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O publicitário Washington Olivetto fala uma verdade sobre o empoderamento feminino: é só uma modinha oca para ser repetida sem inteligência.

Washington Olivetto, um dos maiores publicitários do mundo, que já foi seqüestrado pela guerrilha de extrema-esquerda FARC, ligada ao PT, e alguém que, ao contrário da média das entrevistas do Brasil, sempre consegue nos fazer pensar em algo novo a cada resposta, fez uma bela análise da onda da censura politicamente correta em entrevista à BBC. Falando do “empoderamento feminino”, comentou que é um “clichê constrangedor” do mesmo nível de “beijo no coração”.

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Ou seja, “empoderamento feminino” é uma modinha. Uma cantilena a ser repetida roboticamente. Um bordão de publicidade fraca. Um pastiche sem conteúdo para apascentar o vulgo. Um refrão para marcar uma tribo de poucos brios sinápticos. Um slogan de política tosca que aqueles que refletem pouco ruminam e regurgitam sem a menor consciência de quanto são subservientes.

O povo do empoderamento feminino não gostou. A declaração óbvia de Washington Olivetto parece que as deixou sem poder. Nenhuma prova material no mundo poderia ser maior de que Washington Olivetto está certo, já que simplesmente uma única pessoa no mundo deixa de reconhecer que repetir “empoderamento feminino” sirva para alguma coisa, e as repetidoras sentiram-se com menos poder.

A publicidade é uma técnica de comunicação condensada. Washington Olivetto tem como grande brio nesta arte o fato de sempre ter vendido produtos fazendo com que as pessoas pensassem, e não subrepticiamente (como, aliás, é feito com o bordão do “empoderamento feminino”). É o que o próprio Olivetto diz: “Tudo poderia estar na comunicação se tivesse vida inteligente, se fosse feito de forma inteligente.”

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Conjugando muitos elementos em pouco conteúdo, como um comercial ou um outdoor, a publicidade, como a poesia, está sujeita a um sem número de interpretações distintas por parte de seu público. Por conta disso, está sempre em diálogo com temas complexos da sociedade. Washington Olivetto conta como já colocou negros em destaque e até mesmo um transexual. Mas sem os clichês constrangedores: “Isso pode ser feito de maneira oportuna ou oportunista, essa é a grande questão.”

Olivetto explica seu pensamento: “É a ideia que provoca aquele efeito de ‘como não pensei nisso antes’, (…) é algo que tem a ver com o produto e com seu consumidor”. O que ficar repetindo o refrão do empoderamento feminino tem a ver com o público? Com o Brasil? Com, ehrr, as mulheres de carne e osso, e não as patricinhas que gastam a tarde no Twitter?

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Poucos diagnósticos podem ser mais precisos do que o seu para o clima atual da mentalidade, sobretudo diante da censura do politicamente correto:

Nos últimos anos, aconteceram outras coisas, incluindo duas que considero muito ruins: surgiu fortemente a presença do politicamente correto, que muitas vezes é bem-educado, mas é chato; e a detecção do politicamente incorreto, que às vezes é engraçado e mal-educado.

No meio disso, tem um negócio que batizei de politicamente saudável, que são ideias que tenham irreverência, senso de humor, mas respeitem a inteligência das pessoas.

Aos apressados que se impressionam com palavras, sem auscultar-lhes o significado pragmático, Washington Olivetto não vocifera contra o politicamente incorreto, e sim reclama da falta de educação, seja da parte da patrulha, seja da típica população. Que consciência pode haver de cada lado, se o diálogo civilizado – incluindo a publicidade, feita para vender – se dá apenas repetindo-se patrulha ou baixarias sem consciência?

Apesar do que querem os politicamente corretos e o povo do clichê do “empoderamento feminino”, a estrutura da realidade não foi nem arranhada pelo reducionismo que adotaram para explicar a vida concreta, como Washington Olivetto esclarece:

No fundo, muita coisa não mudou. Olha, 99,9% das mulheres no mundo gostariam de namorar com um homem bonito, inteligente, charmoso, rico, simpático, bem humorado e bom de cama. Agora, se um rapaz convidar uma moça para jantar e falar ‘você já reparou como eu sou bonito, rico, charmoso?’, ela vai responder ‘na verdade, você é um babaca’. Se ele, sem dizer nada disso, conseguir passar tudo isso, ela vai se encantar. É exatamente isso que faz a boa publicidade.

