O referendo Brexit confunde o Brasil por não ser de direita ou esquerda, mas tratar de algo só discutido no Primeiro Mundo: o globalismo.

O referendo Brexit, que definiu que o Reino Unido não faz mais parte da União Européia, causou um choque nas hostes do jornalismo mundial. O Brasil, crente manjado de qualquer coisa que saia no editorial do New York Times, levou um susto com o resultado: os ingleses não querem fazer parte da UE.

Durante a cobertura do Brexit na Globo News, comentava-se com entusiasmo que a decisão de permanecer era praticamente certa. Que até mesmo Nigel Farage, o líder do UKIP, o partido eurocético a transformar a Inglaterra em um sistema de quatro partidos principais, que nunca é citado sem as palavras mentirosas “xenófobo”, “populista” ou “de extrema-direita”, teria admitido a derrota. Que Financial Times, The Guardian, Telegraph e tantos outros davam como certa a permanência do Reino Unido na zona de mando de Bruxelas.

A Inglaterra foi o país que inventou o governo mediado e vigiado pela imprensa – seus paparazzi e sua imprensa marrom de tablóides até hoje é famosa por expor os podres e a privacidade de governantes, da nobreza e de celebridades.

Quando o primeiro referendo britânico a respeito da União Européia foi aventado na década de 70, simplesmente todos os jornais das Ilhas Britânicas advogaram pelo voto pró-União Européia, exceto dois: The Morning Star e The Spectator. Para este Brexit, um outro jornal se uniu ao time: o Daily Mail.

Quando foi a última vez que uma revista com mais de um século de idade como a Spectator, com os maiores nomes do país que mais espalhou cultura e civilização pelo mundo, foi citada como fonte no jornalismo brasileiro?

spectator-brexit-crackupNas últimas quatro mais importantes eleições do Reino Unido, a Spectator adivinhou o resultado de todas, enquanto o país e o mundo inteiro apostavam no contrário. Que a Escócia permaneceria no Reino Unido. Que David Cameron seria reeleito (afirmavam que as chances eram pequenas, Cameron foi o Primeiro Ministro com mais votos para reeleição desde ninguém menos do que Winston Churchill). Que o Brexit teria como resultado a saída da União Européia. Nos três casos, apostaram na vitória da esquerda. Perderam, para padrões britânicos, de lavada. Na única vitória (óbvia) da esquerda, a Spectator já exibia na capa de seu site que não havia surpresa, pois fora fácil antever os resultados com a campanha catastrófica do concorrente Zac Goldsmith.

Quantos brasileiros ouvem o nome da melhor revista semanal do Reino Unido? Quantos sabem da sua existência? Para o tupiniquim, mesmo (ou especialmente) o universitário pesquisador bilíngue, é praticamente uma certeza de que o único jornal lido e respeitado na Terra de Sua Majestade é o The Guardian, que até no formato tenta copiar os tablóides de fofoca The Sun e The Mirror, com conteúdo ideológico de mesmo jaez. Um jornal tratado pelos ingleses com a mesma confiança que o Brasil tem pelos piores colunistas da Folha de S. Paulo. Ou pela Carta Capital. É só ver o quanto conseguiu influenciar no Brexit.

Segundo a visão de sumidades do pensamento mundial como Cristiana Lôbo e J. K. Rowling, aqueles que não votaram por subjugar a Inglaterra aos burocratas não-eleitos da União Européia seriam “de extrema-direita”, racistas, xenófobos e radicais. Será uma visão válida? A globalização era criticada, justamente, pela esquerda na década de 90. Não há algo historicamente constituído que parece termos esquecido e que precisamos resgatar para interpretar os fatos?

Globalização e globalismo

No Primeiro Mundo, quando se discute sobre os grandes blocos econômicos, sobretudo a UE e as medidas da ONU pelo mundo, é comum que se fale sobre o globalismo, a verdadeira questão do Brexit. O termo é praticamente desconhecido no Brasil, que obedece caninamente à ONU sem nem saber disso. A palavra possui o total de zero referências em nosso noticiário. Formadores de opinião, intelectuais e professores universitários, à direita ou à esquerda, não sabem o que é o globalismo, se são globalistas ou não.

O entendimento histórico comum, não só no Brasil de Paulo Freire, mas da educação voltada para a tecnicidade da sociedade, é o de que houve uma disputa entre fascismo, socialismo e capitalismo na Segunda Guerra e na Guerra Fria, e de, com a extinção militar provisória do primeiro o descrédito do segundo, hoje vivemos num mundo globalizado e multipolar, com tendências razoavelmente conservadoras ou progressistas disputando terreno em blocos de livre comércio que promovem a democracia.

Na suposição de uma hipotética multipolarização, quais seriam de fato os vários pólos? Será que Bolívia, Grécia e Egito, ou mesmo Suíça, Qatar e Canadá, podem mesmo competir com a influência da América de Obama e da Rússia de Putin? Será que a Inglaterra tem mais poder como a Inglaterra através do Brexit ou como um voto eternamente derrotado na Comissão Européia?

merkel-erdoganAdicione-se a tal caldo o componente islâmico, que hoje pode ser considerado uma terceira força, e a massa do que nos ensinaram desanda de vez (vide o debate entre o filósofo conservador Olavo de Carvalho e “o cérebro de Putin” Alexandr Dugin sobre a Nova Ordem Mundial). Basta lembrar que, em uma lista recente das pessoas mais poderosas do mundo (da qual Dilma Rousseff saltou no abismo de 8.ª mulher mais poderosa do mundo para não comparecer entre as 100 mais), o homem mais poderoso da Europa foi considerado… Recep Erdogan, o presidente da Turquia, que mal faz parte da Europa.

A esquerda nas décadas de 80 e 90 era radicalmente contrária à globalização. Quem estudou até o início de 2000 lembra do pânico que palavras como “globalização”, “ALCA”, “FMI” e “acordo de livre comércio” causavam no que é hoje o PT, o PSOL, a Marina Silva, os professores de História, os especialistas de jornal. Por que todos inverteram o discurso e se preocupam tanto em chamar de “fascistas” e “racistas” quem possui ceticismo em relação à União Européia?

Em meados da década de 60, com a Guerra Fria no auge em diversas frentes, a intelectualidade do Ocidente já havia abandonado todas as esperanças de conter o avanço comunista. A questão não era se o comunismo seria possível globalmente, mas quando.

Para Karl Marx, a Revolução ocorreria espontaneamente, pelo materialismo histórico-dialético. Como já notara o filósofo Benedetto Croce, arqui-rival de Antonio Gramsci, em Materialismo Histórico E Economia Marxista, tal previsão nunca ocorreu, e os operários ganhavam cada vez mais a cada década no capitalismo.

fora-alca-fmiDesde a Segunda Internacional, houve um racha entre os comunistas da velha guarda, das casernas e coturnos, que queriam a Revolução, e os então intitulados socialistas. Estes últimos não acreditavam mais na Revolução, preferindo criar partidos socialistas e chegar ao socialismo pelas vias democráticas. Controlando o Estado, poderiam criar direitos trabalhistas e aumentar impostos, até a atividade econômica ser abocanhada e unificada pelo Estado. Com 51% de impostos, o Estado poderia comprar empresas privadas, se tornando o maior agente econômico de um país, até criar o socialismo sem, supostamente, derramar uma gota de sangue. Desacreditados em 1889, ganharam força com a dissolução das monarquias européias após a Primeira Guerra, e começaram a criar Partidos Socialistas por todo o Ocidente. Leis para se comprar empresas privadas são criadas. A situação e a ideologia são facilmente reconhecíveis no Brasil de 2016, mas não é levada em conta para o Brexit.

