Conferência para o Governo Mundial, evento promovido pelo governo dos Emirados Árabes, promete a felicidade universal, que agora se tornará compulsória.

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Tem gente que ouve a palavra “globalismo” e imagina logo uma grande conspiração secreta e mirabolante, como num enredo barato de Dan Brown. Mas, se o que está em jogo aí é mesmo alguma conspiração, só pode ser aquela “conspiração aberta” de que falava o romancista H. G. Wells, um dos seus entusiastas mais célebres.

Por exemplo. Vocês sabiam que amanhã, dia 11/02/2017, tem início a reunião anual da Conferência para o Governo Mundial (World Government Summit), organizada pelo governo dos Emirados Árabes em parceria com o FMI, a ONU, a UNESCO, a OCDE e o  FEM? Está tudo na internet. Basta procurar.

A conferência reúne várias personalidades do establishment globalista, incluindo chefes de Estado, secretários das Nações Unidas, formuladores de políticas públicas, cientistas e intelectuais de universidades como a britânica LSE (importante centro de inteligência globalista desde há muitas décadas), etc.

No ano passado, o encontro teve a presença de ninguém menos que Barack Hussein Obama (“honorable Barack Obama”, como está no site), então presidente da América.

O tema deste ano é literalmente wellsiano (e, é claro, também orwelliano): a Felicidade Global, e como os governos do mundo devem fazer para garanti-la. A conferência propõe um grande Diálogo Global para a Felicidade (“Global Dialogue for Happiness”), descrevendo-o como um

“evento que reunirá os maiores pensadores, líderes políticos e experts de todo o mundo para dar início a uma discussão global sobre a importância da felicidade e do bem-estar, e sobre o papel imperativo dos governos em promover elevados níveis de felicidade em escala global”.

Ministra da Felicidade - Ohood bint Khalfan Al Roumi

Na foto ao lado, vocês podem ver a vice-presidente da conferência, a senhora Ohood bint Khalfan Al Roumi, que também acumula o cargo de Ministra da Felicidade dos Emirados Árabes Unidos (sim, isso existe, e não apenas no cenário de realismo mágico da Venezuela de Nicolás Maduro).

Reparem em como ela é feliz… Quem, portanto, poderia duvidar de sua capacidade de nos fazer felizes?

De minha parte, agradeço desde já a Sua Excelência Suprema Ministra Global da Felicidade. Desculpe-me qualquer eventual e residual sentimento de tristeza, como este, leve e provavelmente fugaz, que me acomete neste mesmo instante…

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  • Welington Grisante

    Lucília, concordo 100%.

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