Digite para buscar

Censura voluntária

LinkedIn bloqueia jornalistas americanos na China

Plataforma da Microsoft bloqueia perfis de autores de reportagens sobre o Partido Comunista Chinês impedindo visualização para usuários chineses

Compartilhar
LinkedIn bloqueia jornalistas americanos na China

Jornalistas americanos receberam e-mails do LinkedIn informando que seus perfis não serão mais visualizados na China por postarem conteúdos proibidos pelo Partido Comunista Chinês.

Repórter da área de Relações Internacionais, a jornalista Melissa Chan disse, em seu perfil no LinkedIn, que este é um exemplo de “como o autoritarismo da China ultrapassa suas fronteiras, fazendo com que eu, uma americana que usa um produto corporativo nos EUA, seja impactada.”

Parte da mensagem do LinkedIn para Chan diz:

“(…) devido à presença de conteúdo proibido na seção Publicações do seu perfil do Linkedin, seu perfil e sua atividade pública, bem como comentários e itens que você compartilha em sua rede, não serão visíveis na China.”

“Trabalharemos com você para minimizar o impacto e poderemos revisar a acessibilidade de seu perfil na China se você atualizar a seção Publicações de seu perfil. Mas a decisão de atualizar o perfil é sua”, conclui a mensagem do LinkedIn.

O perfil e as atividades de Chan continuam visíveis em todos os outros países nos quais o Linkedin está disponível.

A repórter do portal Axios, Bethany Allen-Ebrahimian, também recebeu a notificação da Big Tech. “Eu esperava que censores do governo chinês, ou censores empregados de empresas chinesas na China, fizessem esse tipo de coisa”, tuitou Allen-Ebrahimian. “Agora, uma empresa americana está pagando seus próprios funcionários para censurar os americanos.”

“Somos uma plataforma global que respeita as leis que se aplicam a nós, incluindo a adesão às regulamentações do governo chinês para nossa versão localizada do LinkedIn na China”, disse um porta-voz do LinkedIn à Fox News por meio de comunicado à imprensa. “Para membros cuja visibilidade do perfil é limitada na China, seus perfis ainda são visíveis no resto do mundo, onde o LinkedIn está disponível.”

Com informações de The Post Millennial


Seja membro da Brasil Paralelo por apenas R$ 10 por mês e tenha acesso a horas de conteúdo sobre liberdade de expressão!

Conheça a Livraria Senso Incomum e fique inteligente como nós

Vista-se com estilo e perca amigos com a loja do Senso Incomum na Panela Store

Faça seu currículo com a CVpraVC e obtenha bônus exclusivos!

Assuntos:
Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

  • 1