Os capitalistas se assustam e, culturalmente, capitulam, financiando a Guerra Fria no front militar, mas fagocitando o ideário socialista em sua cultura. É a era da Escola de Frankfurt atacando a base familiar da sociedade, de Antonio Gramsci transformando tudo em propaganda partidária, de Foucault, Reich, Deleuze e do sex lib, do maio de 68 e do Woodstock. O único problema seria como causar a Revolução em países de capitalismo avançado (e não os bananeiros de Terceiro Mundo sonhando em se tornar a China), que não aceitariam de bom grado a estatização dos meios de produção.

Um grupo de capitalistas na América traça então um programa de reação. O principal nome era o economista austríaco e futuro Nobel de Economia Friedrich von Hayek, que, graças a tal pragmatismo, abdica de alguns princípios mais ortodoxos da Escola Austríaca de Economia de que faz parte. Como colaboradores, não teve economistas “austríacos”, mas os Chicago Boys de Milton Friedman, da Escola de Chicago.

friedrich-von-hayekO plano foi a chamada globalização da economia, aplicando um princípio hoje básico estudado por 9 em cada 10 economistas iniciantes em obras como a de Gregory Mankiw: se ao invés de um país produzir batatas e armas, um país que produza bem armas (diga-se, a Suíça) e outro que produza bem batatas (como a Inglaterra) especializarem-se cada qual em seu setor de excelência e trocar livremente com o outro país, ambos terão uma produção maior e enriquecerão mais e mais rapidamente do que se precisassem produzir tudo.

A economia setorizada torna todos os países mutuamente dependentes. Nada de Brexit até então. Onde antes havia o ranço nacionalista e o protecionismo que gerou a Primeira Guerra, a dependência econômica gerou a paz e uma fraternidade entre os povos europeus nunca antes vista. Confirmando inversamente a tese de Frédéric Bastiat, em A Lei: por onde não passa o comércio, passam soldados. Retirados os soldados, veio o comércio.

Com uma economia globalizada e setorizada, causando hiperprodução e um enriquecimento rápido e sem igual, não havia como ganhar eleições com Partidos Socialistas e “socializar os meios de produção”. O avanço do socialismo foi barrado por Friedrich von Hayek na economia e, militarmente, pelas 26 letras do artigo quinto do Tratado de Washington, que fundou a OTAN em 1949: “The Parties agree that an armed attack against one or more of them in Europe or North America shall be considered an attack against them all”. Um herói de quem seu professor de História nunca ouviu falar, mas odeia sem saber.

A história é integralmente desconhecida por aqueles que espumam “Eu estudei História!” com empáfia e bordões na internet, mas ela possui complicações que confundem nossa visão sobre o mundo hoje. Vide o Brexit.

A esquerda, que lutou contra “a globalização” até o início da década de 2000 (alguém se lembra de José Bové, que vinha ao Brasil de mãos dadas com o MST, tratorando McDonald’s pelo mundo?), mudou radicalmente (sic) o discurso contra os “neoliberais” (até hoje mal definidos), preferindo fingir que não tentou lutar contra a forma de economia que mais enriqueceu os pobres, com rapidez inacreditável até para os deslumbrados, em toda a história. E hoje pode criticar o Brexit à vontade, mesmo que o globalismo da UE não seja o Estado gigante que sempre sonhou.

Deturparam a União Européia

Os primeiros acordos de livre comércio entre países são feitos, como o famoso Benelux, gênese da futura União Européia, que estudamos na escola. Os Chicago Boys, liberais tout court, ainda que num nível muito mais brando do que a Escola Austríaca, ocupam as fundações que determinariam os rumos da futura União Européia. Estão até hoje no FMI, no Banco Mundial, no Banco Central Europeu, nas fundações bilionárias que dão tutano à UE.

Aqui é preciso entender uma bifurcação. Na economia liberal, quanto mais países integrados e praticando comércio (trocas livres), melhor. Na política, o exato contrário é melhor: os agentes precisam ser locais, não terem poder sobre vastos territórios, não estarem longe do povo representado, não terem poder de barganha perante muitos outros políticos em conluio.

Graças a isso, o Brexit pode aproveitar o melhor dos dois mundos: poderes políticos locais, com tratados de livre comércio (quem não quer comercializar com a Inglaterra?) com a Europa e com o mundo.

worldbankTal bifurcação confunde mortalmente os analistas até hoje, como confundiu os próprios Chicago Boys. O comércio livre pretendido funcionaria à perfeição se fosse um comércio entre indivíduos e empresas, não entre governos. A despeito da suposta promoção do “livre comércio”, a UE gera, justamente, protecionismo europeu ante a produtos estrangeiros ao bloco.

Mais: o comércio é firmado entre governos, o que é justamente o tipo de comércio pretendido por Marx, Stalin e Mao. Ludwig von Mises, maior economista do mundo e principal nome da Escola Austríaca, deu a seu magnum opus o título de Ação Humana justamente para frisar tal noção de comércio. E o próprio Mises avisa que acordos comerciais feitos por governos sempre visam a estimular as próprias exportações e a tolher as importações.

Em outras palavras, a globalização de “livre comércio” apenas mantém uma certa aparência de comércio. Apesar de todos os países da União Européia terem enriquecido no bloco (o argumento número 1 dos unionistas), quem mais cresceu foi a burocracia para gerir o próprio bloco – e, sobretudo, o poder transnacional sobre as decisões populares em cada país. É isso que gera o Brexit, não “extremismo”.

Como escrevem sobre o Brexit Ryan McMaken e Carmen Elena Dorobat no Instituto Mises:

A UE é uma organização secreta e totalmente isolada do povo europeu, o qual não detém absolutamente nenhum poder de supervisão sobre ela. A UE não é gerida por pessoas eleitas. O próprio Parlamento Europeu é totalmente impotente para impedir ou revogar os atos da Comissão Europeia (que é o corpo executivo da União Europeia). Os membros da comissão não são eleitos, mas sim designados pelos governos dos estados-membros.

Sendo um conglomerado formado por dezenas de comissões anônimas e secretas, a UE é um paraíso para um burocrata.  Pessoas extremamente poderosas permanecem praticamente anônimas, seguras para impingir seus infindáveis esquemas intervencionistas sem jamais temer qualquer punição dos eleitores.  Praticamente ninguém é capaz de citar os nomes dos mais poderosos indivíduos da UE, seja dos cinco presidentes da UE ou de outros poderosos membros das organizações pertencentes à UE.

Como bem disse um observador: “De que adiantaria eu saber quem eles são?  Ninguém tem nenhum poder sobre eles.”

Como já sabiam os céticos do globalismo desde sempre, não é mera burocracia: é um Leviatã instituindo leis a serem obedecidas, sob pena de sanções, que nunca foram debatidas. Nem mesmo seus autores foram eleitos. Aliás, o povo nem sequer sabe da sua existência.

