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Trump barrou o ingresso de transgêneros nas Forças Armadas. Do casamento gay aos trans no Exército, por que querem "pertencer" ao que odeiam?

Em um mundo incapaz de ter notícias Trump-free, ele, o presidente americano Donald Trump, após conversa com seu Estado-Maior, decidiu que as Forças Armadas americanas não aceitarão mais cidadãos que se auto-declarem “transgêneros”, ou seja, mulheres que “se sintam” homens e homens que “se sintam” mulheres, e queiram ter tratamento específico do gênero oposto.

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A permissão para transgêneros fazerem parte das Forças Armadas como transgêneros veio de Barack Obama, que destruiu décadas de uma norma implícita nas Forças Armadas sobre a questão de sexualidade: don’t ask, don’t tell. Não pergunte, não diga.

O princípio sobre a sexualidade é claro e útil: no Exército, longe de suas famílias, a sexualidade atrapalha por si, e caso alguém sinta atração sexual pelo mesmo sexo, em um ambiente sem privacidade, todas as pessoas no pelotão sentir-se-ão incomodadas e pouco à vontade para tarefas como banhos coletivos ou exercícios corpo-a-corpo que são obrigatórios nas Forças Armadas.

Para evitar leis antigas que proibiam o homossexualismo (e o puniam violentamente), foi criado o princípio don’t ask, don’t tell: guarde a sua sexualidade para si, não a alardeie aos quatro ventos e sete mares, cada um guarde sua jiromba ou seu carpete para funções mais urgentes e menos área de lazer e as Forças Armadas funcionam.

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Quando Barack Obama, para satisfazer as assim auto-declaradas “minorias”, permite nas Forças Armadas transgêneros como transgêneros – ou seja, Robert, 1,93 m, fuzileiro naval que passou no programa SEALs, mais músculos do que Hulk Hogan, mas “se sente” Sarah e quer freqüentar o banheiro feminino na hora do banho coletivo, jaramaralho em variegados graus de reação – o ex-presidente destruía um princípio de funcionamento maravilhoso baseado na mera idéia da privacidade: cada um guarde para si o que faz entre quatro paredes, mesmo porque nas Forças Armadas não tem esse lance de quatro paredes (às vezes nem na hora de romper o Tratado de Kyoto) e todos querem dormir tranqüilos ao redor de bombas, tiroteio de fuzil e RPGs, sem precisar se preocupar com um mastruço sendo hasteado misteriosamente na alta madrugada.

Ou seja: graças a Barack Obama, a sexualidade nas Forças Armadas se tornou pública, e não apenas pública como desabrida, impedindo que alguém pudesse ter o restolho de privacidade que se pode ter numa zona de escassez absoluta, limites sobre-humanos e prazer quase zerado como é o ambiente de guerra. Foi isso que Donald Trump restituiu à normalidade: piu-piu fica no lugar do piu-piu, concha-do-caramujo fica no lugar da concha-do-caramujo e todo mundo vive feliz para sempre, obrigado.

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Não há nada de “anormal” no que Donald Trump decidiu, há tudo de bizarramente doentio e nojento no modelo Barack Obama (total de guerras vencidas: zero).

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Mas a onda do momento é essa: “casais” gays reclamam da Igreja porque ela não aceita casais gays. Lésbicas reclamam por que um vendedor de bolos não quis fazer o seu bolo de casamento. Agora, “transgêneros” reclamam de não poder conviver com o sexo oposto sendo exibido nu para si o tempo todo nas Forças Armadas (com o agravante, no caso, de que sua presença ali não é mero empecilho à sua busca pela felicidade individual, mas é estorvo para outrem e incômodo incompatível com a dignidade própria, com toda a instituição e não se pode parar o mundo por que o cidadão Robert se acha Sarah e toda mulher agora precisa ficar nua em sua presença e achar normal ou é preconceito e tome textão com argumentos “científicos” retirados do Diário do C. do Mundo para corroborar como todo mundo precisa se subjugar à vontade de Robert).