Publicidade não vende, cria predisposição de compra. Quem vende é o dono da marca. Para criar predisposição você tem que ser sedutor.

Washington Olivetto, "Meu primeiro sutiã"Nada pode explicar mais a idéia de empoderamento feminino do que isso. Ninguém berrando “empoderamento feminino!” por reflexo, para pertencer a um grupinho, está realmente empoderado. Nenhuma patrulha do mundo, megafone numa mão e barbeador na outra, vai dar poder às mulheres, embora elas se sintam dentro de um grupo (um shibboleth enganador).

Por mais que queiram ser grandes mulheres – e, para tal, precisem ser grandes pessoas –, nenhuma patrulhadora pentelha consegue ser alguém admirável dizendo que tem poder. Que busca poder. Que quer uma sociedade de poder melhor distribuído. É uma corda bamba entre a chatice que só deixa a coitada ainda mais revoltada e o comunismo.

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Por isso Washington Olivetto fala dos “clichês constrangedores”, e poucos ainda notaram que, afinal, tais clichês são crias da publicidade, que gente que se acha inteligente, “crítica” e “pensando com a própria cabeça” crê que pensou sozinha:

Outra coisa insuportável que a publicidade cria ciclicamente, que a sociedade cria, são clichês constrangedores do tipo “pensar fora da caixa”, “quebrar paradigmas”, “desconstruir”, agora o “empoderamento feminino”. Que são todos primos-irmãos de um baixo nível intelectual, são primos-irmãos do “beijo no seu coração”. A gente tem que fugir desses clichês.

As pessoas ciclicamente saem repetindo essas loucuras. Eu brinco aqui, “se alguém falar em quebrar paradigma, vou jogar pela janela. Deixa o coitado do paradigma lá”.

Quando você não tem inteligência, copia pessoas inteligentes. Como o mesmo não pode ser feito com a beleza ou com o carisma (oh, dura e pontiaguda estrutura da realidade…), para se sentirem poderosas, algumas pessoas com baixa capacidade intelectual, sem muitas conquistas e criações na vida e, sobretudo, sem nada em si próprias que seja admirável repetem o clichê, não para serem, mas para se sentirem “poderosas”. Como se alguma mulher empoderada na Via Láctea falasse que é empoderada. Como expõe Washington Olivetto, “empoderamento feminino se pratica, não se prega.”

Vale lembrar o belo dito de Margaret Thatcher, que resume as duas situações: “Ser poderoso é como ser uma dama. Se você precisa dizer que você é, você não é.”

Washington Olivetto, publicitárioÉ curioso como a publicidade – e a TV, e as novelas, e a moda, e tudo isto elevado à enésima potência na era de redes sociais e hashtags – faz com que as pessoas repitam inconscientemente alguma coisa, e hoje, para que gente intelectualmente fraca se sinta inteligente, repetem acerebradamente que são poderosas, inteligentes, críticas, bonitas, interessantes, admiráveis. São apenas as chatas que não são nada disso. E se tornam ainda mais ignoradas pela parcela interessante (e na qual se interessam) da humanidade exatamente ao comprar os clichês constrangedores da ideologia.

E a ideologia atual é a de controle absoluto. É a da censura disfarçada de “poder ao povo”. A própria jornalista da BBC (e quem hoje defende mais censura do que jornalistas?) é pega caindo no desejo de submissão:

BBC Brasil – Mas para uma parte das mulheres esse tipo de propaganda seria inaceitável em qualquer meio, porque você está comparando uma mulher a um Porsche.

Olivetto – Mas aí você tem que cancelar a vida. Se partir desses princípios, você cria um mundo totalmente antisséptico. Vai chegar à conclusão dos caras do Fahrenheit 451 (romance de Ray Bradbury), que vale a pena queimar os livros.

