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Imprensa tem lado

Folha trata como “brincadeira” tweet falando em morte de Bolsonaro e Moro

A Folha trata qualquer crítica à esquerda como discurso de ódio, racismo, machismo, homofobia etc. Já um tweet pregando a morte de Bolsonaro e Moro é só "brincadeira"

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Folha trata como "brincadeira" tweet falando em avião de Bolsonaro e Moro cair no Atlântico

Um dos vários tweets compilados pelo perfil ódio do bem falou que o avião com o presidente e Sérgio Moro deveria cair no Atlântico. O presidente, num gesto de bom humor (e que conservador deste país não está acostumado com ameaças de morte 24 horas por dia?), citou o cidadão dizendo que estava tudo bem, e ainda mandou um abraço. Os perfis do UOL e da Folha noticiaram o caso como uma resposta de Bolsonaro a uma “‘brincadeira’ (sic) sobre queda de avião”.

Não é preciso repetir o de sempre: fosse uma “brincadeira” sobre queda de avião com Lula, Dilma et caterva, a mídia obrigatoriamente teria noticiado o caso como “discurso de ódio”. Ou machismo, racismo, homofobia e quejandos, caso pudesse encaixar o caso em algum dos termos da moda.

Talvez alguma alma desavisada, pouco fluente no novo vocabulário político (confira nossa revista para sobreviver), ainda caia nessa de “discurso de ódio”. Até pense, repetindo o que diz algum “especialista” citado por jornalistas, que precisamos regulamentar (id est, censurar) as redes sociais para “evitar o discurso de ódio”.

Discurso de ódio, como se vê, é apenas se fazemos piada com alguém de esquerda. Quando se deseja a morte de um conservador (e de um conservador que teve um atentado contra a sua vida há menos de meio ano), aí é apenas “brincadeira”.

https://twitter.com/odiodobem2/status/1087350153282011136

O perfil ódio do bem vem se destacando em mostrar a hipocrisia dessa turma que fala tanto em “ódio”, que “discurso de ódio” não está protegido pela liberdade de expressão, mas no segundo seguinte pregam a morte de Bolsonaro e qualquer pessoa contrária ao PT no segundo seguinte. E lembrou que até mesmo a própria Folha tratava como algo “apavorante” qualquer comentário negativo sobre personalidades de esquerda, como Chico Pinheiro (com uso de pronome pessoal do caso reto em caso átono).

https://twitter.com/leandroruschel/status/1087354956724740097

É assim que a mídia noticia fatos: não argumentando a favor de uma postura, com lógica e dados, mas manipulando leitores sem cultura com palavras pesadas. E ainda há quem caia.

É por isso que nossa revista dedicou sua última capa ao entendimento dessa manipulação.

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Assuntos:
Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs". Tem passagens pela Jovem Pan, RedeTV!, Gazeta do Povo e Die Weltwoche, na Suiça.

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