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Som e fúria

Vera Magalhães diz que jejum sugerido por Bolsonaro pode colapsar o país

Defensora da quarentena indefinida acha que sugestão de jejum cristão na Quaresma quebra o país

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O presidente Jair Bolsonaro sugeriu que a população fizesse um dia de jejum para ajudar o Brasil a sair dessa crise. “Para aqueles que têm fé e acreditam, domingo é dia de jejum”, disse. Qualquer inteligência que não foi deformada pelo debate político entendeu o pedido do presidente. 

Mas, num país contaminado pelo vírus da estupidez, teve quem visse nisso um chamado do presidente à volta da ditadura, ao retorno das masmorras e confecção de instrumentos renascentistas de tortura.

A rainha da ponderação e do comedimento, Vera Magalhães, entendeu sabe-se lá o quê. Em linguagem cifrada, escreveu em seu Twitter: 

“Circo armado pelo presidente em entrevista. Desta vez não terá como negar o óbvio. Quem apoia isso será igualmente responsabilizado se o país colapsar na pandemia.”

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Se nossos linguistas especializados em decifrar balbucios e remexer em excrementos acertaram, Vera quer dizer que se fizermos um dia de Jejum o país vai colapsar na pandemia. É bom a turma do fitness se cuidar com seus jejuns intermitentes. Estão colapsando o país e nem sabem. 

No livro Nas Sombras do Amanhã, Johan Huizinga diz: “Cultura requer, antes de tudo, certo equilíbrio entre valores espirituais e materiais”. E continua: “O termo valores espirituais inclui aqui as áreas da religião, do intelecto, da moral e da estética.”

Ou seja, Vera não possui nenhum valor espiritual. Filmar-se na banheira tomando vinho, feito aquelas personagens de novela que, à beira da loucura, fingem não se importar com nada, ou comer frios acompanhada de um vinho caro, são apenas o deslocamento dos seus valores materiais para a área do espírito.

Uma das máximas da Tia Zulmira diz: “Era um idiota, mas procurou melhorar. Foi melhorando, foi melhorando e começaram a elogiá-lo. E elogiaram tanto que ele acabou ficando idiota.”

É uma maldição. Os idiotas se elogiam mutuamente e se idiotizam mais e mais, profundamente.

Vera deve se olhar no espelho, depois de uma hora no analista, e dizer para si mesma: Segundo meu terapeuta, eu sou MUITO feliz!

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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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