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Espionagem forçada

App oficial dos Jogos de Beijing espiona usuários

Aplicativo obrigatório para participantes da Olimpíada de Inverno 2022 coleta áudio de usuário e envia a servidor na China

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App oficial dos Jogos de Beijing espiona usuários

O especialista em cibersegurança Jonathan Scott descobriu que o aplicativo oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno 2022, de uso obrigatório para os participantes, possui uma vulnerabilidade “nefasta e preocupante.”

Scott, engenheiro líder de segurança móvel da fintech cLabs, descobriu a “falha” ao aplicar engenharia reversa ao aplicativo My 2022, desenvolvido pelo governo – ou seja, pelo Partido Comunista Chinês (PCCh) – com a desculpa de rastrear o status de saúde dos usuários e dar informações sobre os jogos.

Em entrevista ao programa “China Insider”, do portal The Epoch Times, o engenheiro afirmou que o aplicativo ouve todo o áudio e quando detecta um usuário dizendo palavras consideradas sensíveis pelo PCCh, ele coleta este áudio e o envia para servidores na China para análise.

O aplicativo vai automaticamente para o primeiro plano do celular quando é acionado por palavras sensíveis, mesmo que o usuário do telefone deixe o aplicativo em segundo plano, de acordo com Scott.

O engenheiro também afirma que o desenvolvedor do app é a empresa iFlytek Co, presente na lista negra de empresas chinesas banidas dos EUA.

“Para a Apple e o Google permitirem que uma empresa na lista negra realmente esteja nos telefones dos americanos, quero dizer, há um problema aí, certo?” disse Scott. “Não podemos fazer transações com eles, mas ainda assim somos forçados a ter isso em nossos dispositivos.”

Com informações de The Epoch Times

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Assuntos:
Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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