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Jornalismo porco e criminoso

Mídia americana reporta caso de racismo e esconde que a acusação era falsa

Caso aconteceu em faculdade americana e único jornal que se retratou foi o NYT – ainda assim, com dois anos de atraso

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Mídia americana reporta caso de racismo e esconde que a acusação era falsa

Em julho de 2018, Oumou Kanoute, estudante negra da Smith College, uma pequena e prestigiada faculdade de Northampton, Massachussets, EUA, postou em seu perfil do Facebook uma séria acusação de racismo que ela supostamente havia sofrido no campi.

Segundo a aluna, os funcionários a expulsaram do local onde ela fazia uma refeição “apenas por ser negra”. Fotos, e-mails e telefones dos acusados foram expostos por Kanoute na mesma postagem.

Três meses depois do ocorrido, relatório de um escritório de advocacia especializado em casos de racismo esclareceu os fatos e não encontrou nenhuma evidência de preconceito racial por parte dos acusados.

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A história real foi relatada por Matthew Stewart, no portal Spiked:

“Acontece que ela estava comendo em um refeitório reservado para crianças que frequentavam um acampamento de verão. Ela então levou sua refeição para uma área que também estava fechada. A funcionária do refeitório a advertiu educadamente sobre as restrições; Kanoute continuou mesmo assim, mas a funcionária do refeitório não insistiu para que ela se mudasse e nem a denunciou.

Um zelador, que Kanoute também acusou de ser racista, nem estava no campi quando o incidente ocorreu. Outro zelador, que chamou a segurança ao vê-la, estava apenas seguindo as ordens que lhe foram dadas em caso de invasão. A transcrição de sua ligação para a segurança revela que ele não fez comentários sobre sua raça, já que ele não conseguia nem enxergar a aluna direito de onde estava.

O segurança do campus que compareceu não estava armado. A equipe de segurança da faculdade não carrega armas de fogo. O funcionário se desculpou por incomodá-la, embora ela estivesse em uma área proibida.

Em suma, parece que Kanoute estava determinada a encontrar racismo onde não existia e a reagir não apenas com exagero, mas também sem escrúpulos.”

Em seu mea-culpa tardio, o NYT publicou as conseqüências que os funcionários sofreram graças à falsa acusação.

“Poucos dias depois de ser acusada pela Sra. Kanoute, a funcionária do refeitório encontrou recados em sua caixa de correio e colados na janela de seu carro. ‘RACISTA’, dizia um. As pessoas telefonavam para sua casa. ‘Você deveria ter vergonha de si mesmo’, disse alguém em uma ligação anônima. ‘Você não merece viver’, disse outro.

A funcionária, lembra o jornal, sofre de lúpus – doença do sistema imunológico que foi agravada pelo estresse a que foi submetida.

No dia seguinte à postagem acusatória da estudante, a direção da Smith College ofereceu “profusas desculpas” públicas à Kanoute. Após a investigação ter provado o embuste, a direção se calou – nenhum funcionário envolvido pareceu ser digno de um pedido formal de desculpas da parte da instituição.


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Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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