A globalização econômica, liberal, enriquecedora e libertadora de tiranias, trouxe em sua aplicação na Europa, o berço da civilização e o Primeiro Mundo par excellence, uma forma de controle político nunca antes experimentada pela Europa. O que possui uma aparência de livre mercado é o nome fantasia de um controle por engenheiros sociais não-eleitos, completamente desconhecidos do público comandado, promovendo toda a sorte de políticas alienígenas aos valores europeus, aos desejos populares, à própria noção de que a Europa que conhecemos continuará a ser a Europa, e não um puxadinho da Arábia Saudita ou do Estado Islâmico.

O Brexit, fora uma turbulência econômica ínfima inicial, faz bem aos cidadãos, e mal aos políticos. Poucas coisas são tão boas no mundo. Beira o sexo.

Graças a isso, Nigel Farage, o líder do partido da independência britânica UKIP, encurralou o presidente da União Européia na parede de maneira histórica, com um comentário que faria muito analista político que chama Nigel Farage de “extrema-direita” ou “eurofóbico” (sic) sem resposta: quem diabos é o presidente da União Européia, que manda tanto na Europa?!

Alguém aí viu algum comentário sobre as pessoas pró-União Européia (ou podemos chamá-las de “eurocrentes” ou “britanicofóbicos”?) serem “extremistas radicais”? Fanáticos adoradores de Leviatã?

O que confunde estes analistas desconhecedores do que está acontecendo um pouco escondido de seus narizes, em salas secretas da União Européia bem protegidas dos olhos do público, é que o suposto “livre comércio” (como se fosse possível entre governos) é quem está promovendo um Estado gigantesco hoje.

No dizer de Shakespeare, era um serpent’s egg: a promoção do suposto livre-comércio deu origem ao Leviatã moderno. Por isso o globalismo convive bem com os Chicago Boys no Banco Mundial, a um só tempo em que promove toda a agenda progressista através de seus órgãos de Educação, por exemplo. A antiga esquerda “anti-globalização” hoje é a esquerda nadando no FMI. E o Brexit, apoiado por alguns membros da velha guarda do Partido Trabalhista inglês, é chamado de projeto “de extrema-direita”.

Não à toa, o único brasileiro a falar do globalismo, ainda que com o antiquado nome de “Nova Ordem Mundial” (que envolve um sem número de teorias da conspiração que nada têm a ver com a seriedade do tema), o filósofo Olavo de Carvalho, é incompreendido pela esquerda e pela direita por falar de um conceito conhecido unicamente no Primeiro Mundo. Quantos “especialistas” de Globo News sabem, digamos, 20% do que vai acima? 10%? 5%?

Crendo apenas no formalismo de pactos e tratados, diminuem o poder local, próximo do povo, para entregá-lo de mão beijada a burocratas em órgãos não-eleitos que promovem agendas, ideologias, regulações, imposições, obrigações e novas formas de viver, da mais cotidiana das tarefas até a visão de mundo quase metafísica, sem que ninguém saiba sequer quem são.

Brexit: desligue a Globo News e vá ouvir Iron Maiden

No mundo pós-1980, justamente quando o Banco Mundial se encarregou dos ditames de toda a educação mundial, em mais uma demonstração de como o globalismo atua silenciosa e invisivelmente no mundo, embora com onipresença, onipotência e cada vez mais onisciência, tudo se reduziu a uma pitada de palavras que cabem entre os dedos para filtrar e explicar o mundo. Basta ler as análises de Pascal Bernardin sobre os documentos da ONU para a educação mundial em Maquiavel Pedagogo.

Através dos mesmos institutos de pesquisa tão confiáveis que erraram as três últimas eleições nacionais no Reino Unido, hoje todos os jornalistas que ontem juravam de pés juntos que o Brexit resultaria na permanência da União Européia aos mandos e desmandos da União Européia afirmam que quem votou pela saída foram velhos, brancos e sem escolaridade. Você acredita no que o Guardian, a Caros Amigos e a Lúcia Guimarães acreditam?

Toda a discussão sobre o Brexit está se pautando na idéia de imigração. Para ela, basta então associar a saída da União Européia não ao que os britânicos sentem na pele todo santo dia, mas a racismo. Soltando as palavras “racismo”, “nacionalismo” e “extremismo” em seus adversários e “tolerância” e “diversidade” para si próprios, nenhum jornalista, acadêmico, cientista político, historiador ou especialista de Globo News precisa saber nada sobre o que está em jogo no mundo. É dizer o que pega bem no senso comum reconstruído justamente pelo Banco Mundial e correr para o abraço da galera na Vila Madalena.

O que passa a milhas de distância de suas sinapses é que a questão imigratória não é o centro da discussão, mas uma conseqüência. Que não se trata de imigrantes, mas sim de fronteiras de poder.

Não se discute se o Reino Unido faz parte da Europa, e sim de um governo transnacional não-eleito sitiado em Bruxelas, cujo presidente, se perguntado a qualquer fanático pelo Remain que considere que o Leave é a primeira trombeta do Apocalipse, ninguém saberá o nome (dica: é Jean-Claude Juncker).

Os “inteligentes” da Globo News nem sequer descobriram que o principal nome da campanha pelo Brexit não era Nigel Farage, do UKIP, mas o conservador tradicional Boris Johnson, Tory, ex-prefeito de Londres até há pouco, intelectualíssimo e autor de uma majestosa biografia de Churchill.

Os mesmos que adoram criticar o grande poder do FMI, do Banco Mundial e dos governantes agora criticam o Reino Unido, 5.ª maior economia do mundo que ensinou o planeta a enriquecer, por se livrar dos ditames do FMI de Strauss-Kahn, do Banco Mundial de Jim Yong Kim e de toda sorte de lobistas, tecnocratas, banqueiros e burocratas corruptos para ficarem com o próprio dinheiro e a própria liberdade para si. Desde que a esquerda aprendeu a ganhar com a burocracia, nem um partido socialista e uma cafonérrima retórica anti-capitalista são necessários.

Para não falar da agência promovida pelos globalistas, lucrando com comércio, ganhando poder com o controle sub-reptício de órgãos para-estatais cada vez mais poderosos, secretos e mandando em um número cada vez mais alto de pessoas. Toda a educação que promove o aborto, o feminismo, o controle populacional, a nova eugenia, a destruição da família e das tradições como algo “normal” vem direto da Comissão Européia, do Banco Mundial e quejandos.

Como disse Elton Flaubert:

Por trás da grana, o que realmente guiava os europeístas (de direita e esquerda) era a ideia de uma união política. Por isto, o tratado determina a criação de uma Comissão Europeia, um Conselho Europeu, um Parlamento Europeu e um Tribunal de Justiça Europeu.

Era a consolidação de um sonho grandiloquente dos humanistas: a integração que homogeniza – por cima – os valores.

