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Petistas só têm hoje a tese repaginada de Rousseau: a culpa nunca é do Lula, o bom selvagem, mas seus adversários têm culpa pessoal.

Sempre me espanto com alguns analistas políticos brasileiros que querem passar a mensagem de que Lula, um ser imaculado no passado, passou para o lado da corrupção apenas quando chegou ao poder. Desta vez é Josias de Souza quem crava essa tese:

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Lula gosta de citar sua mãe, dona Lindu, para informar que foi graças aos ensinamentos dessa “mulher analfabeta” que aprendeu a “andar de cabeça erguida por esse país.” Obviamente, Lula não ouviu quando a mãe rogou: “Cuidado com as companhias, meu filho.” Sua história seria outra se continuasse convivendo com gente como Olívio e Weffort. Presidente, poderia ter convivido com certas pessoas protocolarmente. Todo mundo entenderia. Mas ir atrás do Collor, adular o Renan, entregar cofres a apadrinhados do Sarney…”

Ou seja: Lula era bom, a elite o corrompeu. Rousseau e seus discípulos soltam fogos.

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Nada mais falso, não só na teoria, mas principalmente no caso concreto.

Na primeira eleição presidencial da qual participou, a de 1989, Lula já era acusado ser o que ele sempre foi: um corrupto. Naquela ocasião, coube ao então candidato Ronaldo Caiado esfregar na cara de Lula uma matéria de jornal que denunciava que o PT, comandado por Lula, naturalmente, extorquia empresários paulistas para obter dinheiro para o partido. Caso não “contribuíssem”, as empresas teriam problemas com os sindicatos que já ali eram dominados pelo petismo.

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Na época foi dado pouco destaque às denúncias, mas o tempo, ah!, o tempo…, ele se encarrega de escavar e revelar a verdade.

E foi justamente uma das más companhias de que fala Josias de Souza a encarregada de confirmar, 28 anos depois, que tudo aquilo era verdade. Emílio Odebrecht declarou que conheceu Lula em 1979 no apartamento do petista em São Bernardo do Campo. Disse mais: que desde a década de 80 já pagava propina para sindicatos ligados ao petismo a fim de evitar problemas.

As coisas se encaixam com impressionante perfeição, fechando a moldura que é a cabível para a imagem do réu mais ilustre do país. Jamais limpo, jamais incorruptível. Sempre sujo, sempre corrupto. Esse é o verdadeiro Lula. Não o pobre homem corrompido, mas o hábil e sedutor corruptor que alcançou o ápice da política brasileira e ali implantou, de forma jamais vista, a sua alma corrompida nos negócios públicos e privados.

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