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Mídia doutrinadora

Guilherme Boulos foi preso por atirar rojão contra PM. Por que a imprensa esconde?

O líder do MTST, Guilherme Boulos, foi preso e solto em uma reintegração de posse. A mídia disfarça de todas as formas a razão de sua prisão.

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Guilherme Boulos é preso durante reintegração de posse em São Paulo

Guilherme Boulos, colunista da Folha e líder do MTST, foi preso hoje pela manhã em uma reintegração de posse na Avenida Ragueb Chohfi, em São Mateus, na zona leste de São Paulo. Boulos, que mora em Pinheiros e representa o “Movimento dos Trabalhadores Sem Teto”, finamente ganhou um teto, e ainda pago pelo Estado.

A prisão se deu porque Guilherme Boulos participou de ataques com rojão contra a polícia militar, além de atiçar os moradores de uma invasão de terreno privado que são usados como buchas de canhão e bois de piranha em confrontos com a polícia que apenas favorecem os objetivos políticos das lideranças destes movimentos.

Nos vídeos dos telejornais, é possível ver Guilherme Boulos conversando com policiais antes da atuação da Tropa de Choque, e logo se vê que, apesar de estar cumprindo a lei, a polícia recebe uma chuva de pedras e rojões. Boulos nega a participação.

Todavia, de novo segundo as meras coincidências que apenas a grande e velha mídia consegue propiciar, nenhum jornal estampou o motivo da prisão em sua manchete, sabendo que 99% de quem comentará o caso não lerá mais do que a manchete. Nem mesmo o Jornal Nacional, que deu espaço para Guilherme Boulos se auto-vitimizar dizendo que “me acusam de algo que eu não fiz, portanto é claramente uma prisão política”, cuidou de explicar o que é esse “algo” de que é acusado.

O tempo dado ao espetáculo de auto-complacência parece ter ocupado todo o possível para Guilherme Boulos também explicar como pode não ter incitado violência, se não é visto impedindo rojões disparados e pedras atiradas, muito menos criticando tal atitude.

Bem pelo contrário: tanto ele quanto seus acólitos na política, na mídia e nos movimentos socialistas, como Mônica Bergamo na Folha, apenas incensam Boulos, tratando tudo o que faz como solidariedade, fé, caridade, esperança, humildade, castidade e santidade, e caso Boulos seja acusado de algo, não precisam garantir que é inocente ou que não cometeu crimes: basta disfarçar, dizer que estava “prestando solidariedade” e fazendo serviço social de direitos humanos e voilà, tudo se torna perseguição política.

https://twitter.com/ajulysantos/status/821341939840651265

Fica novamente a dúvida: por que a imprensa fala com tantos eufemismos sobre Guilherme Boulos, parecendo quase querer esconder quais os seus crimes? Será que a imprensa não se lembra de que um profissional de imprensa, Santiago Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes, foi assassinado na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, justamente com um rojão disparado contra a sua cabeça?

Sendo a retórica de Boulos e a dos black blocs rigorosamente idêntica, será que Mônica Bergamo e os cupinchas de Boulos no jornalismo também diriam que os blockers que apontaram o rojão estavam “prestando solidariedade” às causas sociais quando praticaram o homicídio?

https://twitter.com/reaconaria/status/772452528537513984

Também fica a dúvida: por que as ganas da esquerda em desarmar a população e até desmilitarizar a polícia, enquanto ela fica liberada para usar todo tipo de arma, inclusive de fogo (ainda que rudimentar), contra quem bem entender? A tese desarmamentista é defendida por George Soros e suas atitudes, digamos, “solidárias” pelo mundo, através de entidades como a Open Society, que dá dinheiro para amigos de Guilherme Boulos como o Mídia Ninja e Leonardo Sakamoto. A Segunda Emenda da Constituição Americana impede que o governo confisque armas justamente para evitar que o governo se torne tirânico. Fica difícil acreditar nas teses desarmamentistas se vemos justamente uma tentativa de revolução totalitária se consubstanciando com polpudo financiamento.

https://twitter.com/ahtalol/status/821387408281309184

Por que afinal há tanto medo de jornalistas em fazer perguntas fáceis e investigar a verdade (que fazem à exaustão com notícias falsas), mas tanta boa vontade, eufemismo, disfarces, tergiversões e omissão de informações quando o criminoso em questão é alguém ideologicamente alinhado como Guilherme Boulos e seu MTST?

Santiago Andrade, cinegrafista da Band, morto por um rojão atirado por black blocs

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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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