Roberto Requião defende Hitler contra impeachment

roberto requião hitler

Depois do show de defesas de ditadores socialistas na Câmara dos Deputados para impedir o impeachment sem a mais ínfimo muxoxo de reclamação por parte da imprensa e de todos os palpiteiros que se aferraram à homenagem de Jair Bolsonaro ao coronel Carlos Brilhante Ustra, chegou a vez da defesa de ditaduras cada vez sanguinárias e genocidas pelos críticos do impeachment no Senado.

Ustra foi homenageado por Bolsonaro por combater, justamente, quem pregava a ditadura comunista, e só teve como “prova” de que seria “torturador” o reconhecimento de sua voz por uma comunista que ganha polpudas verbas governamentais hoje e garante que Dilma Rousseff não cometeu crime nenhum. No mínimo, uma opinião interessada, um testemunho pro domo sua, portanto, de se levantar os sobrolhos em sinal de suspicácia.

adolf hitlerJá agora temos declarações cada vez mais desabridas favoráveis à ditadura do proletariado e ao totalitarismo socialista no Senado. Primeiro, com a aparição de Lindbergh Farias, ex-“Lindinho”, que defendeu não uma, mas duas ditaduras muito mais brutais para manter o cargo nas mãos de Dilma Rousseff. E agora tivemos Roberto Requião, que usou como arquétipo do gestor eficiente que poderia ser espelhado ninguém menos do que Adolf Hitler, o Führer do nacional-socialismo, mostrando seu parentesco óbvio com o socialismo internacional, tão atrapalhadamente negado pela esquerda.

Após ironicamente criticar a “agressividade despropositada da Polícia Militar de Brasília” no exórdio de sua intercessão pelo PT, acarretada por uma censura à “extraordinária agressão da imprensa, embalada por interesses geopolíticos de países do mundo que disputam a hegemonia” de nossos recursos naturais (um trecho que poderia ter sido escrito por Joseph Goebbels ele próprio), Roberto Requião seguiu Lindbergh Farias na defesa da economia keynesiana “anti-cíclica”, aproximando-a das pedaladas fiscais de Dilma.

Em uma enxurrada de invectivas contra a “utopia neoliberal”, o senador paranaense explicou o que os liberais (e não os neoliberais, esquerdistas só aparentados ao liberalismo no nome) sempre souberam: que a política de “Estado de Bem Estar Social” ou Welfare State, o famoso Estado Babá, criado por Otto von Bismarck (suprema influência de Adolf Hitler), foi teorizado pela primeira vez na República de Weimar.

E dá nome aos bois: a política “anti-cíclica” (a que, curiosamente, mais causa “ciclos” de recessão e estagflação) foi desenhada por Hjalmar Schacht (ou “sáks”, no dialeto requiãonês). Quem é Hjalmar Schacht? Economista, banqueiro e liberal durante a República de Weimar, foi um dos fundadores em 1918 do Partido Democrático Alemão e se tornou Comissário da Moeda (espécie entre o presidente do Banco Central e o ministro da Fazenda) e presidente do Reichsbank durante aquele curto período entre guerras. Na década de 30, Schacht se tornou apoiador de Adolf Hitler e do Partido Nazista.

Com a ascensão de Hitler ao poder, Hjalmar Schacht, além de presidente de Reichsbank (1933-1939), se tornou Ministro da Economia (1934-1937). Quem aplicou a política econômica anti-liberal de Adolf Hitler.

Requião disfarçou o nome de Adolf Hitler ao discursar, preferindo o desconhecido Schacht, por isso não se viu notícias a respeito? De forma alguma. Suas palavras, a partir dos 3:20 no vídeo na Globo:

Não há a menor sombra de dúvida que se contrapõem, duma forma programática, filosófica (sic) e decisiva as políticas anti-cíclicas que surgem a partir do Keynes, e que tiveram início na verdade com Hjalmar Schacht, na República do (sic) Weimar, e depois mesmo na Alemanha de Hitler, resolvendo por exemplo o problema inflacionário numa semana.

Talvez Requião acredita que Weimar seja o dono da República de Weimar, mas o foco é afirmar, sem medo de a imprensa se preocupar em criticar votos anti-impeachment (e acertar em cheio), que a política de Adolf Hitler na Alemanha nazista é um arquétipo a ser seguido – e assumir que o PT de Dilma Rousseff faz o mesmo.

Numa nova aula de #EconomiaForDummies, A tal “política anti-cíclica” (intervenções constantes do Estado na economia, contrária à “utopia neoliberal”) “resolveu” o problema inflacionário numa semana imprimindo dinheiro, fazendo empréstimos e “criando” riqueza artificial.

É um jeito muito simples de deixar as contas em ordem momentaneamente: você pode pegar dinheiro com qualquer idiota e pagar todas as suas contas, tirar umas férias e ir para as Bahamas. O problema é o que acontece depois. No caso do problema “resolvido” por Hjalmar Schacht, foi a maior hiperinflação da História antes da do Zimbábue (totalitarismo socialista apoiado pelo PT). Alemães, depois da política defendida por Hitler, Dilma e Requião, iam comprar comida com carrinhos de mão cheios de dinheiro, de tão pouco que ele valia.

requião-mamonaAdicione-se a isso que Hitler e Schacht faziam isso “pela lei”, ainda que mudada por eles próprios. As pedaladas de Dilma, além de significarem torrefação de dinheiro do trabalhador brasileiro e maquiar empréstimos com dinheiro dos clientes de banco sem que eles soubessem e sem nenhuma data para retorno do dinheiro (até agora não temos), foram feitas nos absconsos das frinchas da lei.

A crise, já afirmamos, é o próprio Estado de Bem Estar Social. E como todos os liberais (novamente: são o contrário dos “neoliberais”) sabem, a chamada “social democracia” foi testada, justamente, no nazismo. Se há uma grande diferença entre o socialismo e o nacional socialismo é que o último, menos dominador, permitiu uma aparência de separação entre Estado e sociedade.

O próprio John Maynard Keynes, tão agraciado por Lindbergh Farias e por Roberto Requião em seus votos, era um admirador do modelo político-econômico de Adolf Hitler. Um senador já havia dito que o impeachment de Dilma Rousseff seria “o impeachment de Keynes”, acreditando tanto nas asneiras keynesianas que suponha estar com bom argumento contrário ao impeachment.

Mas já pensou se alguém usasse um modelo econômico ou o que quer que fosse minimamente contrário à esquerda comunista como substrato para um voto a favor do impeachment, como estaria nossa imprensa, a OAB, as ONGs de Direitos Humanos, os movimentos sociais, a Academia e o povo que faz cocô em público na Paulista nesse momento?

Já a esquerda pode usar até mesmo Adolf Hitler citando seu nome sem medo que ninguém nunca falará nada. A impunidade para a esquerda pode ir muito além da câmara de gás.

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