Paste your Google Webmaster Tools verification code here

Trump divulgou vídeos de muçulmanos atacando cristãos, a Virgem Maria e até matando um homem. A mídia divulgou como "ataque aos muçulmanos".

Donald Trump é considerado pela mídia um presidente agressivo, politicamente incorreto e que não tem preparo, equilíbrio e decoro para ocupar o cargo mais poderoso do mundo. Mas, a julgar pelo que a mídia reclama de Trump, o problema maior está na mídia, agressiva, patrulhadora politicamente correta, despreparada, desequilibrada e sem decoro, e não em Trump.

PUBLICIDADE

Nesta quarta-feira, Trump deu três RTs na líder do movimento Britain First, Jayda Fransen, divulgando vídeos que mostravam um rapaz agredindo um garoto na Holanda, um muçulmano quebrando uma estátua da Virgem Maria e vários muçulmanos atirando um homem de um telhado.

A mídia, ao invés de noticiar as agressões horrendas, o risco civilizacional denunciado, a morte lamentada, a mídia denunciou… Trump. Por postar vídeos “contra muçulmanos” (sic). Mais ou menos o mesmo que dizer que um filme sobre o Holocausto é um filme “contra alemães”.

Ou seja: quando muçulmanos agridem cristãos, mesmo que seja até a morte, e você mostra a agressão, o vídeo é “anti-muçulmano”. Afinal, temos de melhorar a imagem dos muçulmanos perante a população, escondendo o que fazem.

Usando o shibboleth preferido da grande e velha mídia para 2017, o Estadão ignorou completamente o gritante conteúdo que ignora sempre, e preferiu simplesmente estampar a manchete que Trump divulga vídeos de “grupo de extrema-direita” (sic). Para se entender, quem não gosta de agressões, destruição da imagem da Virgem Maria ou de matar quem não é muçulmano é certamente de “extrema-direita”.

Ou seja: extrema-direita é quando você divulga aquilo que a grande e velha mídia esconde todo o dia que acontecerá com você se preferir acreditar nela.

Já no Primeiro Mundo, onde a imprensa é igualmente péssima, mas as pessoas vêem de perto o que a mídia tenta esconder sobre muçulmanos e a hégira, como se europeus e americanos fossem acreditar mais na mídia do que nos próprios olhos, a reação ao siricutico da mídia foi imediata, como quando lembraram da deputada trabalhista pela Inglaterra Naz Shah, que postou em seu Twitter, logo após mulheres sofrerem abusos sexuais em Rotherham, que essas mulheres deveriam “calar a boca em nome da diversidade”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo a regra de não ser “anti-muçulmano” divulgando o que muçulmano faz ao invés de escondendo, ninguém leu nada sobre isso no Brasil.

O Imam Mohammad Tawhidi, residente na Austrália, não deixou por menos. Lembrou que o Corão tem um capítulo inteiro sobre a Virgem Maria, e que estava do lado da Virgem Maria, e não desses terroristas.

Talvez pudessem acusar o Imam Tawhidi de ser anti-islâmico, mas… bem, é exatamente disso que geralmente o acusam, por não ser favorável a agredir e matar ocidentais e destruir sua base civilizacional.

Muçulmanos podem tudo, até matar os “infiéis”. Mostrar muçulmanos fazendo algo, mesmo sem comentar nada, é “ataque aos muçulmanos”. Nenhuma palavra para as vítimas dos islâmicos.

Isto é a grande e velha mídia em 2017.

—————

Contribua em nosso Patreon ou Apoia.se e tenha acesso a conteúdos exclusivos!

Conheça o curso Introdução à Filosofia Política de Olavo de Carvalho, ministrado por Filipe Martins na plataforma do Instituto Borborema. Conheça também o curso Infowar: Linguagem e Política de Flavio Morgenstern.

Faça sua inscrição para a série Brasil: A Última Cruzada, do Brasil Paralelo, e ganhe um curso de História sem doutrinação ideológica por este link. Ou você pode aproveitar a promoção com as duas temporadas por apenas 12 x R$ 59,90.

Compre o filme O Jardim das Aflições, sobre a obra do filósofo Olavo de Carvalho, por este link. Ou a versão estendida, com mais de 12 extras, por aqui.

