Em 2016, o ano que não termina e em que a mídia ruiu, ninguém foi mais atacado do que Donald Trump. Será que o que dizem dele é verdade?

Guten Morgen, Brasilien! No ano que não quer acabar, a política, a mídia, a linguagem e os termos descritivos que usamos – até mesmo o conceito de verdade – estão precisando de revisão, com muitas de nossas crenças sendo colocadas em xeque. Se hoje notamos que nossa visão de mundo (e nunca a palavra “mundo” foi tão abrangente) está sendo definida mais por boatos do que por fatos, que tal analisar o maior alvo de boatos de 2016, o presidente eleito americano Donald Trump?

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Como case study de uma nova interpretação das narrativas que nos são marteladas todos dias, Trump foi a pessoa mais xingada de 2016, deixando o ex-presidente George W. Bush parecendo um Ayrton Senna para o grande público.

Trump foi chamado de populista. De machista. De racista. De homofóbico. De protecionista. De ultra-nacionalista. De louco. Disseram que Trump quer acabar com a OTAN e que é contra a globalização. Ou ainda que venceu graças aos russos e que é uma marionete de Vladimir Putin, aquele que tanto analisamos em nossos episódios anteriores às eleições americanas.

Quanto há de verdade (já que hoje se preocupam com uma “pós-verdade”) nisso? Se o papel da mídia como criadora de narrativas, definidora de pensamentos e controladora da opinião pública foi mais questionado do que nunca em 2016, por que tantos acreditam tão piamente nela quando se trata do novo presidente americano?

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Em um mundo cada vez mais globalizado (!), e em que a globalização precisa ser entendida como algo mais complexo (e curioso) do que pela diminuição de fronteiras, é analisando a geopolítica, a política internacional e as relações entre países que poderemos compreender algo do que acontece na nossa política local, nacional, circundante. Por isso, nossa retrospectiva 2016 – e nossos primeiros prognósticos para 2017 – começam analisando a Personalidade do Ano pela Time.

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora.

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Guten Morgen, Brasilien!

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