wyllys bolsonaro

É uma pergunta simples: você prefere que a sociedade seja livre, que as pessoas possam fazer o que quiserem, ou prefere uma sociedade de controle, em que alguém mande ou desmande e precisemos obedecer a um comando e às vontades momentâneas?

Podemos abranger a pergunta para nossas grandes personalidades políticas em discussão no país. Por exemplo, os deputados anátemas um do outro, Jean Wyllys e Jair Bolsonaro. Qual dos dois quer uma sociedade livre? Qual dos dois quer uma sociedade de controle?

Jean Wyllys defende um Estado que garanta os “direitos das minorias” – de fato, é difícil pensar em qualquer coisa de Wyllys que não recaia, de alguma forma, nesta definição. Bolsonaro, cru, impolido, direto, sem meias palavras, é a definição de uma pessoa que soa grossa, incorreta, até mesmo preconceituosa para ouvidos sensíveis. Acusam-no, com freqüência, de ser “defensor da ditadura”.

Parece meio claro que Wyllys defende uma sociedade livre, e que Bolsonaro defende uma sociedade de controle.

1984 thought policeAnalisando toda a literatura sobre os dois modelos de sociedade, podemos ver uma espécie de trindade óbvia sobre as distopias, ou seja, as utopias invertidas – livros que descrevem não um mundo maravilhoso, mas um mundo de controle absoluto da vida. O cânone padrão contém 1984, de George Orwell, Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Além do óbvio O Processo, de Franz Kafka (imprescindível para os tempos de juristocracia do Brasil de fins de 2015), dois livros muito mais distópicos costumam ser deixados de lado: o assustadoríssimo (e o melhor de todos eles) O Zero e o Infinito (Darkness at Noon), de Arthur Koestler, e A Revolta de Atlas, de Ayn Rand.

Nestes livros, vemos algo diferente do que convencionou-se chamar “autoritarismo” desde tempos pré-modernos. Nem mesmo algo levemente similar ao absolutismo l’État c’est moi, tão não-estudado quanto criticado.

Tais livros falam de algo que parecia ter surgido apenas no século XX – ou mesmo que ainda estava em gestação nestes tempos recentes. Não era mais um povo diante do poder discricionário de um rei, tirano, imperador ou o que fosse, dono de caprichos imperiosos usando seus próprios súditos como peões em um xadrez. Tratava-se, pelo contrário, de uma sociedade planejada. Ou seja, não mais o arbítrio frugal e volúvel de reis, não mais uma sociedade sofrente por uma vontade, mas um plano racional que transformou a sociedade em algo incrivelmente mais terrível.

Uma sociedade planejada significa um ordenamento estatal que busque atingir uma sociedade ideal, ou mesmo utópica. Via de regra, algo abstrato, tentando materializar-se nas tessituras do real à força.

darkness at noon koestlerEm 1984, a “felicidade” como objetivo final do Estado – um Estado que quer que você seja feliz, e onde uma falha na felicidade é quase traição ao Estado (vide-se o hilário RPG Paranóia, baseado em 1984). Em Laranja Mecânica, uma sociedade de paz (também tema de A Abolição do Homem, de C. S. Lewis, um dos maiores críticos deste modelo político). Em Admirável Mundo Novo, a tecnologia e as drogas a serviço de um mundo sem confronto, em que até a reprodução é controlada apenas pelo Estado. Em O Processo, o objetivo não é claro (como não é o crime que gera a história de Na Colônia Penal, do mesmo autor), mas o processo jurídico e sua burocratização extrema e cegante é quase tangível – para a sua República Tcheca natal ou para o Brasil atual. Em O Zero e o Infinito, a construção do comunismo, de uma sociedade de iguais, de uma Revolução que pusesse fim às desigualdades e imprecisões do capitalismo. Em A Revolta de Atlas, o mesmo, de maneira lenta: como uma social-democracia iria gradualmente se transformando em comunismo, no seio do capitalismo mundial, a América.

São todos livros que refletem o que G. K. Chesterton definiu sobre revoluções, em seu imperdível texto O Vento e as Árvores:

Você não pode ver o vento; pode apenas ver que há vento. Assim, também, não se pode ver uma revolução; pode-se apenas ver que há uma revolução. E nunca houve na história do mundo uma revolução real, brutalmente ativa e decisiva, que não fosse precedida por inquietude e novos dogmas no reino das coisas invisíveis. Todas as revoluções começaram sendo abstratas. A maioria começou de forma pedantemente abstrata.