Por que diabos, afinal, os progressistas, a esquerda, quer fazer parte justamente daquilo que mais odeia? Por que um “casal gay” quer se casar na Igreja Católica ou em igrejas evangélicas, senão tão somente para correr para a CNN dizendo que sofreu homofobia e ganhar holofotes? Ou por que raios as lésbicas que levaram um padeiro à falência por processo queriam dar dinheiro para o bolo dele, logo ele, o “homofóbico”? E como “transgêneros” querem fazer parte logo das Forças Armadas, o lugar onde hoje, ontem, anteontem e desde pelo menos a época de Gilgamesh a sua sexualidade é tabu e deve ser controlada, e não ostentada como se a marca da sua blusa?

Algum motivo além de ganhar holofotes? De fato, parece difícil hoje ter holofotes sem ser vítima de “preconceito”. Alguém aí tem um preconceito e um clube onde não possa me filiar para eu poder gritar que não me aceitaram?

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  • Marco

    Bis , nenhum em relação a sexualidade realizado e feliz sinto muito se vc não o é pelo menos tente ser , abraços

  • Ilbirs

    Mais uma que só reforça a decisão de Trump a esse respeito é a possibilidade de alguém que faz a cirurgia arrepender-se e querer voltar atrás, significando aí não só uma mas duas cirurgias e um evidente caso de gente atormentada independente de passar ou não pela faca:

    https://youtu.be/Hvu_a6y3ysE?t=62

    Se forças armadas são algo extremamente focado em seu propósito e no qual o uso de um sistema de saúde é ainda mais focado (cuidar de feridos e da saúde física em geral de seus membros no que concerne à aptidão para o combate dos mais diversos modos, aqui fica claro que admitir alguém que faz algo em que há a possibilidade de se arrepender vai gerar problemas para a corporação. Como sei que neste momento pode haver algum esquerdista inercial (aquele que age como tal por ter sido essa a normalidade em que viveu, diferente do histérico que acaba recusando aquilo que contradiga seu discurso), sugiro que procure no Google pelos termos “sex change regret” e ver que se está falando de algo sério e que essas pessoas podem não estar tendo a atenção correta, mas sim sendo usadas como bucha de canhão para avanço de agenda que quer o poder pelo poder.

  • Sokholov

    Eles conseguem. E eles criam esse tipo de situação não so para ‘causar’, mas para destruir as instituições que eles consiseram “inimigos do movimento”.
    Ja se perguntou por que esses sacanas não tentam ‘causar’ com o Islã o qual eles tem aliança estratégica e são totalmente condecendentes?
    Bom, se alguns dele ja tentou, certamente não sobreviveu para contar história…

  • Raphael Jannuzzi

    É bizarro ver pessoas pautando todas as suas conquistas pelo sexo. Querem ser soldados? “-Pow sou trans, me aceitem!”, Querem ser artistas? ” Hey, sou trans, me ache legal!”
    Parece que acham que o mundo foi totalmente feito na base do sexo. Tipo “deixa eu criar uma lei aqui pra quem mata pessoas, há não, melhor fazer lei só para heteros. Deixa eu criar uns acordes que apenas heteros consigam tocar, deixa eu pensar de forma hetero aqui pra resolver essa equação, deixa eu criar uma força de defesa que garanta heteros pq o que importa mesmo é ser hetero, ser um soldado qualificado fisicamente, psicologicamente, ter noção de hierarquia e técnica é balela.
    Então claro, faz todo sentindo clamar e reclamar tudo que deseja pelo sexo que pratica.”

  • Junior Padilha

    O exército maia respeitado do mundo com um monte de viadinhos de fardamento rosa indo pra guerra ? Kkkkkkk kkkkkkk

  • Ilbirs
  • Marco

    Muitos problemáticos aqui eu heim sejam felizes e deixem os outros o serem

  • Joao85

    Existe alguma evidencia que as Forças Armadas de Israel desde os anos 90 são menos eficazes porque permitem a entrada de homossexuais abertos, como o Obama permitiu?

    • Rafael Guimarães

      Homossexual é uma coisa, transgênero é outra. O homossexual não tem qualquer conflito com o próprio corpo, não se sente como tendo nascido no corpo errado, sendo apenas alguém que sente-se sexualmente atraído por pessoas do mesmo sexo. O transgênero sofre de uma aversão absoluta pelo próprio corpo, havendo um conflito gravíssimo entre identidade e sexo biológico.

      • Joao85

        Por isso existe psicologo e psiquiatras no exército. Existe alguma evidencia que isso atrapalhe a performance de outros, ou são os outros que atrapalham essas pessoas com dificuldades de se adaptar?