Bruce Dickinson The Trooper UK flagO que está em discussão no Brexit é se o Reino Unido terá leis próprias ou leis da Comissão Européia. Leis inclusive para imigração: o “Império que nunca dorme”, com colônias da América até a China, não tem imigrantes graças à União Européia, e nem deixarão de ter, a despeito do maniqueísmo reducionista de quem quer enxergar “racismo” e “xenofobia” (agora com uma modalidade mais engraçada: a “eurofobia”) em manter uma Inglaterra inglesa: pontual, cortês, bebendo pints de Guinness em bares protegidos pela Carta Magna, e não precisando obedecer a shari’ah. Isto é ser “radical de extrema-direita”?

O ideário brasileiro é contaminado, ou melhor, inteiramente determinado pela meia dúzia de palavras prontas da Globo News, cujo nome não disfarça a que veio (além do Ministério da Educação e da Câmara dos Deputados, a principal atuação pública da ONU e dos globalistas no Brasil é através do Criança Esperança).

Entendendo por que os ingleses são viciados em História – basta ler as letras do Iron Maiden – entenderemos porque do mais simples campesino a grandes intelectuais do porte de Sir Roger Scruton, a terra que primeiro trabalhou o senso comum e o empirismo não se deixa dobrar por explicações fáceis com palavrinhas mágicas como “racismo” e “integração”.

O país de Churchill (e seu “We shall never surrender!” cantado em Aces High), de Shakespeare (“multicultural” o suficiente?), de Coleridge, de Chesterton – todos musicados pelo Iron Maiden – só poderia ter em seu espírito não o servilismo brasileiro a qualquer coisa estatal com “social” no nome, mas o fogo de The TrooperThe ClansmanThe Duelists Be Quick Or Be Dead, com seu ceticismo em relação a burocratas e políticos. Basta trocar o imaginário e não precisaremos de tantos argumentos.

A Carta Magna, o primeiro grande documento conservador do mundo, foi o que tornou a Inglaterra a monarquia mais respeitada do mundo, a um só tempo em que combina a idéia de representatividade popular de maneira muito mais avançada e funcional do que as democracias modernas: uma carta que limita o poder do rei, nunca permitindo que o monarca tenha mais poder do que o reconhecido pelo povo.

A Comissão Européia, por acaso, possui uma Carta Magna? Enquanto não possuir, os britânicos estão muito mais corretos do que Globo News, Guardian e CNN em preferirem ser súditos de Sua Majestade.

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  • Doug Nogueira

    A matéria ficou muito foda! Parabéns, Flavio!
    Você disse a pura verdade, muito bom.
    Em uma entrevista Bruce disse: “nós somos velhos conservadores apaixonados por histórias de guerras”.

  • Flávio, atualizei hoje um arquivo antigo do meu blog sobre a privatização da Petrobrás. E fiz um novo fechamento, com a esperança de que 2016 seja um início de um chacoalhão no establisment mundial.

    Lembrei desse artigo e fiz uma recomendação especial ao final para os leitores. Você é o cara que conheço que mais se empenha em esclarecer o que a grande maioria das pessoas não enxergam. E tenho acompanhado muito suas análises.

    Estou aqui terminando para ouvir agora o novo podcast sobre a mídia que pipocou agora pouco no meu player hehe.

    Se quiser dar uma olhadinha no arquivo, segue o link: http://www.viagemlenta.com/2014/12/a-petrobras-e-um-modelo-justo-de-privatizacao.html

    Abraço!

  • Pingback: D. Pedro hoje seria considerado radical de extrema-direita fascista – Senso Incomum()

  • Savio Bueno

    A intenção é mt boa. Eu que conheço o tema sei do que se trata cada parágrafo do texto (Obrigado Olavo!), mas o texto está mt mal escrito, nossa senhora. Não me leve a mal, é uma crítica construtiva. Abc.

  • Miguel Madeira

    “Cameron foi o Primeiro Ministro com mais votos para reeleição desde ninguém menos do que Winston Churchill”

    Isto é um pouco um aparte, mas desde quando é que o Churchill alguma vez foi “reeleito”? Após o primeiro mandato ele perdeu as eleições; ou refere-se à eleição dele uns anos depois?

    • Humberto Jorge

      Respondendo apenas 2 foram reeleitos, a Thatcher e o Blair

  • ACES HIGH

    Espetáculo de artigo, já havia lido no inicio da semana, mas só agora pude comentar.

    O último bloco (Brexit: desligue a Globo News e vá ouvir Iron Maiden) então, fechou com chave de ouro.

    Já andei lendo diversos artigos do blog e me identifiquei muito com o trabalho de vocês. O blog passou a ser fonte de leitura diária para mim e estou compartilhando com todos que conheço.

    Parabéns a todos os envolvidos!

  • Márcia

    Fiquei assustada com a virulência dos comentários nas redes sociais sobre os idosos que votaram para deixar a UE. A mesma virulência, diga-se de passagem, dos petistas contra as manifestações pró-impeachment, que reuniram milhões de brasileiros nas ruas, muitos dos quais idosos! Os mesmos idosos, aliás, que acolhem os jovens desempregados de sua família e que se preocupam em como será o futuro deles fora da “bolha” deste suposto admirável mundo novo em que só cabem seus comissários. A quem interessa apagar todo um “backup” de memória e incitar uma “guerra de gerações”? De algum modo, tudo isso me faz lembrar um velho filme de ficção científica, intitulado “Logan’s Run”.

    • Pobretano

      De fato, os comentários ao longo do Facebook são os mais estúpidos possíveis. Tem uma page, a Pictonline, que retratou “os idosos” que votaram pró-Brexit com uma camiseta escrito “Make UK great again” – e sim, caso tenha pescado a referência, eles abertamente não gostam do Trump; e no diálogo das tirinhas, aparecia o David Cameron dizendo “eles não podem ser tão burros” – seguido de um “eita porra!” no quadrinho que mostrava o resultado da votação.

      Aliás, algo interessante deveras: foi dito que os idosos que votaram não vão sofrer as consequências da própria decisão, como quem diz “vão morrer logo, antes de ver a merda que fizeram”. As esquerdas não respeitam nem a experiência da maturidade…

  • matheuscello

    Artigo Tremendo e conclusivo sobre o fato Brexit.
    Vendo o site reformulado e mais concreto me animou muito! Parabéns aos autores!

  • Marc

    Como amadureceu o Morgen, texto incrível.
    Por favor corrija o typo na seguinte linha:
    “Os inteligentes da Globo nem sequer descobrir que”

    • Flavio Morgenstern

      Obrigado, Marc, corrigido!

  • Adorei o texto, Sr. Flávio, embora eu ainda não tenha um conhecimento histórico muito ”considerável” para compreender certas coisas (coisas na qual pesquiso em sites como o seu para poder entender mais sobre isso).

    Agora eu queria te perguntar uma coisa: Muito se tem falado sobre a tal imigração após a saída do Reino Unido da UE, e disseram que quem estivesse morando no UK (imigrantes legalizados, com dupla cidadania e tudo mais) correriam grandes perigos. Afinal de contas, o que impactaria a saída do Reino Unido da UE nesse fator?

    • Flavio Morgenstern

      Juan, praticamente nada. O pânico é que não se sabe ainda quais serão as futuras regras de imigração, já que não serão mais as mesmas da UE. Acreditar que a “extrema-direita” (incluindo gente do Partido Trabalhista) vai simplesmente expulsar imigrantes é loucura. Mas logo virá um texto apenas sobre isso.

