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Trazemos notícias tristes: estava tudo normal no socialismo, mas aí... deturparam Marx. De novo. O socialismo real ficará pra outra vez, povo.

Guten Morgen, Brasilien! Estreamos este ano com uma notícia muito triste. Terrível, de verdade. É algo tão trágico que se torna difícil de acreditar, mas… deturparam Marx, gente. Sério. Foram aplicar o maior filósofo e pensador do Universo e… deturparam. Saiu tudo errado, e não foi o socialismo de verdade. O socialismo real ainda está por vir, tornando o socialismo científico a doutrina que, curiosamente, tem a característica de não existir tão logo você aplique Karl Marx.

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Foi assim na União Soviética: veio Stalin (já que ninguém lembra de Lenin como um totalitário genocida) e matou às pencas – logo, não era o socialismo de verdade, e o stalinismo (chamado, justamente, de marxismo-leninismo) é pura deturpação de Marx. Bom mesmo seria Trotsky, o marxista verdadeiro, que, nova e cientificamente, não chegou ao poder.

Mas também foi assim na China comunista. Por coincidência, também aplicaram Marx por lá mas CATAPIMBA! deturparam tudo de novo. E também na Alemanha Oriental. E no Zimbábue. E no Camboja. E na Romênia. E na Coréia do Norte. E no Afeganistão. E em Cuba. E na Polônia. E na Hungria. E na Checoslováquia. E na Líbia. E no Vietnã. E na Iugoslávia. E no Congo. E na Venezuela.

Onde quer que você tente aplicar o marxismo, em seus variegados graus de diferença (do leninismo ao socialismo juche, do maoísmo ao socialismo Baath, do trotskysmo ao bolivarianismo), como analisados por Leszek Kołakowski em seu clássico Main Currents of Marxism, TCHAPLAU!, alguém, por desastre do destino, deturpa Marx ali na última hora, causa fome e genocídio, com paredón ou Gulag, o povo fica em desespero para fugir para o país capitalista conservador mais próximo (haitianos estão do lado de Cuba, mas preferem até fugir para o Brasil “golpista”) e intelectuais e youtubers correm para dizer que não era ainda o verdadeiro socialismo, que o verdadeiro socialismo é o socialismo ainda não verdadeiro, que deturparam Marx de novo, que Marx é puro humanismo, o maior pensador do Universo etc.

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Há um fator simples para explicar muita coisa: dá para virar marxista em um minuto, e é este o apelo do barbudão da Renânia. Nós fazemos o teste neste podcast. Em um minuto pode-se ensinar alguém a ser um marxista fanático e ortodoxo. Com filósofos bons ou ruins de outras cepas, seja Nietzsche ou Kant, seja Heidegger ou Leibniz, há pelo menos alguns anos de estudos difíceis, com temas complexos (mesmo que o filósofo em questão tenha errado em tudo) para alguém se considerar um “kantiano” ou um discípulo de Wittgenstein ou D’Alembert. Que dirá de sumidades do pensamento, de Kierkegaard a Bernard Lonergan.

Mas foi justamente Marx, o “materialista científico”, que definiu que só se pode julgar uma filosofia pelos seus resultados práticos. Por isso, fazemos uma sucinta análise filosófica de seu “materialismo histórico-dialético”, à luz de pensadores muito mais gabaritados, como Benedetto Croce e Eric Voegelin, para entender os problemas fundamentais que fazem o marxismo ter tamanha alergia da realidade, para ser “deturpado”, segundo a desculpa da moda, toda vez que alguém consubstancia o marxismo, justamente, na ditadura do proletariado apregoada por ele.

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Além disso, fazemos uma rápida análise (*caham, caham*histórica, já que marxistas são sempre os primeiros a dizer que “estudaram História”, sendo que nem sabem o que foi o Holodomor, o terrível Campo 14 da Coréia do Norte ou a construção do Canal Mar Branco-Mar Báltico – para não dizer o vácuo completo de leituras sobre o Gulag e os genocídios e expurgos do socialismo. Entenderemos, com grandes historiadores como Orlando Figes e Archie Brown, por que os regimes genocidas além da Cortina de Ferro não são apenas ortodoxamente marxistas e socialistas, mas mesmo comunistas, como vários analistas da Cortina de Ferro definem os genocídios ideológicos.

