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R. I. P. São Paulo

Datafolha mostra que a cidade de São Paulo está é fodida

Pesquisa Datafolha confirma a análise de muitos dos grandes analistas políticos sobre a cidade de São Paulo: chegou a hora de se mudar para Santa Catarina

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Saiu a última pesquisa Datafolha para a prefeitura da maior cidade do hemisfério e o prognóstico para o paulistano não poderia ser outro: estamos é fodidos.

Celso Russomanno disparou para o primeiro lugar após afirmar que tem “o carinho” de Bolsonaro, que não parece interessado em apoiar de facto ninguém no primeiro turno.

Bom, qualquer coisa na Via Láctea é melhor do que nossos dois últimos prefeitos, então até aquele cara que sai rasgando mercadoria e fazendo auê em cima de caixa de supermercado pobre só porque só quer comprar um sabonete e ela não tem um centavo de troco é até lucro. Mas, olhando com objetividade, não temos saída. Vamos virar piada nacional for decades to come. Nesse ritmo, até o Rio de Janeiro ficará melhor.

(não, deixa essa piada pra lá. precisamos ter verossimilhança.)

Se Russomanno disparou para o alto com 29% das intenções de voto, 20% ficarão com Bruno Covas, que estava em primeiro lugar.

ATENÇÃO, REPETINDO: Bruno Covas (leia devagar: B-R-U-N-O–C-O-V-A-S) Estava. Em. Primeiro. Lugar. HOW THE HELL, MEU!!!!!! Fica arquiprovado a tese de que 20% (temos até número agora!) só vota em quem tá lá e não tá mais nem aí pra nada da vida, pode vir meteoro, peste chinesa, os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, não importa, 20% só vota em quem já tá lá e dane-se a vida, é uma espécie de depressão social, um niilismo existencial traduzido em forma de intenção de voto.

Bruno Covas, honrado o dístico nomen est omen, apenas cavou covas, comprou câmaras frigoríficas para cadáveres, garantindo que se todo mundo morresse, iria ficar todo mundo bem, mas se ninguém morresse, era pra todo mundo ficar trancado pra não morrer, inventou o rodízio mais tirânico e estúpido da crosta terrestre, mas, no fim, as previsões de 3 milhões de mortos do Atila Iamariano eram apenas a maior fake news da história do país, ninguém votou no cara, e ele mesmo assim tem 20% de intenção de voto num ritmo já meio morto-vivo.

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Depois seguem os únicos capazes de escangalhar ainda mais a cidade do que o trio Haddad-Doria-Covas: a chapa comunista Boulos/Erundina, com 9%, tecnicamente empatada com a chapa comunista 2 de Márcio França, com 8%.

A gente zoou o aerotrem, né? Agora o aerotrem zoa com a nossa cara.

Como o PT morreu, Jilmar Tatto, da família que tá sempre de olho nos transportes em São Paulo, está com 2%.

Cadê que o PSL deixou o Príncipe ser prefeito? Poderia ser inclusive a Janaína Paschoal. Qualquer coisa menos Joice Hasselmann.

Aliás, só ela aparentemente tá ainda pior na fita do que nós: Joice caiu de 2% para menos de 1%. Aparentemente pior, porque apesar de a candidata paranaense não dever fazer a menor idéia do que é um Bilhete Único ou do nome de um ônibus para a Zona Leste, está é nadando no riquíssimo fundo partidário do PSL, enquanto nós estamos aqui, tomando na rabeta.

Até Arthur Mamãe Falei e uma lá do PSTU (!) estão na frente de Joice, que só perde em rejeição para Covas (por que será?) e Levy Fidelix.

O Datafolha mostra que a cidade de São Paulo está é fodida. A perspectiva para o paulistano é apenas uma: colonizar o interior de Santa Catarina. Adeus, cidade cruel.


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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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