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Festim diabólico

Esquerda garante que fuzila por amor ao próximo

Parem tudo! Especialistas de cabelo azul, sovaco catinguento, duplex no Leblon e na Vila Madá, garantem que esquerda fuzila para o bem

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hitler-stalin

No começo de Um Misterioso Assassinato em Manhattan, Woody Allen, por meio do seu personagem Larry Lipton, diz à esposa que não pode ouvir tanto Wagner: “Me dá vontade de invadir a Polônia”. Se a esposa de Lipton fosse a imprensa brasileira, ignorando o fato de Lipton ser judeu, começaria a espernear histérica em frente ao teatro: “Casei com um nazista, meu Deus!”

Na última sexta-feira, dia 17, o ex-secretário de Cultura Roberto Alvim publicou um vídeo infeliz ao extremo sobre um prêmio para as artes. Não sei se Alvim ouviu Wagner demais;  não sei também o quanto há no vídeo de intencional, mas coloco-me sempre contrário a uma arte estatal, nacionalista, seja por que meio for.

Se a intenção era mesmo fazer referência ao líder da propaganda nazista, o vídeo é todo condenável. Caso contrário, é apenas desastroso. 

O que chama a atenção, mais que o desastre do vídeo em si – que já foi corrigido com a demissão de Alvim, é a rapidez com que os iletrados esquerdistas captaram a referência. 

A galerinha que, sendo otimista, é capaz de captar referências a Jojo Todynho e Valesca Popozuda num discurso, sacou de cara a semelhança. Estranho, não? Em pouco tempo, respondendo ao apito da imprensa, como cães amestrados, a  zumbilândia militante saiu do túmulo, não para condenar a fala de Alvim, mas para associar todo o governo ao plano nazista de invasão da Polônia.

Até a tal de Nina Lemos, criadora da fanfic Meu Marido Alemão, deixou o sarcófago junto com o marido imaginário, que não parece tão alemão assim, para condenar a terrível ditadura nazista.

Maluca-alema

Como disse o ótimo Elder Ladeia: “Tivesse (Alvim) colocado Fagner em vez de Wagner, nada disso teria acontecido. 


O episódio ainda serviu bem para escancarar a verdade sobre a nossa esquerda que acha que qualquer coisa à direita de Stalin é Hitley!  

O próprio poste de Lula, Fernando Haddad, com sua lógica costumeira, fez referência ao amor dos comunistas pelo assassinato.

Os mais de 100 milhões de crimes passionais cometidos em nome do comunismo/socialismo parecem não enfurecer a mídia mais pateta que se tem história no longo caminho da vida na terra, desde que o primeiro protozoário dividiu-se em dois. A esquerda, com o apoio desses jecas, nos assegura que o comunismo só fuzila por amor.

E a relação desses assassinos com os partidos de esquerda brasileiros nunca foi segredo pra ninguém. Cuba, Venezuela e várias das mais sanguinárias ditaduras do continente africano foram e são tratadas com naturalidade pela imprensa, como se fossem atores justos no cenário político. 

A turma que cheira meia usada depois da maratona, que come semente de abacate achando que é cenoura, sempre com a conivência criminosa do Twitter,  aproveitou para ameaçar todo mundo que não concorde com eles.

D2-droguinha

D2, aliás, vale um capítulo todo nos anuários de pesquisa sobre os malefícios das drogas. Chamando todo mundo de fascista, diz que quer tatuar uma suástica a faca na testa da “direita-liberal”, ignorando que o próprio Mussolini se dizia um antiliberal (entendido aqui no sentido clássico).

É claro que é demais exigir alguma clareza de pensamento de gente que se especializou em fazer bonzai com o próprio cabelo; pedir que eles entendam que o oposto de Stalin é Churchill e não Hitler, é criar uma cisão definitiva entre os dois únicos neurônios ativos neles.

Nazismo-Socialismo

É triste constatar que, se esse país tivesse optado por valorizar a verdadeira cultura, tivesse entendido a metafísica do Ronald Golias ou lido as Memórias de um Sargento de Milícias, se tivesse usado seu tempo livre para assistir Monty Python ou ler as Máximas da Tia Zulmira, hoje, 95% das pessoas que dominam todas as instituições, sobretudo no meio jornalístico e artístico, estariam, se tivessem muito sucesso em suas vidas, refazendo o supletivo pela décima vez.

Alguns, mais radicalmente, estariam voltando agora do indulto de Natal.

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Ao Alvim, que me parece um homem íntegro, desejo que seu mundo se reorganize logo e que ele não esmoreça. Estou rezando para isso.

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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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