Se algo pode ser aprendido até mesmo pela esquerda no episódio do filme sobre Olavo de Carvalho na UFPE é que a sua hegemonia acabou. Por Flávio Gordon

Há 40 anos, a esquerda brasileira – e aí estou falando de políticos, intelectuais, jornalistas, artistas, publicitários, cineastas etc. – vem se comportando de modo totalitário, demolindo um a um quaisquer canais de veiculação de pontos-de-vista contrários à sua agenda. Na última década, quando sentiram o gostinho do aparato repressor do Estado, esse cenário piorou. Nossa esquerda viu no horizonte a possibilidade de concretizar definitivamente a sua utopia de uma sociedade inteiramente renovada, purificada dos elementos nocivos (conservadores, liberais, esquerdistas moderados etc.), agrupados todos sob o conveniente rótulo de “fascista”.

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Nos últimos anos, cansamos de ver manifestações, vindas não apenas da baixa militância, mas de figuras de destaque no debate público, de absoluta intolerância com todo não-esquerdista, uma gente com quem, segundo a tolerância repressiva esquerdista, “não se deve debater”.

Ao longo uma década ou mais, os estudantes universitários têm ouvido o mantra “com direitista não se discute” saindo da boca de seus professores, nas faculdades e nas redações. Aprenderam que um direitista não é um ser humano, mas um animal a ser abatido, um incômodo obstáculo no caminho do mundo melhor. Dentro desse contexto, a violência a que estamos assistindo é inevitável, e tende a piorar, já que a classe falante inteira entrou em modo revolucionário, querendo simplesmente apagar do mapa os valores e idéias conservadores. O episódio de ontem (27/10/2017) na UFPE, em que fanáticos de extrema-esquerda tentaram agredir espectadores do documentário O Jardim das Aflições, de Josias Teófilo, foi apenas o último exemplo.

Ocorre que, no nosso país, a maioria esmagadora da população é conservadora e, nos últimos anos, aos trancos e barrancos, tem se mobilizado e conquistado canais de expressão. A consequência é que muita gente cansou de apanhar calada, de ser tratada como cidadão de segunda classe, que devesse apenas calar e obedecer aos desígnios dos iluminados progressistas. O caldo já entornou. E o que virá daqui em diante, e sobretudo até as eleições do ano que vem, é imprevisível.

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