        Eu citei o caso de Israel sobre homossexuais só pra rebater o argumento de que servir abertamente era um problema. Israel também permite que transgêneros servirem abertamente. Assim como Canadá e a Inglaterra. Pergunto novamente, há algum estudo demonstrado algum impacto negativo na experiência do mundo ou é por achismo e senso comum?

        • Sim, há. Achismo e senso comum é não pesquisar, mas opinar de antemão. Um único exemplo: http://dailysignal.com/2017/07/26/5-good-reasons-transgender-accommodations-arent-compatible-military-realities/

          • Joao85

            Já havia lido o artigo citado, e não demonstra nenhum estudo que fala do impacto desses grupos no ambito militar. Sequer cita alguma evidencia, a única que é citada é de que o grupo citado sofre de mais ansiedade e tendencias suicidas por discriminação social. Pela reação dessas pessoas com a medida do Trump, duvido isso ter um impacto que irá melhorar. O resto é dado jogado sem nenhuma prova.

            Pergunto novamente, algum estudo das Forças Armadas de Israel, Canadá e Inglaterra para demonstrar um impacto negativo de transgêneros e homossexuais?

  • Rafael Santos

    Infelizmente os que apoiam a medida não se deram conta do reverso da moeda. Digamos que os EUA (ou o Brasil, se valer a mesma lei) for um dia atacado e precisarem fazer um alistamento obrigatório (draft) aos moldes do feito durante a Guerra do Vietnã.

    Bastaria o convocado se declarar uma “pessoa trans” para fugir de lutar por seu país.

    • Isso que você disse não tem relevância. Nos EUA a muitos anos, desde a primeira guerra mundial religiosos tem a opção de não irem pra guerra se acharem a conduta de pegar em armas contrária a sua crença! Nos EUA a população realmente vai para as guerras por questões patrióticas. Lá isso é levado extremamente a sério ao contrário do nosso país!

  • O motivo é simples: infiltração!

    Eles querem ser “aceitos” para se infiltrarem e destruírem por dentro as instituições às quais odeiam.

    • Romanorum

      Exatissimo! Essa escória quer é destruir as instituições por dentro,se infiltrando nelas, que é a forma mais eficiente de fazê-lo… Odeiam os valores ocidentais cristãos e obram incansavelmente para extingui-los, junto com a raça branca, negando até mesmo sua óbvia existência…

  • João Marcos

    Só não querem fazer parte do Islã. Por que?

  • Eliabe Rodrigues

    Muito bom. Hoje, nos quartéis, quase não há acomodações femininas, pelo fato de as forças armadas voltar a atenção para os homens. Quem dirá pessoas com uma equação sexual.

  • Isildur Bagual

    O idiota útil que grita aos quatro ventos “Homofobia!” foge do conhecimento biológico como um vampiro foge da estaca. Aliás, falando em vampiro, cada vez mais acho que os idiotas uteis querem vampiros que não gostem de sangue ou tubarões herbívoros ou água que não molha.

    Há uma distorção da realidade e o escanteamento do observacionismo que remete a alegoria da caverna de Platão. A diferença é que hoje não há luz refletindo na parede da caverna. Há apenas uma televisão na frente do prisioneiro. Eu só não consigo definir o que o matem amarrado…

  • TheDigosin .

    Ótimo texto. No começo do ano uma feminista andou armando gritaria dentro de uma barbearia porque os atendentes se recusaram a atendê-la. Ela tinha a sua disposição centenas de salões exclusivos para mulheres, mas escolheu ir num que atende exclusivamente homens. Qual o intuito disso se não gerar holofotes e gritarias do tipo “ta vendo como machismo é real, olha só, aconteceu comigo”. Essa gente das militâncias tornou cult essa coisa de ser oprimido e não mede esforços pra simular situações onde eles são vítimas da cruel sociedade machista, racista e homofóbica. O marketing das militâncias funciona a pleno vapor, uma pena – para eles – que cada vez menos pessoas acreditam nas suas fábulas.

  • Don’t ask, don’t tell

  • Marcus Vinícius Rêgo

    ótimo texto, mas só uma correção: o nome da política era “don´t ask, don´t tell”

    • Ops… Corrigido, o responsável já está sob cuidados de nossos torturadores em nossas novas masmorras!

  • dal_zotto

    Eles querem destruir a america só isso.

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