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E, por que não?, também uma análise econômica, como já feita pela Escola Austríaca, desde Carl Menger até depois de Ludwig von Mises. Analisamos como o ministro das Finanças do Império Austro-Húngaro Eugen von Böhm-Bawerk, que tanto enriqueceu a Áustria, refutou Karl Marx e sua teoria da “exploração”, através da fictícia “mais-valia”, antes mesmo de Marx terminar de escrever O Capital.

Os adolescentes marxistas só querem insistir no erro por pressão dos amiguinhos e porque ser marxista não exige nada além de repetir clichês que se aprende em um minuto.

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier.

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  • Ilbirs

    Ano novo e passamos a ver uma abordagem esquerdista que há muito não víamos, que é a pseudocientífica. Eis que homens com disforia de gênero que querem que o mundo os aceitem como mulheres entraram no esporte feminino e estão causando as distorções esperadas. Fallon Fox quebrando a órbita ocular de sua oponente era pouco e agora temos Tiffany pontuando mais do que a Tandara. O que já vemos da ala cultora da foice e do martelo? A amostra que lhes deixo abaixo, de um cara chamado Neto Lucon:

    https://uploads.disquscdn.com/images/d22ddc55345f4c4fa4156dd161a6d5df19d24f8cf18ea2b82089bc8645f3a6a2.png

    Se alguém não estiver conseguindo ler, vou deixar abaixo o texto do cara:

    TRANSFÓBICO: “Mas é óbvio que uma esportista trans é muito mais forte que uma esportista cis. É a testosterona
    NLUCON: Você sabia que o Comitê Esportivo Internacional exige que antes de competir elas passem por 12 meses (um ano) pela hormonioterapia (com estrogênios ou bloqueadores) e que, assim, reduzam o nível de testosterona até menos que o de mulheres cis e tornem mais aptas para competir ao lado delas?
    TRANSFÓBICO: Mas não é só o hormônio, são os músculos, a estrutura óssea.
    NLUCON: Um estudo norte-americano chamado Race Times For Transgender Athletes, do Providence Protland Medical Center, garante que o tratamento hormonal provoca um decréscimo significativo de massa muscular e densidade óssea.
    TRANSFÓBICO: Mas é óbvio que ainda assim elas são mais rápidas, fortes e resistentes.
    NLUCON: Neste mesmo estudo, foi comprovado que elas perdem drasticamente velocidade, força e resistência. Ele informa que uma mulher trans costuma correr 12% mais devagar que antes.
    TRANSFÓBICO: Mas elas são mais altas, pronto!
    NLUCON: O fato de mulheres trans ser possivelmente mais altas que mulheres cis nem sempre significa vantagem em alguns esportes, como a ginástica olímpica ou o fisiculturismo. A pesquisadora da pesquisa até diz que pode haver desvantagens em competidoras trans, porque “Carros menores com motores pequenos podem ultrapassar carros maiores com motores pequenos”.
    – TRANSFÓBICO: Mas há diferenças naturais entre os corpos, isso você não pode negar!
    NLUCON: Não podemos, há diferenças entre todos os corpos. O nadador cis Michael Phelps, por exemplo, tem um tronco gigante, pernas pequenas e flexibilidade acima da média dos demais nadadores cis. A sua especificidade natural o fez ter 28 medalhas olímpicas. Os atletas quenianos cisgêneros, que sempre são favoritos em provas de longa de distância, têm pernas compridas, finas nas extremidades e equipadas com um calcanhar largo e elástico. Combinação que permite correr mais gastando pouca energia, o que não acontece entre outros corredores cis. As competidoras trans podem ter um corpo que as beneficie em algum momento, mas há vários tipos de corpos trans, assim como há vários tipos de corpos cis. Veja o corpo da lutadora trans Fallon Fox e sua rival na foto e responda quem tem o corpo maior e com mais músculos?
    TRANSFÓBICO: Mas eu não gosto e não quero dar o direito às atletas trans.
    NLUCON: Aí você chegou onde eu queria chegar. Existe mais o preconceito em cima dessas pessoas trans – que além de se prepararam para competir, ainda enfrentam a transfobia da torcida, dos adversários, de treinadores – que uma real preocupação com vantagens no esporte. Aliás, imagina como fica uma atleta trans, que após enfrentar a luta para finalmente ser quem é e conseguir oficializar a pessoa que é, ter que ficar explicando sua existência, dar entrevistas, enfrentar transfobia da torcida, das adversárias e ainda se dedicar ao esporte, treinar, competir e vencer? Isso não é vantagem nenhuma…