A verdade pode nunca ser mais clara do que a mentira, mas a realidade sempre ganha da irrealidade.

Ademais, alguém aí havia notado (“como eu não pensei nisso antes?”, como alertou Washington Olivetto) que falar em empoderamento feminino é a mesma coisa que repetir clichês e bordões como “beijo, me liga” ou “loucura, loucura, loucura”? O funcionamento por desejo mimético é o mesmo. O público-alvo também: a dona-de-casa que repete “não é brinquedo, não” porque viu na novela é a pós-adolescente youtuber do “empoderamento feminino” depois que passa na faculdade. Modinhas.

O maior empoderamento feminino foi terem um clichê feminino para chamar de seu. Não era justo que só homens pudessem virar os tiozões do pavê.

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  • Jacqueline

    Mimimi

  • Sergio Ricardo Stellato

    EXCELENTE MATÉRIA…. MUITO ESCLARECEDORA!!!

  • Vitor Resende

    A palavra ideia não tem mais acento, só pra lembrar.

    • Isso para quem teve a bendita idéia de seguir um acordo que ninguém de relevância segue. Para quem não trema na lingüiça, qualquer acordo assinado por um analfabeto destruidor até de acentos diferenciais não serve pra nada.

  • fausto atilio

    Algumas frases do Flávio são “engraçadas” !!!!!!……………”A verdade pode nunca ser mais clara do que a mentira”

  • Matheus Lima

    Mulheres possuem direitos sim. POde acreditar.vCS DA DIREITA NUNCA LUTARAM CONTRA ELES. So no mundinho d vcs da direita q acham q sabe algo d economia,q combatem a corrupçao e q sabem algo sobre marxismo

    • TheDigosin .

      Qual direito as mulheres não possuem? Sei que to perdendo tempo discutindo com um completo imbecil, mas quero ver onde isso vai dar.

  • TheDigosin .

    O feminismo destrói as mulheres. Que triste.

    • Ilbirs

      E isso porque são exemplos de uma página pra lá de conhecida. Essa página apenas expôs a parte mais visível de o que ocorre quando a pessoa se engaja no esquerdismo de corpo e alma. Pior é ver isso ocorrer com gente próxima, e aqui seguindo exatamente este roteiro. A pessoa alvo das preocupações dos outros sequer nota que está seguindo algo que já aconteceu mais ou menos da mesma forma com outras tantas e que muitas vezes irá deixar marcas irreversíveis.

  • Matheus Lima

    Ai,tadinho dos reacinhas. Odeiam quando empresas ficam falando sobre a mulher ser o q quiser ser. Ele esta errado e pronto, assim como tds as pautas q a direita defende. Bordao ridiculo sao os q vcs da direita usam como defesa da ”familia”,da ”vida”, dos ”bons costumes”, da ”civilizaçao ocidental”, q so servem pra maquear o odio e elitismo da direita

    • TheDigosin .

      A esquerda é isso mesmo, uma manada de analfabetos funcionais com síndrome de Che Guevara. Como assim “odeiam quando empresas ficam falando sobre a mulher ser oque quiser ser”? Quem disse que é isso que trata o artigo? Você sabe ler? No artigo ele fala oque deveria ser o obvio pra qualquer um com mais de dois neurônios, que esses clichês feministas são pobres intelectualmente e ficar repetindo bovinamente essas bobagens não faz ninguém “empoderada” (argh). Pior que feminista só um feministo. kkkkkkkkk

  • Mas quem deseja se envolver com atividades supostamente “sujas”, que não dão status para ninguém? Só os mesmos homens de sempre.

  • Não sabia, mas vou avisar o webmaster, de toda forma!

  • Ilbris, infelizmente creio que isso seja coisa do Disqus. Mas vou repassar para nosso webmaster, obrigado!

  • silvia

    Hahahahaha, “K.Salles” foi ótima!

  • Eliane Moura

    Bem vindo ao clube! Eu tb sou Reinaldo Azevedo, segundo um jumento. Não sei se foi o mesmo jumento. Ou jumenta.

  • Hahahahah, muito bem notado!

