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Lockdown não funciona

Suécia sem lockdown tem uma das menores taxas de mortalidade da Europa

Política "negacionista" e "genocida" do país nórdico aumentou mortes em 7,7% em 2020. Espanha e Bélgica aumentaram 16,2% e 18,1% cientificamente

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Suécia sem lockdown tem uma das menores taxas de mortalidade da Europa

Segundo reportagem do jornalista Jon Miltimore para a FEE (Fundation for Economic Education), novos dados vindos de institutos europeus sugerem que a conduta laissez-faire* da Suécia, diante da pandemia, estava longe de ser catastrófica.

“Poucas pessoas em 2020 foram mais atacadas do que Anders Tegnell (foto), o principal epidemiologista da Suécia que defendeu a abordagem laissez-faire contra o COVID-19, no início da pandemia”, diz o jornalista. “Porém, novos dados divulgados por órgãos internacionais revelam uma dura verdade sobre as medidas restritivas governamentais”.

Dados publicados pela agência de notícias Reuters mostram que a Suécia, que evitou os bloqueios rígidos adotados pela maioria das nações ao redor do mundo, teve as menores taxas de mortalidade se comparada com a maioria dos países europeus em 2020.

Levantamentos preliminares da agência de estatísticas da União Européia, Eurostat, compilados pela Reuters, mostraram que a Suécia teve 7,7% mais mortes em 2020 do que sua média nos quatro anos anteriores. No entanto, países que optaram por longos períodos de lockdowns rigorosos, como Espanha e Bélgica, tiveram um crescente número de mortes no mesmo período: 18,1% e 16,2%, respectivamente.

“Acho que as pessoas provavelmente pensarão com muito cuidado sobre essas paralisações totais, se foram realmente eficazes”, disse Tegnell à Reuters em uma entrevista recente. “Elas podem até surtir efeitos em um curto prazo, mas quando você olha para [tais medidas] durante [todo o período da] pandemia, fica cada vez mais duvidosa [sua eficácia]”.

Por quase um ano, a Suécia esteve na vanguarda do debate sobre como os governos deveriam responder ao coronavírus. Muitos críticos contestaram a tese de Tegnell comparando a taxa de e mortalidade da Suécia com seus vizinhos nórdicos Noruega e Finlândia, que apresentavam algumas das taxas de mortalidade mais baixas da Europa. A Noruega e a Finlândia, no entanto, adotaram políticas ainda menos restritivas do que as da Suécia na maior parte da pandemia.

Especialistas em saúde pública na Suécia dizem que os dados mais recentes são mais uma evidência de que o país foi uma das poucas nações a enfrentar o vírus da maneira correta:

“Alguns acreditavam que era possível eliminar a transmissão de doenças fechando a sociedade”, disse Johan Carlson, Diretor da Agência de Saúde Pública da Suécia. “Não acreditávamos nisso e provamos que estávamos certos”.

Jon Miltimore aponta a razão pela qual a Suécia apresenta uma das taxas de mortalidade mais baixas entre países europeus: o fato de seus líderes ouvirem os argumentos de Anders Tegnell. “Como resultado, a Suécia evitou muitos dos danos colaterais associados às restrições radicais de mobilidade populacional, tais quais as dificuldades econômicas, a fome, o aumento das taxas de suicídio, a depressão por isolamento social, o abuso de drogas e álcool, e outras consequências adversas à saúde pública”.

*Expressão em francês que significa “deixe fazer” (em tradução livre). Ela é utilizada para identificar um modelo político e econômico de não intervenção estatal.


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Assuntos:
Luigi Marnoto

Luigi Marnoto é cozinheiro e só não foi guia de cego e bombeiro. Atualmente escreve no Senso em troca de uns caraminguas. É pai e avô quase exemplar e campeão de porrinha.

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