    Observe-se que, para esse cara, se você questionar o porquê de um homem com disforia de gênero entrar no esporte feminino você passa automaticamente a ser transfóbico e, portanto, igualado a alguém que queira matar uma ou muitas pessoas que por acaso apresentam tal problema e optaram pelo caminho de fazer o corpo supostamente adequar-se àquilo que a mente crê. Não há espaço na cabeça desse cara, que é só um inocente útil, a qualquer divergência e, se alguém a tiver, ele desfilará um rosário de “segundo o instituto tal e o consenso científico, você é um filho da puta cuja existência neste planeta é um estorvo pelo fato de haver discordado de algo tão maravilhoso e infalível criado por um alemão barbudo no século XIX e aprimorado por um italiano na década de 1920 e posteriormente recebendo lapidações da Escola de Frankfurt”. Porém, não é o único a agir assim, pois eis que temos alguém monocelha que não Frida Kahlo e portando diploma falando coisa que na prática vai servindo também de muleta para essa coisa toda:

    Prestem atenção às datas, pois a postagem do Neto Lucon data do dia 5 e já recebeu uma série de saraivadas por lá, além de na prática só estar mesmo recebendo crédito do séquito de histéricos que todo líder esquerdista amealha. Aliás, sequer todos do séquito concordam com o que foi dito lá. É aqui que entra o uspiano em questão, que em tese seria em resposta ao artigo da Ana Paula do vôlei, mas que o encadeamento de datas permite considerar como escalada de ação. Aqui é o ponto considerável como transição do viés maloqueiro para o cheio de rapapés, sempre lembrando que toda ala esquerdista tem seu lado maloqueiro e seu lado chique, com um entrando em ação quando o outro não consegue o objetivo desejado (sempre falo que todo Richard Dawkins tem seu PC Siqueira para quando necessário e todo Alessandro Molon tem um Rui Costa Pimenta engatilhado). É mais ou menos aquilo que consagrou o livro Sapiens, de Yuval Noah Harari, em que a mentirinha é embalada por verdades que são dispostas de maneira a convergir para aquela mentira. Observe que o tal cara está lá soltando aquela retórica cheia de complexidades à qual a maioria das pessoas não iria parar para tentar contestar até por ter outras coisas a fazer.
    Ainda no comentário do cara que já disse que haveria um desejo de gozar com o pau dos outros por parte de cristãos que perguntam por que ele não fala de muçulmanos, já houve uma série de comentários contrários. Nesse caso, o Enzuh (que, ressaltando, é homossexual) foi certeiro:

    Houve também o absoluto desprezo ao fato de que na modalidade feminina do vôlei os 19 cm a menos de altura da rede e o tal fato de que em campeonatos de vôlei há um sistema de total de pontos que uma equipe pode gastar para contratar atletas, de modo a aumentar o equilíbrio entre as equipes. E é aqui que volta a falar a bela mineira que hoje em dia mora nos Estados Unidos:

    https://soundcloud.com/gazetadopovopodcast/ideias-37-transsexuais-no-esporte-feminino-por-que-essa-e-uma-pessima-ideia

