A Corte Nacional de Justiça, equivalente no Equador ao nosso STF, aceitou nesta terça-feira (3) o pedido da Procuradoria-Geral do país para solicitar à Interpol a prisão e extradição do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017).

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Correa mora na Bélgica desde maio e não cumpriu medida cautelar para comparecer ao tribunal em Quito na segunda-feira (2).

Em junho, Correa foi indiciado na investigação de uma suposta tentativa de sequestro do ex-deputado equatoriano Fernando Balda Flores, ocorrida na Colômbia em 2012.

Segundo o Los Angeles Times, no começo do governo Correa, Fernando Balda trabalhava em um banco de desenvolvimento do governo, onde afirma ter testemunhado casos de corrupção envolvendo o então presidente. Após fazer críticas públicas, foi acusado de calúnia e subversão da segurança nacional e condenado a dois anos de prisão, o que o levou em 2010 a buscar asilo na Colômbia.

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Em 2012, Balda foi capturado no meio da rua em Bogotá por um grupo de homens que, segundo a investigação, fora contratado por agentes da inteligência equatoriana. Um taxista viu o sequestro e a polícia da Colômbia resgatou Balda horas depois. Procuradores dizem haver evidências de que Rafael Correa foi o mandante da ação.

Após ser libertado pela polícia colombiana, Balda foi extraditado para o Equador e cumpriu a pena de dois anos. Sua afirmação de que foi sequestrado só recebeu atenção judicial este ano, meses depois de Correa deixar o cargo.

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As encrencas de Rafael Correa com a Justiça o tornam mais um integrante na lista de ex-presidentes latino-americanos, principalmente de partidos integrantes do Foro de São Paulo, que estão presos ou sendo investigados. É o caso de Lula, preso desde abril; e de três ex-presidentes peruanos investigados por corrupção relacionada à Odebrecht, inclusive Ollanta Humala, muito próximo de Lula.

No fim de 2016, a Operação Lava Jato já havia feito o BNDES suspender obras em seis países latino-americanos: Argentina, Cuba, Guatemala, Honduras, República Dominicana e Venezuela.

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