      • Jorge O.

        Esse texto está demorando para sair porque os líderes do Brexit vão pedindo demissão um a um e precisa ser refeito todo dia? Ou você está esperando o Michael Gove perder a disputa dos torries para não correr o risco de elogiá-lo?

        O genial plano de Nigel Farage vai ser deturpado agora que ele saiu? Esse vídeo institucional explicava passo a passo como implementar mercado livre, lucrar com isso e impedir a livre circulação de pessoas. https://youtu.be/tO5sxLapAts

        A Economist inclusive ilustrou a fase 1 do plano na capa da última edição.
        http://www.economist.com/printedition/2016-07-02

        O plano completo pode ser acessado nesse site http://thebrexitplan.com e é mais claro do que o sorriso que o Farage ostentou no discurso de hoje.

  • You must readequar this…

  • You must trás this…

  • Oswaldo Devai

    Excelente maneira de ver e se expressar além do óbvio!!!
    Parabéns!
    FA

  • Leonardo

    Bom artigo, mas tem um erro no início: “O referendo Brexit, que definiu que o REINO UNIDO não faz mais parte da União Européia…”

    Grã-Bretanha é a ilha onde se encontram 3 países do Reino Unido. Quem se separou da UE foi o Reino Unido, que inclui a Irlanda do Norte que fica na ilha da Irlanda e não apenas a Grã-Bretanha.

    • Flavio Morgenstern

      Leonardo, obrigado, erro de principiante. Já corrigido!

  • Flávio, esse artigo foi sensacional! Parabéns.

  • Caco

    Parabéns pelo texto, Flavio.

  • Miro Mathias

    Apesar de não concordar com o discurso empregado pelos defensores da saída do UK da UE, os ingleses fizeram o que nós SULISTAS gostaríamos de fazer em relação ao poder central de Brasília, e todo o atilho burocrático – onde verdadeiras fortunas em impostos são desviados legalmente e ilegalmente feito mágica.
    SUL LIVRE já !!!

    • Rubens

      Muito me admira vocês sulistas. Querem liberdade, mas só elegem comunistas da pior espécie. Olívio Dutra, Tarso Genro, Luciana Genro, Maria do Rosário. Cuidado com o que desejam, pois vocês podem conseguir. Saudações Liberais!

      • Não liga pra esses malucos. Eu sou do Sul e não quero separar nada. Aqui ninguém da bola pra esses tolos.

    • Miro, acho que voce esquece que votaram a contra a ‘federalização’, o RS e SC… isso ha decadas atras, ou esqueceu o periodo café com leite?

      concordo plenamente que os Estados – Unidades Federativas devem ser AUTÔNOMOS, a ‘Uniao’ vem saqueando os Estados ha tempos, o RS ja pagou 3x o valor da sua divida original e ja corrigida a uUniao, mas isso voce nao ve na grande imprensa e nem nos blogs chapa branca…

      Pela Autonomia dos Estados, eu voto sim!

  • Vitor

    Fantástico.

  • Leonardo F.

    Parabéns pelo texto.

  • Tadeu

    Concordo que os governos não devem ter poder absoluto sobre o comércio, como ocorre em tiranias (comunistas ou não). Porém a tentativa liberal de desmantelar todo e qualquer controle (principalmente leis e regulações), incluindo aí enfraquecer blocos “econômicos” como a UE, parece ser realizada com a intenção de aumentar ainda mais o poder dos conglomerados de empresas multinacionais. Sem regulação, essas empresas tendem ao monopólio, à ultra-concentração de capital e poder, e, por consequência à uma tirania, já que não são instituições democráticas (tal qual o comunismo, só que de outra forma bem diferente).

  • Edemilson Lima

    SENSACIONAL!

  • Tadeu

    > “O Brexit, fora uma turbulência econômica ínfima inicial, faz bem aos cidadãos, e mal aos políticos. Poucas coisas são tão boas no mundo.”

    Isso é um factoide sem provas ou citações. Onde está provado que a turbulência é ínfima e que isso será bom para o Reino Unido? Até onde se sabe, eles ainda vão ter que negociar a saída da UE, e só têm à perder ficando isolados do bloco econômico.

    • Flavio Morgenstern

      A “prova” (do futuro) é que Trump quer negociar com o Reino Unido (perderam a Grécia pra ganhar a América), O MUNDO quer negociar com o Reino Unido (basta refazer os acordos com a EU em termos melhors para o UK) e ele é a 5.ª maior economia do mundo.

  • luiz

    Não tinha pensado nisso em nenhum momento. Confesso que minha interpretação era “globo news”. Parabéns, brilhante texto e explicações.

  • Cris Azevedo

    Pronto, agora fiquei com medo!

  • Peter

    Flavio, vc tem algum livro pra indicar que faça a associação do islamismo e esquerda? Obrigado?

  • Jorge Olimpio

    Qual o plano dos mitos Boris Johnson e Nigel Farage para segunda-feira?
    Cidadãos britânicos na UE, e europeus no RU, precisaram ter vistos de residência? Haverá um inevitável choque de salários no RU com redução forçada da mão de obra por pura burocracia, existe alguma medida de contingência (redução de impostos) para o custo que as empresas terão de arcar? Terá algum plano de contigência para a saída de bancos e agências financeiras que invariavelmente sairão para operar dentro da UE? Há alguma alternativa em tentar-se um tratado meramente ecômico entre RU e EU para evitar que empresas britânicas operando no continente precisem lidar com mais de 20 legislações diferentes em dezenas de idiomas? Sabe-se que qualquer acordo na UE precisa ser ratificado por todos os membros, e isso vai levar tempo se não for bloqueado, há alguma medida emergencial para isso? Se por mais miraculoso que seja o RU comece a negociar amanhã um tratado de livre comércio os EUA, China ou quer que seja, há alguma alternativa para impulsionar o comércio exterior nesse período? Sim, porque tratados de livre comércio não são como referendos ou plebiscitos mágicos que resolvem problemas e impulsionam candidaturas da noite para o dia. O NAFTA começou a ser negociado em 1988 e entrou em vigor em 1994. O tratato entre os EUA e Coréia do Sul começou a ser negociado em 2006 e entrou em vigor em 2011. A libra perdeu valor de face, a lógica diz que isso impulsiona as exportações, mas com a limitação de comércio com o destino de 50% das exportações britânicas isso também é válido? E as pensões atreladas a libra que perderam valor, será que isso irá sobrecarregar o sistema de seguridade social no futuro?

    Os planos de Boris Johnson sempre foram se tornar o primeiro-ministro pelos conservadores. E os de Nigel Farage de garantir uma projeção maior e eleitorado cativo que garantam no parlamento para sempre. Externalidades? Ahm…. Hoorray to Brexit!

    • Com o Mercado Financeiro do jeito que esta, com todas as anomalias causadas pelo Estado, ainda assim, quando algum ativo perde valor na mão de determinados agentes, outros agentes vão la e compram, criando valor de novo, entao essa historia de que o BREXIT tem vários empecilhos, em parte é verdade devido ao proprio sistema estar ligado demais a governos e nao a empresas independentes, mas é exatamente esse choque que o Mercado precisa.

