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Moral do mal

Arcebispo exige que políticos católicos pró-aborto se abstenham de comunhão

Salvatore J. Cordileone, da diocese da Democrata “católica” Nancy Pelosi: “Se você não deseja ou acha que não pode abandonar sua defesa do aborto, não deve se apresentar para receber a Sagrada Comunhão”

Luigi Marnoto
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Arcebispo exige que políticos católicos pró-aborto se abstenham de comunhão

No último sábado (1º), o arcebispo de San Francisco (Califórnia), Salvatore J. Cordileone (foto), cuja diocese abrange o distrito da presidente da Câmara, Nancy Pelosi (Partido Democrata), divulgou uma carta pastoral condenando políticos católicos que apoiam o que ele descreveu como o “mal moral” do aborto.

Em um extenso documento intitulado “Uma Carta Pastoral sobre a Dignidade Humana dos Não Nascidos, da Sagrada Comunhão e dos Católicos na Vida Pública”, Cordileone discorreu sobre o aborto e dedicou uma seção específica para repreender líderes políticos católicos que de posicionam abertamente a favor do aborto.

No documento, o Arcebispo se refere aos políticos na segunda pessoa do singular:

“Seus ideais católicos o inspiram (…) para ajudar aqueles que sofrem discriminação, violência e injustiça, e você merece a gratidão de seus companheiros católicos e de nossa nação por este serviço. Mas não podemos fortalecer os fracos esmagando os mais fracos”, diz um trecho da carta.

“Se você não deseja ou acha que não pode abandonar sua defesa do aborto, não deve se apresentar para receber a Sagrada Comunhão. Afirmar publicamente a fé católica e, ao mesmo tempo, rejeitar publicamente um de seus ensinamentos mais fundamentais é simplesmente desonesto.”

“Deus confiou a você uma posição de prestígio na sociedade. Você tem o poder de afetar as práticas e atitudes sociais. Lembre-se sempre de que um dia você terá que prestar contas a Deus de como usou essa confiança.”

“E, por favor, pare de fingir que defender ou praticar um grave mal moral – que extingue uma vida inocente, que nega um direito humano fundamental – é de alguma forma compatível com a fé católica. Não é.” concluiu.

Nancy Pelosi, o presidente Joe Biden e outros políticos católicos devem enfrentar em breve uma repreensão da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) que decidirá, em junho, se a Igreja deve endurecer sua posição sobre os políticos que apoiam abertamente a prática do aborto, exigindo que eles se abstenham da Eucaristia.

O presidente do Comitê de Atividades Pró-Vida da USCCB, arcebispo Joseph Naumann, de Kansas City, repreendeu publicamente Biden por apoiar o aborto, chegando a dizer que o presidente “deveria parar de se declarar como católico devoto”.

“Como o presidente Biden [se diz] católico, isso representa um problema único para nós. Isso pode criar confusão. Como ele pode dizer que é um católico devoto se está contrariando os ensinamentos da igreja?”

Cordileone expressou recentemente seu apoio à proposta da USCCB, dizendo que “há um senso crescente de urgência” em torno do assunto. “O aborto não é apenas uma entre muitas questões importantes. É um ataque direto à vida humana.”

“Eles precisam entender o escândalo que é causado quando dizem que são católicos fiéis e, ainda assim, se opõem à Igreja em um conceito tão básico”.

Com informações de Daily Wire


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Luigi Marnoto
Luigi Marnoto

Luigi Marnoto é cozinheiro e só não foi guia de cego e bombeiro. Atualmente escreve no Senso em troca de uns caraminguas. É pai e avô quase exemplar e campeão de porrinha.

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