito ao seu próprio público a inferioridade intelectual que já é explícita a quem não é lobotomizado pela ideologia da modinha, Márcia Tiburi optou instintivamente, apatetadamente, desesperadamente a vergonha menor.

Na hora do aperto, todo esquerdista sabe que tudo o que diz é oco, e que nada de sua ideologia resiste ao menor teste de realidade.

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