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A Folha poderia postar a imagem de um ministro do ███ decapitado como fez com Bolsonaro?

Parem de tratar como piada. Ou um ataque a Bolsonaro deve ensejar CPMI, inquérito, Polícia batendo 6 da manhã, prisão e fechamento de jornal, ou um xingamento a certos ministros não deve dar nada. Do contrário, acabou a democracia

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Folha Gregório Duvivier Bolsonaro decapitado

O inquérito 4.781 de um certo tribunal cujo nome manteremos no anonimato já está sendo assumido pela grande e velha mídia, tratado como o que é: após meses de torrefação de dinheiro público sem citar uma única mísera e solitária fake news que o justificasse, é chamado apenas de “o inquérito que mira bolsonaristas”. Se fake news (que podem ser acidentais) nem crime são, que dirá não votar no Haddad.

Ou seja, o crime que está paralisando o país é apenas defender que Bolsonaro é a melhor opção que temos. Se fizer isto em público, é “gabinete do ódio”. Se fizer isto em privado, enseja busca e apreensão para se tornar público, e cair na sentença anterior.

Tudo seria por conta de “mensagens de ódio”, mostrando que os shibboleths da esquerda viram lei sem nunca precisar passar por discussão popular e análise parlamentar.

Assim, o xingamento a políticos e autoridades – aquilo que era tratado como a normalidade da vida até pela ditadura militar – vira “ataque às instituições democráticas”. Bandidos metralhando a população? Estados virando ditaduras plenipotenciárias? Rede Globo e escolinhas falando em masturbação 10 da manhã? Imagine, o real problema do país

Mas e quando o auto-declarado “humorista” Gregório Duvivier (por falta de melhor definição), fez uma coluna em um dos mais prestigiados jornais do país com a imagem do presidente eleito democraticamente Jair Bolsonaro decapitado, aí não era “ódio”? Aí não eram ataques às instituições?

Para tirar a dúvida, basta ler o título da dita coluna. Não é nem preciso dar um clique para a Folha, felizmente. Duvivier a intitula: “Único jeito de não ficar triste é ficar puto; quanto da sua tristeza você conseguiu converter em ódio?” (grifos nossos)

Parece ser um… discurso de ódio, não? E um ataque às instituições. E uma ameaça de morte ao presidente eleito democraticamente Jair Bolsonaro. Cadê a busca e apreensão na casa de Gregório Duvivier? Cadê um certo tribunal torrando rios de dinheiro público para prender cada um que atenta contra a democracia, traçando rota de financiadores, quebrando sigilos bancários, reportagens no Fantástico e Jornal Nacional falando sobre a rota dos atos anti-democráticos?

Não é brincadeira. O nosso problema foi exatamente esse: tratamos como meme. Como piada. As respostas das pessoas foi “denunciar um tweet” (como se o Twitter fosse apagar um tweet da Folha, o que tampouco adiantaria alguma coisa), enquanto agentes de desinformação e revolução de extrema esquerda tratam tudo como questão judicial.

Enquanto a direita ficou moscando pensando em “liberdade de expressão”, a esquerda montou o maior esquema de controle de pensamento e comunicação (inclusive privada) do Ocidente, como nem Cuba tem (afinal, Cuba nem sequer deve saber o que raios é um “WhatsApp”).

Esqueça a liberdade de expressão. A liberdade de expressão, como diz a esquerda e as instituições, “não protegem ataques”. É hora de sair denunciando todo mundo. Colocar na cadeia. Fazer a Polícia Federal bater 6 horas da manhã. Faça pressão no seu deputado e senador pedindo pela prisão imediata de Gregório Duvivier. Monte relatórios com PowerPoints toscos como os do Deltan Dallagnol mostrando a rede de disseminação de ódio e desinformação com fins anti-democráticos – a ditadura do proletariado.

Prendam todos. Que a democracia pare para ficar perseguindo colunistas, “humoristas”, fechando jornais. É isso, ou só nós vamos presos por piadinhas.

Bolsonaro é tão autoridade, é tão instituição, é tão “democracia” quanto certas pessoas. Aliás, a sua instituição é sua própria pessoa, enquanto a deles é dividida com uma dezena. Ou podemos fazer uma charge com certas pessoas decapitadas, dizer que é para extravasar com “ódio” e eles próprios garantirem que é nossa liberdade de expressão, ou ninguém pode. Qualquer opção intermediária prova que a democracia acabou no país e estamos na lei do mais forte até a aniquilação completa.

Avise seu deputado. Façamos pressão pela prisão de colunistas e “humoristas”, por operações policiais, por buscas e apreensões 6 da manhã e pelo fechamento de jornais por ataques às instituições. A democracia exige.


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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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