  • Edu, continuo 102% com ela. Uma abordagem tóxica é colocar a opinião pública a favor dos muçulmanos. Nada disso acontece com o Britain First, só a mídia que faz isso com eles (tudo é “extrema-direita” e “islamofobia”, exatamente o que fazem com, ehrr, a gente). Tenho o direito de criticar o islam, da mesma forma que você não vê cristãos e judeus exigindo retratações e processando porque foram “ofendidos” por aí. Isso SÓ parte de muçulmanos. Não nota algo estranho nessa jogada? Se morasse na Inglaterra, com certeza absoluta faria parte do Britain First.

    • Edu

      Flavio, não sei se há um dado concreto de quem processa mais, mas se o que acontecesse com a moça muçulmana ocorresse com algum católico ou judeu, creio eu que estaria em total direito de levar à justiça.
      Acho importante ver certas coisas que atestam contra a noção de liberdade que o próprio Britain Frist coloca. No manifesto deles, declaram ser a favor da liberdade de expressão e associação “sem exceções”. Porém, lendo mais a seguinte, sugere abolir a BBC, prender mulheres que abortam em qualquer circunstância (estupro, por exemplo), banir a religião Islâmica e prender quem a pratica, fechamento de mesquitas, etc. Dificil compactuar com isso, esta no site deles. Por isso há pouco apoio politico deles na população, sem nenhum membro na esfera legislativa.
      Maajid Nawaz, um ex-radical islâmico, já disse que esses setores e radicias muçulmanos tem algo em comum: pensam que muçulmanos e não-muçulmanos são incapazes de funcionar juntos em sociedade. Procure sobre ele, é um pensador interessante, no nível da Ayaan Hirsi Ali. abs

      • Edu, a BBC é estatal. É como pregar liberdade de expressão e querer acabar com a TV Brasil. Qual a contradição? Também sou a favor do fechamento de mesquitas, ainda mais onde elas se proliferam. E sou a favor da punição para o estupro. Ou seja… tudo ok.

        Conheço Maajid Nawaz, e se tenho restrições a Hirsi Ali, ele eu nem levo a sério. Essa de “oh, quem tem medo demais da islamização contribui para a radicalização” é discurso bem Rede Globo. Abraço!

  • Muito bom o texto. Teve tb o siricutico da Theresa May com o Trump e a resposta “lacradora” dele sobre este fato. E siricutico por parte do prefeito de Londres tb. Aquela peste é muçulmano ou indiano? Enfim, esses caras precisam de um hard reset no cérebro. A lógica foge deles como o diabo da cruz. Obrigado pelos textos.

  • Edu

    Creio eu que problema não foi a reportagem em si, mas a forma como foi feita. Não é de agora que os tweets do Trump e as informações que ele passa são pobres em informação reais. É difícil negar que a fonte dele (Alex Jones e outros sites bem cringe, até retweetando um site antisemita recentemente) são péssimas. Nesse caso, um dos vídeos por exemplo, sequer é de um imigrante muçulmano, era apenas uma briga de garotos holandeses. Não há prova, pois até a polícia holandesa investigou. O outro mostrando assassinato matou outro muçulmano, dessa vez, que era contra o presidente deposto do Egito em 2013.

    É difícil negar também que quem ele retweetou é de extrema-direita. Ela foi condenada pela justiça por agressão religiosa contra muçulmanos (http://www.independent.co.uk/news/uk/crime/jayda-fransen-guilty-britain-first-deputy-leader-convicted-court-muslim-woman-hijab-a7395711.html), além do movimento dela ser totalmente tóxico. Quem lembra, no período do Brexit, a deputada esquerdista que morreu por um doido que gritou “Britain first”? É difícil negar, o movimento tem até aspectos de milícia, treinando ex-soldados.

    É triste ver até gente como o Flavio Gorgon retweetando esse tipo. Dá pra lutar contra o problema do Islã, mas não quando atrás de você se encontram gente lixo dessa estirpe, por isso até Theresa May foi contra essa ação do Trump. Extrema-direita existe, e nesse caso (infelizmente) a midia estava certa. 🙂

    • Edu, vou discordar radicalmente. O que mais se vê na Europa hoje é uma polícia que passa pano para muçulmano (até na América, e nessa semana: vide o caso Kate Steinle). Ser processado por eles é praticamente um elogio (agressão religiosa contra muçulmanos? sério?). Pra eles, nós somos um site de fake news de extrema-direita.

Sem mais artigos