Você já tentou conversar com alguém que xingue de FRMH – Fascista-Racista-Machista-Homofóbico? Um pequeno guia para iniciantes.

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O pessoal fala que o “Fascista-Racista-Machista-Homofóbico” (FRMH) ou seja, aquele que não é a favor do comunismo, não lê, é um alienado vergonhoso, burro e iletrado.

Pois bem, ontem eu li o livro Como conversar com um fascista, da Márcia Tiburi. Preciso largar dessa mania masoquista de sofrer no meu pouco tempo livre. Mas é impressionante, esse livro talvez seja o caso mais grave de dissonância cognitiva registrada e disponível para estudo, não só por sociólogos, mas por psiquiatras mesmo.

Como uma pessoa escreve um livro sobre si mesma sem saber, achando que está escrevendo um livro sobre os outros?

Li um exemplar que caiu na minha mão (nunca compraria por vontade própria) por pensar que poderia conter algum tipo de estratégia erística ou argumentação que seria de bom grado conhecer. Algo como o ótimo How to Debate Leftists and Destroy Them, de Ben Shapiro, ou o próprio Não, Sr. Comuna!, do Evandro Sinotti. Ledo engano!

O livro tiburesco é uma desculpa para falar do famigerado quadrinômio “FRMH”; não dá argumentos, não confronta teorias ou pontos de vista, nada. São dezenas de mini-capítulos nonsense reclamando dos “fascistas” brasileiros”, ou seja, aqueles que se opõem ao regime petista, além do mimimi FRMH.

Mas o mais impressionante foi o fato de, ao definir o fascista, a autora define precisamente ela mesma e aqueles que militam por sua ideologia estatizante, coletivista, violenta, nacionalista, que segue um “grande líder”, deseja uma economia planificada, um estado interventor, odeia o liberalismo, o conservadorismo, o capitalismo, a religião, a família tradicional, etc. Ao definir seus supostos opositores fascistas, ela definiu justamente a galera que curte um estado gigante, não agüenta debater e deseja impor seus equívocos políticos goela abaixo dos demais.

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Esquerdistas buscando, afoitos, o debate de idéias com um fascista.

Como o Flavio Morgenstern bem colocou no imperdível e erudito artigo “Como Conversar Com Márcia Tiburi”:

“É só ler o Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, de Leandro Narloch, para ver o resultado de um experimento simples: os deputados foram apresentados a frases de Benito Mussolini que não citavam o autor, como “Como um anti-individualista, acredito numa concepção de vida que destaca a importância do Estado e aceita o indivíduo apenas quando seus interesses coincidem com os do Estado”. Adivinhe qual foi o partido que mais concordou com a frase? PCdoB e PT na cabeça, PSDB e DEM os que mais discordaram.”

A teoria tiburesca diz que, se você discorda da linha comuno-socialista do PT/PSOL/PCdoB/etc., você é um FRMH. Se você não quer saber de política e prefere estudar e sustentar a sua família, você é um FRMH. Se você quer constituir família “heteronormativa”, você é um FRMH. Se você reclama de militantes gayzistas enfiando crucifixos no ânus, você é um FRMH.

Então, a você que é um FRMH, uma pessoa que deseja menos intervenção do estado na vida, que acha que cor de pele não tem nada a ver, que acha que os gays “devem ser acolhidos com respeito, compaixão, delicadeza e sem discriminação injusta” (cf. Catecismo da Igreja Católica) e que tem Nossa Senhora (uma mulher) como paradigma da bondade e da beleza humana, deixo duas dicas:

1) Leia Dante, Camões, Dostoievski, Shakespeare, Cervantes, etc. que você ganha mais.

2) Aproveite seu tempo livre de maneira mais construtiva. Tomando cachaça, por exemplo.

Tiozão da barriga de cerveja

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