    Observe-se que a agora arquiteta e articulista já avisa que treinadores de equipes femininas estão sendo assediados para contratarem transexuais, aproveitando aí que seriam gastos menos pontos do total disponível. Portanto, já fica confirmado aqui que poderemos não só ter “mercado de trans” no vôlei feminino como também há o risco de surgir uma “fábrica de trans”, e que ninguém duvide da possibilidade de médicos inescrupulosos começarem a diagnosticar um número de pessoas superior àquele existente na realidade, mesmo que às custas de casos que no mínimo são como os daquele menino australiano ao qual foi recomendado que tomasse hormônios femininos porque seria transgênero e que aos 12 anos se arrependeu e agora tem de lidar com ginecomastia ou no máximo engrossando as estatísticas de suicídio superiores à média mesmo em quem se operou.
    Como já comentei anteriormente, os esquerdistas estão tentando ressignificar a palavra “transgênero” que eles próprios criaram anteriormente, dentro daquela mecânica que conhecemos bem:

    1) Pega-se algo muito minoritário, mas com características que ajudam a avançar uma agenda (os tais 0,4% de pessoas com disforia de gênero);

    2) Começa-se aqui a dizer que há mais gente no mundo do que a tal porcentagem (aqui começam a querer incluir travestis na conta para engrossar o bolo e dizer que eles teriam o mesmo problema por mais que Rogéria dissesse adorar ser Astolfo);

    3) Começa-se aqui a querer demonizar denominações surgidas de maneira fluida e na naturalidade do uso da língua por aquelas formulada para fins de agenda e formatação de pensamento alheio (é aqui que dizem que seria “a travesti” em vez de “o travesti” e, ao mesmo tempo, estimular que travestis passem a se denominar como “trans não operada”);

    4) Ao mesmo tempo oculta-se do grande público aquilo que demonstra haver água entrando no barco da solução que eles dizem ser a definitiva (que se pergunte quantos conhecem Walter Heyer);

    5) Em um momento seguinte passam a demonizar quem não se denomina segundo aquela denominação de laboratório (é questão de tempo para vermos travestis sendo alvos de hostilidade por parte da militância gay por não se denominarem “trans não operada”).

    A parte do esporte é só mais um capítulo daquilo que estamos vendo acontecer e agora tendo um verniz erudito porque a maloqueiragem não deu certo.

  • Gabriel, a discussão com a Escola Austríaca é meramente econômica. Aí entramos num problema: marxistas fizeram a União Soviética, e tem quem ache aquilo lindo. Para quem está interessado em fazer o pobre enriquecer, a Escola Austríaca é campeã. Mas note que só comento dela no fim do episódio. Marx ainda tem toda uma filosofia pré-econômica que precisa ser destrinchada.

  • Moroni, não era uma historiadora, era o Guizot, talvez o maior historiador da Revolução Francesa.

  • Leonardo, teria de gastar um podcast inteiro pra responder essa… 🙂

  • Philipe Cortez

    flavio coloca o podcast la no spotify

  • João Henrique

    só consigo pensar em “Quem é John Galt?”

    Ótimo programa.

  • João Neto

    Gostei muito do programa, Flávio. Acho que você está chegando cada vez mais perto do seu estilo, do seu senso de humor etc. Parabéns.

  • Layla

    Podcast incrível como sempre. Curti bastante essa banda tbm, mas infelizmente não achei traduções para as músicas.

  • Le Zuero

    Toda vez que me deparo com essa afirmação, logo faço a seguinte pergunta para o marxista ou tiete marxista: se Marx sempre foi deturpado pelos seus próprios seguidores, qual a evidência que vc me dá que os partidos comunistas de hoje não farão exatamente a mesma coisa e que vai faltar detergente para limpar tanto sangue e depois os intelectuais que deram suporte a esses partidos darão exatamente essa desculpa com dedinho em riste e ar de inteligentinho? Por que deveríamos, então, acreditar nesses caras? Imagine um remédio que sempre que tomado mata o paciente, ele morre por que não tomou direito dirá o médico. É melhor nem cogitar tomar né?

    Geralmente, perco o amigo ou sou xingado. É a mancha de baton na cueca.

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