Assim, a primeira e maior característica de uma sociedade de controle é uma diferença fundamental do autoritarismo típico, praticamente o seu oposto: não se trata da potestas, a força física do Estado, agindo por capricho.

Trata-se de uma sociedade que, graças a uma abstração – como a “paz” (nunca bem definida), a “igualdade”, a “fraternidade” ou o que for -, não permite que as pessoas façam o que queiram, pensem livremente sem interferência (ainda que pensem errado), acreditem no que quiserem, digam qualquer coisa, mesmo a maior bobagem, ajam como quiserem ou trabalhem e criem a riqueza que desejem, desde que sem interferir no terreno do próximo – a “busca da felicidade” das leis americanas, sua incrível noção de fronteira completamente alienígena ao Brasil.

Um ordenamento destes não surge do capricho, de um estado de sítio, de uma crise ou de um ato institucional, embora possa deles tirar vantagem: a nova ordem surge de como alguém imagina que seja uma sociedade perfeita. É uma espécie de tirania das boas intenções.

Age_of_Empires_Rise_of_RomeÉ como alguém jogando Sim City ou Age of Empires: tudo é bom se a sociedade inteira age em harmonia, como se todos se amassem, como se ninguém discordasse de ninguém, como se todos finalmente tivessem atingido um pensamento único, como se houvesse um único plano para todas as pessoas seguirem, e não vontades individuais contrárias ao que deseja o jogador que clica nos bonequinhos e lhes ordena que façam X ou Y. É mesmo uma sociedade esteticamente agradável (a harmonia e a uniformidade é conceito basilar da estética, da música aos desfiles militares), mas desde que você seja o jogador – e não uma das pessoinhas na cidade virtual que lhe obedecem sempre de bom grado, inclusive a matar e morrer em nome de seu plano.

Se em jogos de estratégia tal se dá pelo objetivo do jogador, na realidade o efeito se dá pela abstração – desde pelo menos a Revolução Francesa, não se quer mais deixar as pessoas serem livres, e sim que sigam algum plano do Estado, baseado desde em ideais (não-reais) como liberté, égalité, fraternité até algo como “nova matriz econômica” ou “ideologia de gênero” e “família não-tradicional”.

Assim, podemos começar a responder à pergunta: quem defende uma sociedade de controle: Jean Wyllys ou Jair Bolsonaro?

Numa sociedade livre, não teremos uniformidade. Podemos ter leves tentativas de convencimento, e sobretudo leis baseadas em um ideal comum (religioso e transcendente, ou as tentativas de “Estado laico”, que dependem sempre da mesma matriz religiosa, nunca tendo florescido em outra), mas não uma uniformidade completa de idéias. Eu serei católico, meu vizinho será umbandista, meu primo votará nos socialistas, meu cachorro vai torcer pro XV de Piracicaba.

marxist marchOs projetos de lei apresentados ou defendidos por um deputado galeroso, tão esquematicamente universitário de Humanas como Jean Wyllys vão na direção oposta: querem criminalizar opiniões divergentes da sua, não sendo autoritário, mas buscando controle, sobretudo através de eufemismos (algo tão estudado por George Orwell): são leis “anti-homofobia” (considerando “homofobia” até mesmo a recusa de padres a celebrar o casamento católico de dois gays), são leis promovendo “ideologia de gênero”, são projetos como o kit gay, a legalização do aborto.

Para disfarçar seu vezo pelo controle (tão baseado em totalitários controladores como Marcuse ou Gramsci, cuja “filosofia” Wyllys descreve em entrevista à revista Brasileiros), chama cicladianamente seus adversários justamente de “fascistas” (depois de “homofobia”, a palavra mais usada pelo ex-BBB), definindo como fascista quem discorda de sua sociedade de controle.

De fato, discordar dos planos de Jean Wyllys pode render ser alvo de CPIs infundadas ou de uso do Estado para ser calado – fora a defesa do “controle social da mídia” ou do “marco civil da internet”, que falam por si.

