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Tensão: China e Moscou se unem contra sanções econômicas à Rússia

Ministério das Relações Exteriores de Beijing diz que trabalhará com aliados de Moscou contra “interferências externas”

Luigi Marnoto
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China se une a Moscou em ameaças contra sanções econômicas à Rússia

Em declarações a jornalistas na segunda-feira, 26, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse que seu governo “se opõe fortemente ao uso de sanções unilaterais [contra a Rússia]” e trabalhará com seus aliados para reduzir seu impacto.

“A China e a Rússia mantêm uma parceria abrangente entre si. Em questões de proteção da soberania do estado, a República Popular da China e a Rússia apoiarão uma à outra.”

De acordo com Wang, as novas medidas de Washington contra Moscou são um sinal da política externa americana hostil.

“As sanções unilaterais dos EUA são uma manifestação de sua visão de mundo hegemônica. Elas têm que ser contestadas.”

O diplomata insistiu que Washington deveria resolver as diferenças “em bases iguais e [obedecendo] aos princípios de respeito mútuo”.

No início deste mês, o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou um decreto autorizando uma série de medidas restritivas contra empresas e funcionários russos.

A medida impediu que instituições financeiras americanas comprassem ações da dívida soberana do país – usadas por governos de todo o mundo para sustentar suas economias. Ao mesmo tempo, a Casa Branca também agiu para expulsar dez diplomatas russos.

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O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse que o pacote era composto de “medidas proporcionais para defender os interesses americanos em resposta a ações prejudiciais da Rússia, incluindo intrusões cibernéticas e interferência eleitoral”.

O Kremlin nega as acusações.

O porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, deu a entender em uma declaração que Moscou poderia colocar em prática suas próprias medidas contra os EUA:

“(…) o princípio da reciprocidade neste assunto não foi descartado. Agora tudo depende da decisão tomada pelo chefe de Estado.”

A Rússia e a China assumiram uma série de compromissos de parceria econômica nas semanas que antecederam as sanções.

Em uma visita ao país do Leste Asiático em março, o diplomata mais graduado de Moscou, Sergey Lavrov, alertou seus anfitriões que “os Estados Unidos revelaram que sua missão é limitar as oportunidades de desenvolvimento tecnológico da Federação Russa e da República Popular da China.”

A resposta para isso, afirmou Lavrov, deveria ser não priorizar o uso dos sistemas financeiros americanos, “mudando para liquidações em moedas nacionais e em moedas mundiais como alternativa ao dólar. (…) Precisamos nos afastar do uso de mecanismos de pagamento internacionais controlados pelo Ocidente”.

Com informações de RT News


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Luigi Marnoto

Luigi Marnoto é cozinheiro e só não foi guia de cego e bombeiro. Atualmente escreve no Senso em troca de uns caraminguas. É pai e avô quase exemplar e campeão de porrinha.

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