  • Caro Ilbirs, só não escrevo porque é notícia bem passada. Mas é algo que lingüistas de verdade (ainda escrevo com trema) deveriam acusar, e dar risada. Infelizmente, é uma turma mais preocupada em caçar “ideologias” e “preconceitos” do que em fazer algo que preste. Português é a sétima língua mais falada no mundo e só tem alguma unidade no Brasil (mais do que em Portugal, que é um país minúsculo), onde nem sequer é matriz (ainda escrevemos “também” com acento agudo, como é pronunciado em Portugal). Acordos servem para acompanhar o rumo da mudança lingüística – mudanças de pronúncia, vocabulário etc. Esse Novo Acordo não fez nada disso: zoou palavras que tinham distinção (escrever “pára” sem acento é uma obscenidade, e só atrapalha, ao invés de ajudar), inventou regras estapafúrdias, palavras ridículas (“corréu”, minha gente? CORRÉU?!?!) e foi só feito para dizer que alguém estava fazendo algo, não por necessidade de algum falante (de NENHUM falante). Como disse um professor meu, “Camilo Castelo Branco tá pouco se lixando pra esse Acordo”.

  • Andrea Lucia Chaves

    Homem falando mal do feminismo????? Me poupe, nos Poupe, texto mal escrito…manda esse cara para o asilo q ele já está gaga!

  • RONALDO SOUSA LEITE

    Parabéns pelo texto!

  • Emmanuelle Barby Mustapha

    Adorei o texto e concordo plenamente. Minha única crítica seria que por causa das novas normas têm alguns “erros” de acentuação.

    • Emmanuelle, rejeito o Novo Acordo e nunca o adotarei, a não ser quando alguém me edita. Incrivelmente, estudo Letras na USP e metade dos meus professores não usa. Um professor de grego chegou a perguntar se a palavra “idéia” saiu sem acento numa tradução que deu pra gente e pediu pra colocar de volta, por achar esse Novo Acordo ridículo.

  • Ilbirs

    O sequestro do Washington Olivetto é importante justamente por ter sido promovido por esquerdistas que optaram pelo caminho do terrorismo e das milícias, sempre lembrando que esse tipo de ação sempre é acompanhada por outras ações esquerdistas e com o tempo eles veem qual é a melhor para aquele lugar que querem tomar, fora que sequestros sempre são uma forma de conseguir dinheiro e espaço de divulgação. Manuel Norambuena é condenado em sua terra natal a duas penas de prisão perpétua e para ele é até lucro estar condenado a 30 anos aqui no Brasil.
    Vimos esquerdistas de fala mansa e modos civilizados condenarem explicitamente o que esquerdistas de armas em punho fizeram? Se não vimos nem quando do sequestro de Abílio Diniz, já podemos antecipar um padrão deles frente a tais ações quando praticadas por quem é companheiro e tem armas.

  • Guilherme Caldas

    Esse cara é um maluco do caralho so fala merda.

  • Geraldo Etchverry

    Eles estão usando a dupla sertaneja Silmaria e simaraísa como símbolo do empoderamento feminino na música sertaneja. Como se nunca tivessem existido mulheres na música sertaneja.

  • David Xavier

    Feminismo é modinha, gayzismo é modinha também. Modas mudam, dependendo de quem ganhar em 2018, essa moda acaba.

    • TheDigosin .

      Seria perfeito que essa modinha de ser militante, engajadinho, ativista e problematizador de qualquer peido acabasse logo, porém, eu não seria tão otimista. A militância esquerdista, principalmente a identitária, é muito bem financiada e é um fenômeno mundial, quem dera fosse apenas um fenômeno tupiniquim. Aliás, esses novos jargões, neologismos e caralho a quatro que feministas, militantes negros e etc vem utilizando tem sua origem nas esquerdas lá dos EUA. Enquanto tiver jorrando dinheiro da Ford Fundation e Open Society, por exemplo, nunca sessará a empulhação promovida por essa gente em esferas cada vez mais profundas da nossa sociedade.