Jair Bolsonaro and family, ao contrário do senso comum que costuma ser trabalhado pela imprensa, Academia e classe falante, não tem registro histórico de processos contra discordantes, não usa o Estado para perseguir opositores (mesmo Maria do Rosário, que lhe caluniou chamando-lhe de “estuprador”, demorou 11 anos para receber uma resposta mal-educada, que é absurdamente menos do que o processo que poderia ter sofrido), não defende “controles” da imprensa ou da internet para que elas só publiquem o que lhe for favorável. Ainda assim, é chamado de “defensor da ditadura” – justamente pela imprensa livre de seus caprichos.

16_PHG_PSOL_protestoNuma sociedade livre, as pessoas trabalham com o que querem, produzem a riqueza conforme seus próprios desígnios, podem guardar os frutos de seu trabalho para si. Numa sociedade de controle, a riqueza e o trabalho são definidos pelo Estado: é o plano geral do Estado que define se você será guardador de bibliotecas ou jogador de xadrez, e você só deve ter como riqueza “particular” (conceito que sempre pode ser revisto) o que for a riqueza nacional, dividida por cada um dos súditos (membros do Partido à parte). Se seu vizinho não estudou engenharia mecatrônica como você, preferindo beber ou ficar à toa, você deverá ganhar o mesmo que ele, em nome do ideal abstrato “igualdade”. Caso você cometa um crime, incluindo assassinato, está abonado, desde que seja em nome da dita “igualdade”.

Jean Wyllys faz parte do Partido Socialismo e Liberdade (sic). Jair Bolsonaro é defensor do capitalismo. Qual defende uma sociedade livre, qual defende uma sociedade de controle?

Wyllys defende “correções” numa desigualdade criada ad hoc para servir de mote para adolescentes. Como, por exemplo, a “desigualdade” de ganhos entre homens e mulheres (como se houvesse tal desigualdade entre homens e mulheres no mesmo cargo). Socialista, quer que um jovem que está com seu primeiro emprego de empacotador tenha o mesmo salário de um pesquisador que cure o câncer. Bolsonaro prefere que o desejo das pessoas (que formam a abstração “o mercado”) determine os ganhos. Quem defende o controle, quem defende a liberdade?

Numa sociedade livre, as pessoas são livres justamente para estarem erradas. As pessoas podem dizer o que quiserem, mesmo que isso desagrade a alguém. A única coisa proibida numa sociedade livre é a agressão e a tentativa de tomar o que é do outro à força ou por trapaça – por isto os códigos penais e civis.

Bolsonaro diz coisas desagradáveis, justamente por dizer o que pensa. Sem meias-palavras, não se submete aos ditames do politicamente correto, um código não-escrito de como se deve falar, para não ofender hipersensibilidades alheias. É alguém que nem seus mais ferrenhos opositores podem acusar de esconder suas intenções sob palavras edulcoradas.

Jean Wyllys não quer desagradar a ninguém, e prefere códigos de fala (sempre considerando “fascista” quem foge a ele) em que sexo homossexual seja “relação homoafetiva”, em que “família” seja algo definido por ele ou membros de um DCE que mal sabem pagar as contas de uma república estudantil, em que qualquer religião que não aceite o homossexualismo (seu tema único) seja considerada “fundamentalismo” (exceto, é claro, o islamismo).

Qual defende o controle, a tentativa de pensamento único, a força do Estado para criar consensos, e qual deixa que as pessoas sejam livres para o que quiserem dizer, sem uniformidade, sem um plano abstrato geral anterior à liberdade?

bolsonaroJair Bolsonaro pode ser acusado de muitas coisas: grosso, incorreto, bruto, impolido – e vários outros sinônimos para quem fala sem se importar se vai pegar mal para alguém ou não. Jean Wyllys, ao contrário, além de extremamente controlador, totalitário, socialista e “regulador”, é um completo analfabeto político: chama todos os seus discordantes de “fascista”, mas é ignorante demais para saber que o fascismo é, justamente, o controle da população para um pensamento único, para não ofender as “minorias”, para que todos ganhem o mesmo controlando o mercado, para “causas sociais” que tanto atraem jovens que pouco sabem sobre o funcionamento da vida e os mecanismos entre as intenções e os resultados.

