Nenhuma publicação representa melhor a mídia em 2016 do que a revista Time. Menção honrosa também ao Financial Times.

Facebooktwittermail

A revista Time elegeu Donald Trump como Pessoa do Ano 2016 em seu famoso “Prêmio” Pessoa do Ano. Os laureados desde 1927 variam de Mahatma Gandhi a George W. Bush, passando por dois papas e entidades como “os soldados americanos”, “a mulher americana”, os “manifestantes”, os “pacificistas” e “você” (sic).

No ano passado, a agraciada foi Angela Merkel. O jornal Independent, aquele que acreditou que a CNN passou meia hora de pornografia pesada e espalhou o boato como se fosse verdade (Fake News?), informou assim sobre o laureamento de Donald Trump:

O jornal poderia ter dito que também Lech Wałęsa e Martin Luther King Jr. Ou, se era para denegrir, poderia também citar que todos os líderes soviéticos, de Josef Stalin a Mikhail Gorbachev (e Vladimir Putin) também já estiveram na lista, embora tais pessoas talvez não cause tanto nojo a seus leitores. Também já estiveram “o computador” e a “Terra em perigo”.

Mas graças a isso, resolvemos nós mesmos iniciar uma premiação muito mais importante do que a da Time: a de Revista do Ano, iniciando agora em 2016. E ninguém melhor do que a própria revista Time para ser a primeira agraciada. Anunciamos então a Time como Revista do Ano 2016! Parabéns para a revista!

2016 foi o ano em que a mídia esteve errada em tudo o que disse, criando até mesmo o conceito de “Fake News” para tentar explicar por que estava errada (acusando quem discorda de sua visão de produzir “notícias falsas”, que misteriosamente estão mais certas do que as dela própria), ninguém melhor do que a revista Time para receber o prêmio de Revista do Ano. Suas capas anteriores, que previram um “derretimento” da candidatura de Donald Trump, jurando que Hillary Clinton ganharia de lavada, para depois considerar Trump a “pessoa do ano”, mostram que a revista Time representa 2016 melhor do que ninguém.

Em um ano em que Bob Dylan ganha o Nobel de Literatura sem nem escrever um livro, ou que Juan Manuel Santos ganha o Nobel da Paz por tentar um acordo de paz com os terroristas das FARC que não aconteceu (e lhes abonaria de seus crimes cometidos para se obter poder político de esquerda, ainda obrigando que tivessem 5 assentos no Congresso mesmo que a população não votasse nos terroristas), a revista Time se mostra na vanguarda do atraso e merece certamente o prêmio Revista do Ano 2016 do Senso Incomum.

Só faltou mesmo Dilma Rousseff ser considerada a mulher do ano de 2016. Ah, não, espere!

Desta forma, o Financial Times também recebe o Prêmio Senso Incomum de Jornal do Ano 2016! Nosso Prêmio de Mulher do Ano 2016 vai para Park Geun-Hye, presidente da Coréia do Sul sofrendo impeachment. Para o ano terminar bem.

A propósito, Dilma Rousseff chamou o governo de seu vice, que lhe rendeu votos sem os quais não seria nem presidente em 2016, de um governo de “velhos brancos ricos”. Podemos ver a diferença do seu governo nesta imagem.

Parabéns, imprensa de 2016 e parabéns revista Time!

—————

Não perca o artigo exclusivo para nossos patronos. Basta contribuir no Patreon. Siga no Facebook e no Twitter: @sensoinc

Sem mais artigos