    • Matheus Lima

      hahaha Progressistas nao sao como os paneleiros da direita q diziam ser contra a corrupçao,mas so foi a tirarem a Dilma q voltaram a ficar so falando [email protected] na internet. Enquanto a direita nao faz nd para o bem da sociedade, as feministas,”gayzistas”, comunistas do djabo,etc lutam ate mesmo por aqueles q os atacam

  • Isildur Bagual

    As vezes passo por umas casas e vejo/ouço essas campanhas eleitorais mostrando os percentuais de ocupação de homens e mulheres em cargos políticos. Logo após vem uma candidata X que fala que as mulheres deveriam ter mais postos exclusivos para elas. Parece até um mini manual de campanha política para mulheres. Pois todo partido com uma mulher usa esse mesmo estilo de propaganda.

    Fico pensando, como uma mulher de verdade pode fazer parte de uma campanha eleitoral dessas. Que coisa mais rídicula e de mal gosto. Como se a causa dos problemas do país fossem ocasionados pela distribuição de cargos levando em consideração o sexo do indivíduo.

    Não me assustarei se em breve tiver uma campanha dizendo que há X% de héteros ocupando cargos políticos e que a população homossexual é Y% da população, portanto deveria ter mais políticos homossexuais… hehehehehehe…

    É rir pra não chorar. Ou chorar pra não rir…

    • Ilbirs

      Isso decorre da estatolatria. Se tem X% de mulheres no serviço público, seria por algum motivo qualquer em vez de esses X% serem uma porcentagem pequena de mulheres que prestaram concurso público, sendo esta uma escolha pessoal. Se há Y% de mulheres em cargos políticos, isso seria consequência de outro motivo qualquer em vez de terem sido votadas por um eleitorado majoritariamente feminino, vide estatísticas, que exerceu de maneira livre seu direito de votar ou não em alguém. O motivo vai ser sempre um qualquer que não é controlável por aqueles que querem uma sociedade planificada, mas os estatólatras dirão que isso é culpa do “machismo”, revelando que essa palavra é desprovida de qualquer significado e este é atribuído àquilo que for conveniente para a luta política naquele determinado momento.
      Se mulheres podem viver bem sem estarem no serviço público ou serem eleitas? Claro, assim como homens podem viver bem sem um cargo concursado ou exercendo cargo para o qual foram eleitos. Aqui é novamente desculpa esfarrapada de quem presta culto ao ídolo de pés de barro que normalmente contrai uma dívida astronômica a ser paga também por quem não o idolatra para que se tenha mais uma razão para que o tal ídolo de pés de barro tenha seu tamanho aumentado continuamente e inclusive passe a ter funções de oráculo, sem que as pessoas se deem conta que atrás do oráculo há uma pessoa falando.

    • Renato Lorenzoni Perim

      Não dá ideia, Isildur, não dá ideia… Estamos em Pindorama…

  • biancavani

    Digno de nota, também, é que a esquerdalha nativa, sempre apedrejando os americanos, copiam todos esses modismos – como o empowerment, cultural appropriation, transgender etc. – destes.
    Dentre os integrantes da esquerdalha, alguns sabem muito bem que estão seguindo o figurino do marxismo cultural/Escola de Frankfurt/gramscismo/onu vermelha-globalista. E, na verdade, todas essas bandeiras são apenas pretexto para a meta de estabelecer o “paraíso” na Terra.
    Mas os idiotas úteis e demais cabeças-oca, deslumbrados com as palavras “moderno”, “progressista”, vão seguindo como ratos o Flautista de Hamelin… até se afogarem no rio da sua idiotia.

  • Ilbirs

    Para tristeza das feministas, a primeira a mostrar que “empoderamento” é mais uma roupa nova do rei foi uma mulher negra e de origem humilde (somem aí as resultantes e entendam o “lugar de fala”) também conhecida por Glória Maria:

    Quem a entrevistava? Nana Queiroz, aquela uma cujo maior feito foi isto:

    https://ogimg.infoglobo.com.br/in/12025571-609-4c7/FT1086A/foto12.jpg

    Se a coisa começou torta (a famosa pesquisa do IPEA com apito de cachorro embutido), o resultado não poderia ser outro se não vermos a entrevistadora tomar essa peia de uma Glória Maria que nunca precisou apelar para a própria cor ou sexo para chegar aonde chegou. Também não foi educada paulofreireanamente e sabe que “empoderamento” é uma palavra substantiva formada por agregação de um prefixo e um sufixo a “poder” e significa justamente isso que ela falou: dar poder a alguém. Se quem dá é um terceiro, esse terceiro pode perfeitamente retirar quando não for conveniente que esteja em voga, conforme conhecemos do triste destino dos inocentes úteis, sempre os primeiros a serem chutados quando a revolução é atingida e torna-se necessário fazer a normalização.
    Sobre a entrevista na BBC, vê-se que Ingrid Fagundez também está eivada de palavrinhas-gatilho e as usa sem saber o que significam e de onde vêm, como se pode ver aqui:

    BBC Brasil – Mas estamos vivendo um momento de extremos, de polarização. Falta bom senso?

    Olivetto – Vai ter cada vez mais (extremismos), desde que não haja lideranças em cada uma das áreas. O consumidor pode e deve dar palpite, mas a principal função dele é consumir. Quero saber da opinião dele? Claro! Mas se a opinião dele for estapafúrdia e mais cinco estapafúrdios quiserem (o mesmo), não vou abrir mão das convicções da boa persuasão.

    Como sabemos, “polarização” em esquerdês é o termo que se usa para definir quando de cem pessoas umas nove barulhentas apoiam a posição que favorece o avanço da agenda e outras 91 que atrasam a agenda são contrárias, mas preferem ficar silenciosas. Em português normal, não há polarização, até porque seriam necessárias duas forças iguais em intensidade e contrárias em localização e sentido, como os polos de um ímã o são. Apenas o que estamos vendo são os clássicos nove chatos sendo chatos independente de estarem ou não sobre a carne seca e os 91 seguindo silenciosos justamente por acharem ridículo fazer aquele papel de palhaço.
    Sobre o “empoderamento”, vai continuar sendo a racionalização que sempre foi. A feminista fica nua com umas palavras pintadas no corpo e gritando com aquela voz de forçado agudo, acha que a reação de susto dos transeuntes é poder que exerce mas se esquece que depois de uns metros o transeunte vai seguir fazendo aquilo que sempre fez e dando de ombros para a feminista. Se o Lula falar para a feminista fazer alguma coisa bem degradante, esta o fará e depois dirá que é degradante se o Bolsonaro falar que ela deveria se agasalhar porque está frio.

    • Randy

      Ilbirs, você comenta no Adrenaline também? Acho que já te vi por lá!

    • Diana Artêmis Alves

      Por ocasião desta entrevista da Glória Maria, eu já havia tido o sentimento: “Nossa, não sou um E.T. por pensar assim também”. O pensamento do W.O. só reafirmou isso.
      Quando você precisa divulgar aos 4 ventos que você é uma coisa, tem algo de errado nisso. Apenas seja e o respeito lhe será conferido se você o merecer.

    • Ilbirs

      Ainda sobre “empoderamento” e o quão jargão esquerdista é tal termo e seus derivados, eis que vi Nicolás Maduro dizendo que a nova Constituinte venezuelana “empoderará” o povo. Vamos acionar a tecla SAP e traduzir esquerdês para português: dará mais poderes às milícias chavistas, que são as únicas consideradas “povo” por esse presidente sul-americano com o mesmo fenótipo grotesco básico de outros integrantes do Foro de São Paulo, enquanto os contrários a isso nem de longe são considerados povo.
      Portanto, que não nos iludamos com palavrinhas aparentemente inocentes vociferadas várias vezes por esquerdistas e entendamos o que realmente signficam.

    • Glória Maria sabe o que essa ênfase no “empoderamento” está fazendo com pessoas como ela: desvalorizando conquistas pessoais atribuindo-as a um coletivo que só sabe reclamar da vida.

    • Ilbirs

      Em tempos, segue tirinha ótima do criador do Afonsinho (sátira a vocês sabem quem) usando a personagem Lacralda (cujo nome rima com o da criação de vocês sabem quem):

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