reductio ad hitlerum

Revista Exame tenta emplacar falácia: “Hitler teria amado as redes sociais”

Revista citou fala do CEO da Disney para sugerir que políticos que usufruíram da descentralização da informação das redes estão próximos a Hitler. A matéria não passa de uma tentativa chique de emplacar a falácia reductio ad hitlerum

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A matéria não passa de uma tentativa chique de emplacar a falácia reductio ad hitlerum: “Bolsonaro, Trump e outros líderes soberanistas usufruíram das redes sociais; Hitler também adoraria usufruir da ferramenta, logo, Bolsonaro, Trump e outros estão próximos a Hitler”.

Qual a moral da história, exatamente?

De que precisamos de uma elite seletíssima, de autoproclamada sabedoria, para administrar centralmente as redes sociais (lembrando que é a galera que é “contra ditadura”, “contra autoritarismo” que tá na dúvida)? O CEO da Disney vai nos proteger dos pequenos-Hitler soltos por aí, atrás de perfis no Facebook (partiu #QuartoReich)?

exame - hitler - falacia

Tentando pensar em algum sentido sério para a coisa (e não a indireta do tipo “políticos que eu não gosto ganharam eleições usando redes sociais, precisamos acabar com as redes sociais): um grande ditador gostaria de ter em mãos uma ferramenta de propaganda de massa? Sério mesmo? O CEO da Disney e a (v)Exame juram? Ah vá. Próxima matéria da revista: “redondidade dos círculos chama a atenção. Entenda”.

Imagino que muitos se lembrem da Primavera Árabe. Já na época imperava uma boa dose de ceticismo entre os analistas quanto ao rescaldo daquilo e o tempo os vingou: sobrou pouca coisa boa dali. Governos ruins foram derrubados para dar lugar a outros piores.

Porém, era manifestação. Era massa nas ruas. Era proto-revolução. Era “contra o status quo“. Tinha um quê de antiamericanismo e antiocidentalismo.

E foram convocadas pelas mesmas redes sociais. O mesmo pessoal putaço com a descentralização da informação propiciada pelas redes sociais que acabou permitindo também a eleição de Trump, Bolsonaro etc., nessa época, acordava todo dia com as roupas íntimas úmidas com a #PrimaveraÁrabe convocada pelo Facebook.

O descaramento do consórcio progressista da grande mídia não tem limites.


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