      O valor das pensoes diminuiu? isso é temporario!

  • Odilon Rocha

    Vou espalhar!
    Muitíssimo grato, Flávio!
    Belíssimo trabalho e exposição.

  • Ricardo

    Ola Flavio,
    Acompanho seus textos já a um bom tempo, desde as discussões internas da USP, e sou grande admirador do seu trabalho.
    E este texto não é diferente. Parabéns por mais um texto matador!

    Com a hegemonia de opiniões que temos hoje quase em toda parte, sempre com um vies “progressista”, “governista” e politicamente correto que deformou completamente a discussão politica no pais, ao transformar o termo DIREITA em ofensa, associando qualquer discurso menos “progressista” a uma posição fascista, racista, xenófoba ou outro adjetivo pejorativo e mentiroso qualquer.

    Infelizmente nesse momento, quando se abre uma oportunidade incrível para o pais com a derrocada do PT, para uma guinada a direita na nossa politica, muitos se acovardam e tem recaídas “Social-Democratas”…
    Este BREXIT deixou cair a mascara de muito articulista politico, que tenta passar um ar liberal em seus textos….

    Mas ha um crescente em todo o mundo contra essa hegemonia do pensamento socialista/”progressista”, de UE, ONU, Merkel, Hollande, Obama, FHC, PSDB, etc, etc, etc…
    O primeiro passo se deu com o BREXIT. O segundo se dará com a eleição de Trump. Depois disso será um efeito em cascata por todo o mundo, com a eleição de governos conservadores.
    E aqui no Brasil não será diferente, infelizmente tem muito pouca gente com voz, disposta e preparada a aceitar essa nova realidade.
    Por isso seu trabalho só tende a se tornar cada dia mais importante.
    O povo não sabe ainda para onde seguir, e os conceitos do liberalismo e conservadorismo só muito recentemente vem sendo descobertos e discutidos com maior disseminação, mas ele já acordou para a mentira e enganação que é esse discurso “progressista” hipócrita.

    Por isso sugiro por fim, que tente escrever textos menos longos.
    Principalmente aqui na internet, o poder de síntese vale ouro.
    Seus textos são muito importantes nesse momento, e devem ser lidos pelo maior numero possível de pessoas. Não se trata de simplificação. Apenas estrategia de comunicação.

    Abraços e parabéns novamente pelo belo trabalho.

    • Flavio Morgenstern

      Ricardo, muito obrigado por suas palavras. Sempre me pedem artigos mais curtos, mas eu quero “encerrar” um tema. Curiosamente, quanto mais escrevo, mais os textos são lidos, e os curtos não são tão lidos. Justamente porque não encerram o tema. Deixo aqui o assunto inteiro, as pessoas que escrevem para o povão que cuidem de usá-los para criar outros artigos. Não posso eu, quando entendo de um tema, deixar coisa de lado porque o povão não lê. Fora que, como eu disse, isso é um erro: meus artigos mais lidos (e não só meus nesse site) são os mais gigantes, exatamente ao contrário do que se pensa.

  • Tanta

    Enquanto essa “união européia” se limitava somente a questões econômicas, com área de livre comércio, parece que deu certo. A partir do momento que quiseram unificar politicamente os povos de diferentes países, diferentes costumes e culturas, numa tentativa, que me parece clara, de provocar uma perda de identidade, agravada com a entrada maciça de imigrantes, a coisa desandou. Não poderia ser de outro jeito. Os que continuam “juntos”, talvez estejam mesmo fadados ao fracasso, no mínimo, fracasso social. Na minha opinião, a Europa, em poucos anos, estará irreconhecível. E para pior.

  • Walterson Almeida

    Excelente o artigo e encerrado com chave de ouro com o Iron Maiden,

  • gerusa vieira

    Não consigo parar de pensar no livro ‘Vinte Anos de Crise 1919-1939’, do britânico E. Carr, que já adiantava o fracasso da Liga das Nações por entender que tratava-se de projeto do que as Relações internacionais ‘deveriam ser’ e não do que efetivamente são. O livro é considerado o início do REALISMO como teoria das RI, em oposição à Teoria Idealista. Referindo-se aos pressupostos da Liga, entendendo que a força representa a essência das RIs, Carr escreveu: ‘O pressuposto da eliminação da força política só poderia ser o resultado de uma atitude totalmente acrítica em relação aos problemas políticos.’ Estados têm interesses e não estão de acordo em substituí-los por um governo mundial utópico em nome da paz.

  • Carlos Esteves

    Que texto horroroso, que argumentos toscos. Tentar olhar para isso com sob um prisma de esquerda-direita não tem como funcionar: os dados mostram que isso é muito mais um dilema entre uma geração antiga, saudosa dos tempos imperiais, e de uma geração nova, aberta às liberdades econômicas sociais. O propósito da UE é formar um bloco parecido com os Estados Unidos — estou de completo acordo que o grau de independência de cada nação precisa ser discutido e provavelmente refeito (a favor de mais liberdade aos Estados), mas a dissolução do bloco é uma péssima ideia. Aliás, mais do que citar com desdém o NYTimes, que tal falar de essencialmente todas as outras publicações FORA o The Spectator? Forçando a barra, que tal um território neutro, tipo a The Economist?

    O bloco nasceu primordialmente para evitar que a Europa sucumba a uma nova guerra, coisa que essa desintegração torna mais provável (apesar da OTAN continuar em vigor). Um bloco de livre comércio e fluxo de imigrantes, aliás, é o sonho de qualquer liberal: você mora onde quiser, e trabalha onde há oportunidades. Concordo que a questão de imigrantes, principalmente árabes, também precisa ser revista, mas, mais uma vez, não é a solução (ou o mundo estaria melhor com uma Califórnia independente?).

    • Flavio Morgenstern

      Como o artigo mostra, a UE não promove livre comércio, só acordos entre governos. E livre fluxo de imigrantes é coisa de quem acredita em John Lennon. Não, não confio em “todas as outras publicações”, desconfio de tudo. O que você está falando é a OTAN, não a UE. É melhor pesquisar bem mais sobre o assunto.

    • The Economist? hahahahahahahahaha, o mesmo que falava que o Brasil decolava com Lula e toda sua trupe?

  • Davi

    Esclarecedor.

  • Danilo

    rock and roll \m/

  • Bruno

    Eu tive oportunidade de morar um ano no UK como cidadão UE Itália no ano de 2009. Eu tive experiências que me permitem adicionar alguns argumentos ao brexit. Sou totalmente contra mas entendo na mesma intensidade que sou contra o quanto era inevitável e o quanto a mídia mascara a verdade lá é vergonhoso. A grande culpa do ressentimento que eles tem (QUANDO TEM) chama se Leste Europeu e atualmente Turquia. Quando os paises do leste europeu entraram pra união CHOVEU –
    Não há outra palavra – choveu polonêses, romenos, búlgaros, lituanos, tchecos. Só quem conviveu com polaco expatriado sabe o quanto podre são (nem todos claro). Turistas de benefícios. A gota dágua a meu ver é a sra Turquia querer entrar na EU. Se isso acontecer vai ser uma tragédia demográfica. NÃO PODE OCORRER.

