Adeus, Folha

“Leitor” é a nova aposta da Folha para comentar sobre economia

Depois de falhar com jornalistas e especialistas, Folha pede auxílio do leitor. Pena que é do leitor da Folha

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Na semana passada, Bolsonaro tomou uma das medidas mais populares do seu governo: mandou cancelar a assinatura do jornal Folha de São Paulo, especializado em fake news, como a que tentou emplacar às vésperas da eleição, dizendo que as tias de whatsapp estavam manipulando o pleito.

Tia Etelvina, após desfiar o frango do jantar, refestela-se no sofá, pega os óculos de leitura, liga o celular e, entre uma curtida na fotinho da neta vestida de bailarina no Instagram e uma pesquisada naquela receita de rabanada, sorrateira, manda aquela mensagem que elegerá Bolsonaro. 

No entanto, quem foi condenado por espalhar notícias falas durante a eleição foi seu adversário, Fernando Haddad.

Simpatizantes do jornal  (quem trabalha lá, mais precisamente) saíram em defesa dizendo que o nazi-fascismo estava de volta. Adolf Hitley, gritavam em coro.

Os crimes imaginários que a Folha atribui ao governo Bolsonaro não andam soando bem nos ouvidos atentos da população. Jornalistas e especialistas em errar todas as previsões cedem agora espaço para a mais nova aposta do jornal: o leitor.

Ele já vinha sendo sondado, dando aquele pitaco aqui, aquela buzinada ali. “Diz leitor” é a forma anônima na qual o jornal espera cativar um leitor de verdade. Falhará miseravelmente.

E o leitor anônimo, agora, rebate Paulo Guedes: sempre fomos liberais na economia, bradam sob efeito de barbitúricos. Um exame antidoping se faz necessário. É a consagração da estupidez anônima. Quem sofre são os bichos que perdem um ótimo toilette.


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