    Também tocou no ponto da sharia. É inacreditável existir teólogos extremistas muçulmanos nascidos e plenamente ativos EM PLENO TERRITÓRIO BRITÂNICO! A mídia simplesmente não toca neste assunto mas eles existem. Vide Jihadi John. Em ele não é absoluto o único, procure Anjeem Choudary UK. Extremista. Ideólogo do extremismo muçulmano contra o ocidente em pleno ocidente! Não podem nem deportá lo pois ele é britânico NATO! Isso mexe com a auto estima de qualquer povo.

    Sou completamente contra mas não havia outra maneira de se desvencilhar do elefante burocrático de bruxelas

    • Ricardo José Tonet

      A Europa será islâmica em menos de 100 anos…

  • Jones

    ”mas o fogo de The Trooper, The Clansman, The Duelists e Be Quick Or Be Dead, com seu ceticismo em relação a burocratas e políticos” – esses títulos são livros? The Duelists é de Joseph Conrad. The Heart of Darkness também pode ser entendido como uma crítica aos burocratas?

    • Flavio Morgenstern

      The Trooper é sobre a Guerra na Criméia. Creio que nenhuma deriva de um livro destas. Conrad era radicalmente contra burocratas, um conservador de primeira, então, creio que sim.

  • Johnny

    Texto fantastico. Uma aula.

  • Waldinei de Oliveira

    Prometeu e cumpriu!

  • Artigo simplesmente MAGISTRAL!!!

  • Hora do Sul do Brasil tomar sua atitude ante ao neocolonialismo interno de Brasília. Dia 2 de outubro nós também estaremos votando pela nossa independência. Será um plebiscito apenas consultivo, porém já indicaremos qual caminho queremos seguir. Veja mais em http://www.plebisul.org .

    • Ricardo

      Acho discutir separatismo nesse momento pouco util para nós.
      O que sim deveria ser discutido com seriedade é a efetivação de fato do nosso FEDERALISMO.
      Chega de Brasilia nas nossas vidas!

    • Eduardo

      Kkkkk olha só Quem apareceu… O Celsinho beira laguna….

    • O Celsinho Beira Laguna aqui?? Kkkkk

  • Bruno Guimarães

    Análise esclarecedora sobre o Brexit, de fato. Muito a pensar. E interessante a referência às letras do Iron Maiden, mesmo conhecendo algumas não tinha me dado conta da forte presença da História nas letras. Lembrei-me de “Run to the hills”, excelente. E fiquei curioso: em que versos Chesterton foi musicado? Essa eu queria conferir… É um autor genial.

    • Flavio Morgenstern

      Bruno, muito obrigado! Chesterton é cantado pelo Maiden na introdução de Revelations.

      • Walterson Almeida

        Salvo engano, Samuel Taylor Coleridge em Rime to the Ancients Marines.

        • Flavio Morgenstern

          Sim, há trechos da música que são transcrições literais! \m/

  • BREXIT WINS

    Mais uma aula excelente. Parabéns e obrigado.
    Filme completo, assistam e divulguem! BREXIT https://www.youtube.com/watch?v=QbjYi1QrTWY

  • Ed Lopes

    Mitou!!! show, muito show seu texto. Obrigado pelo enorme volume de dados e informações com absoluta clareza.

  • André

    Interessante o artigo, mas tenho algumas dúvidas, você diz que não conhecemos quem é o grande líder da UE, (concordo), você cita um obscuro politico monegasco, ok, mas quem é realmente que esta por trás dele?
    Com essa referencia pergunto onde ficam os alemães que é quem realmente patrocina a UE, vide os “emprestimos trilionarios que fizeram a todo leste europeu , França, Grécia, eles nunca deixariam um cidadão como esse liderar a UE sem terem algum ou total poder sobre ele, nunca me informei a fundo sobre o assunto, não tenho base para falar mais, mas acho que os britânicos sabem que os braços dos alemães estavam se estendendo mais que eles gostariam e pularam fora. Porque hoje o “dono” da Europa é a Alemanha, basta ver as dividas impagáveis que os países tem coma UE ou melhor a Alemanha!

    • Flavio Morgenstern

      André, a Alemanha não é dona da Europa. É quem paga as contas. Quem manda em quem paga as contas é quem manda. Por isso a UE tem poder, a Alemanha (e a Inglaterra) só têm a carteira. Como Merkel é pró-UE, a Inglaterra, ao contrário da Alemanha, foi sempre voto vencido em qualquer decisão dentro do bloco. Nunca ganhou uma. Muito obrigado pelo comentário!

  • Artur Silva

    O texto é escrito como se o povo inglês (” os ingleses não querem fazer parte da UE”) estivesse unido numa homogeneidade de antipatia à UE e totalmente a favor do Brexit, ou que só em inglês “de verdade” quem votou desse modo. Bastante desonesto, tendo em vista que a disputa foi acirrada. Estranhamente, depois tenta negar que parte (não toda) da demografia a favor do Brexit não teve uma grande parte de eleitores foram mais velhos e sem escolaridade, em contraste a uma maioria de jovens escolarizados a favor do Remain. Por favor…
    E só esses dois jornais apoiaram a saída? Não esqueceu do Sun? Ou que não é “só” o Daily Mail e o Sun que apoiaram, mas os dois maiores jornais de circulação no país. Me poupe de vitimismo minoritário.
    Glamorizar o Spectator é completamente desnecessário. É uma revista importante, mas linkar colunas específicas de escritores não quer dizer a opinião da revista – afinal, o próprio editor estava calculando a baixa probabilidade do Brexit ganhar, se você acompanhá-lo no twitter.

    E, ao contrário de “burocratas”, por que Nigel Farage é um exemplo agora? Um populista (desculpe, mas ele é um populista tanto quanto Trump é, Chavez era, e Lula ainda é) que não liga para o mínimo de espírito democrático. Como um comentarista notou nesse site, logo na manhã seguinte uma de suas promessas para o NHS o próprio sujeito voltou atrás, não sabendo se pode efetuá-la. Em reuniões na União Europeia, seu partido é vencedor não em propostas ou por possuir uma boa oposição, mas por ser o que mais se mantém ausente em decisões do voto, jogando fora dinheiro de impostos, estranhamente o que ele mais critica. (http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/ukip-meps-attend-the-fewest-european-parliament-votes-of-any-party-in-the-eus-28-countries-10316962.html) Outro importante na campanha foi Daniel Hannan, falando sobre imigração, mas que, assim como Farage, no dia seguinte preferiu colocar em “outras palavras a questão”. (https://www.youtube.com/watch?v=t5jTRoySFfo)

    Você disse que a Globo News não deu atenção a Boris Johnson. Não sei se é verdade (a Globo o colocou em sua reportagem quando foi cobrir o Brexit), mas foi um erro. Uma das piores formas de político é o ex-jornalista político, prosperando na vida pública como se fosse um jogo. Se chantagens não funcionam para ele, joga com am entira. O Times demitiu Johnson por mentir aos seus leitores. Michael Howard (líder importante do Partido Conservador) o despediu por mentir a ele. Seguindo a tática de tabloide, veio primeiro o slogan de sair, depois se fizeram de sonsos anti-intelectuais com avisos de grandes instituições e economistas (às vezes sérios, às vezes demais apocalípticos, como até o Paul Krugman notou) que sua decisão iria acarretar numa situação ainda pior.

    Mas, mesmo assim, com a ajuda do povo não xenofóbico como alguns pintam, mas que mais sofre com baixas condições de trabalho, votando principalmente por isso (como pesquisas sugerem) ajudaram a cavar a própria cova por causa desses manipuladores. Uma pena.

    • Flavio Morgenstern

      Para padrões europeus, foi sim uma vitória de lavada. A maioria absolutíssima das eleições européias foi decidida com uma margem muito menor. O povo “sem escolaridade” se conjuga com os maiores filósofos do mundo. Como é em todo lugar do mundo. Não confio em intelectualzinho de Globo News, eles são os males do universo. O Sun está correto. Citei os argumentos de Farage, não o defendi como se fosse Churchill. No mais, afirmar que é “populista” e tentar misturar Farage, Trump e Lula no mesmo buraco é como generalizar um pouco mais e dizer: “Farage, Trump e Lula são humanos, apenas humanos, como todos os humanos”. Não significa absolutamente nada.

      • Aqui eu discordo. Nigel é sim um populista da mesma estirpe do Lula. Tenho interesse pessoal no assunto e acompanhei esse ultimo ano inteiro de discussões. Nigel é um Zé Mané, irrelevante por sinal e vai continuar assim. Ninguém do Leave queria ele por perto.

  • Pingback: "Brexit" e as limitações da democracia()

  • adrião

    Bom! Já entendia esse conceito de globalismo a muito tempo, e burocracia já existe desde a Grécia Antiga e ela faz parte de qualquer sistema de governo neo liberal ou socialista. O neo liberal defende o livre comércio e o capitalismo, além do fim total do comunismo, e o outro defende o controle da economia e o comunismo e o fim do capitalismo. Agora! Se o globalismo nos blocos econômicos são feitos por socialistas, devido a burocracia imposta, e se os blocos econômicos foram formados para fortalecer a globalização e por consequência o capitalismo. Como ou quando esse globalismo feito por socialistas vai destruir o neo liberalismo e o capitalismo? Pois se o globalismo se trata de um controle político ideológico e nesses caso esse controle tá sendo feito por socialistas, logo eles deveriam está interessados em destruir o neo liberalismo e o capitalismo, mas se esse controle só tem o objetivo de controlar a produção e ainda sim se beneficiar do sistema capitalista. Digo então, que esse movimento “Brexit” é nada mais que um ajuste do próprio sistema capitalista. Os sistema está dizendo que os blocos econômicos não interessa mais a ele.

    • Flavio Morgenstern

      Globalismo trabalha com o socialismo tanto com capitalistas, não é “controlado por socialistas”. É essa a confusão que estamos denunciando.

  • Outra coisa que a GN não vai te dizer: o Judiciário está fomentando uma indústria de indenizações por acidente de trabalho ocorridos com autônomos. Entenda as consequências:
    https://bordinburke.wordpress.com/2016/06/25/como-o-judiciario-protege-trabalhadores-autonomos/

  • Marcelo Gabriel Delfino

    Excelente análise. A totalidade dos grandes intelectuais brasileiros, gente do porte do Renato Janine Ribeiro ou Leonardo Sakamoto está entrando em pânico e é possível sentir a tristeza pairando no ar. Mas esse artigo me fez pensar em uma outra questão: Londres elegeu ainda há pouco o primeiro muçulmano de uma capital européia. Acho que devemos comemorar essa decisão histórica, que deu um golpe significativo em um leviatã moderno, mas não podemos esquecer que ao mesmo tempo ganham terreno onde parece menos significativo, à princípio.

  • Que texto incrível!

  • Cícero

    Você tocou num ponto importante: o Reino Unido sempre foi voto vencido nas decisões da Comissão Europeia e tinha que acatar a decisões desfavoráveis para si em nome da unidade do grupo. Essa situação era insustentável. Já foi uma grande vitória preservarem a Libra e não terem que se submeter a altos e baixos dos integrantes da zona do Euro. Na crise crise grega, cogitou-se imprimir mais papel moeda. Só por causa de um membro, todos teriam suas economias afetadas.
    Outro ponto: eu me lembro, na época da universidade, dos professores falando em globalização econômica (a do livre-comércio, a “malvada”) e da globalização cultural (a da diversidade, da integração entre os povos, a “boazinha”). Houve uma tentativa da esquerda de separar os conceitos, mas hoje eles estão completamente perdidos. E se refugiam na retórica desonesta de “xenofobia X tolerância”, graças ao problema atual dos refugiados. Mas a questão política, de leis supranacionais e órgãos paralelos ao Estado mandando na vida do cidadão comum (vide a cagação de regra da UNESCO e da OMS sobre educação e saúde), não é citada.

  • Renan Lira Farias

    Perfeito!

  • É pra ler de joelhos mesmo.

  • Bruno

    Apenas detalhes…foi um plebiscito e não referendo…e o ato normativo inglês de 1215 é Magna Carta e não Carta Magna.

    • Poderia fazer uma crítica construtiva? Ou oferecer o contraditório ao autor? Seu comentário é inócuo e sem propósito.

  • Igor

    De longe o melhor artigo que li a respeito do Brexit.

  • Camila

    Sensacional!!
    Obrigada por esse texto!!!
    Up the Irons!
    lml

  • Heloisa

    Amo esses ingleses! Salvaram o mundo na Segunda Guerra e, quem sabe, nos salvarão da nova ordem mundial. Cameron deu ataque de pelanca e já vai tarde. Ilha maravilhosa!

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  • Diego

    Que texto sensacional, verdadeira aula.
    Assistam ao filme Brexit, tem legendado no YT, nada com o que nós já não conhecemos aqui no Brasil, e que certamente não será transmitido na nossa mídia golpista, que candidamente taxa qualquer um que ouse enfrentar esses canalhas de esquerda como extremistas, populistas e ultras.
    Agora quantas vezes você viu pc do b, pt, psol, syriza, podemos e cia serem chamados de extrema esquerda, populistas…. é simplesmente vergonhoso, a internet é a última barreira de resistência.

  • Dukaraleo Flavio! Você é tão genial que chega a dar raiva! rsss Bravo excelente texto.

  • Maurício

    “Apesar de todos os países da União Européia terem enriquecido no bloco (o argumento número 1 dos unionistas)”

    Flávio, eu não sei muito sobre a economia dos países-mebros antes do gigantesco corpo burocrático e regulamentador começar a existir, mas que eu saiba, a economia dos países-mebros da UE está estagnada por causa das regulamentações e taxas de importação, que sufoca os pequenos e médios empresários e cria o famoso corporativismo: grandes empresários fazendo pressão para mais regulamentações por parteda UE. O documentário ‘Brexit – O filme’ explica isso, um artigo do mises também.

  • Lucas

    Grande – e ótima – aula. Obrigado.

  • Wagner Guimarães

    Magnífico artigo. A dificuldade é fazer com que as massas compreendam os conceitos aqui elucidados e por conseguinte não se deixarem subjugar pelo apelo progressista que enxerga “fobias” e “ismos” em tudo aquilo do que lhe é contrário.

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