O Brasil, com seus “planos governamentais”, seu MEC, seu SUS, sua carga tributária de mais de 40%, sua economia controlada, seu marco civil, seu controle social da mídia, sua publicidade estatal, sua CUT, seu MST, sua UNE, seus programas sociais, sua legislação trabalhista, sua burocracia, sua politização absoluta da vida, é uma sociedade de controle.

O Brasil, afinal, não é um país com o padrão de vida da Suíça, do Canadá, da Austrália, de Israel, da Grã-Bretanha, da Alemanha, da Áustria ou do Japão por não ser uma sociedade livre. É, pelo contrário, um país em que vicejam bem criaturas como Jean Wyllys – de fato, é sua casa.

Países livres não são uniformes, não são “igualitários”, não são controladores e “regulamentadores”. Por conseguinte, ser “pobre” num país livre significa ter muito mais (fora a própria cultura local) do que ser “classe média” num país como o Brasil.

Nossos jovens, que sempre se acham anti-autoridade, como bem lembra Hugh Laurie, raramente o são. São os “idealistas” que mais querem controlar tudo – sobretudo, subverter o que acham que é errado, pela pressa juvenil de querer tudo em mãos, com um atalho entre seu desejo e sua consecução – o que gera a crise do Brasil atual.

A mentalidade infantilóide é o que causa o Estado de controle – o Estado de Jean Wyllys. Como bem diz Ann Coulter (também xingada de todos os nomes pelos “progressistas” de plantão), quando esquerdistas gostam de algo, eles subsidiam. Quando não gostam, proíbem. Parece mais Jean Wyllys ou Jair Bolsonaro?

Enquanto alguns hipersensíveis reclamam das palavras desabridas de Bolsonaro sobre gays ou o que for, não se tocam que, quanto mais comentamos sobre o linguajar de Bolsonaro, mais nós temos controle sobre ele – enquanto Jean Wyllys, pautando tais cabecinhas, mais nos controla.

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  • Epaminondas

    Bolsonaro e Wyllys são estatistas de mesmas raízes. Só se opõem no campo moral. O texto destaca muito o perfil do Wyllys (o que é meio redundante para quem o frequenta este site) mas não ilumina sobre o que Bolsonaro pensa sobre livre mercado. Ou qualquer coisa sobre economia.

    Bem verdade, é mais difícil achar uma manifestação econômica do Bolsonaro pela internet do que uma foto da Sylvia Saint vestida.

    Alguém perguntou a Bolsonaro sobre privatização do Banco do Brasil? Sobre a discrepância das aposentadorias do funcionarismo público? Sobre reduzir o tamanho do estado, uma ideia abstrata e rasa que políticos defendem assim como genericamente dizem que educação é a chave do futuro?

    Eu me sentiria completamente perdido em ter que escolher entre Wyllys e Bolsonaro. “Defesa da família”, é justamente pensando em minha família que me faz ter asco de ambos.

  • Alexsandro Costa

    O texto começou lamentável, depois melhorou um pouco, ficou lamentável de novo e depois foi ladeira abaixo com força!

    • cleiton souza

      pq? você poderia argumentar sobre ou só está comentando pra chamar atenção?

  • Layla

    Ótimo texto

  • Miranda

    Meus parabéns pelo artigo. Um dos melhores que li aqui no site até agora. E ainda tem gente, acredito eu que por problemas cognitivos, ainda não entenderam que você quis dizer. Talvez porque já tenham sido contaminados pelas falácias da esquerda, que utilizam-se de seus mantras para controlar os menos favorecidos de cérebro. Como diz o ditado: “pior cego é aquele que não quer ver”.

  • “Jair Bolsonaro é defensor do capitalismo.”

    De uns anos pra cá, Bolsonaro tem fingido que é “defensor do capitalismo”. Posta foto com livro do Mises e da Ayn Rand, fala que apoia “livre-mercado”, e isso fez com que vários acreditassem que “ele mudou.” No entanto, nota-se que sua defesa do tal capitalismo é confusa. Na insistência em defendê-lo, alguns dizem que ele defende o “liberalismo econômico”, o que não é verdade. Em entrevistas bem recentes, inclusive para o canal do Nando Moura, no Youtube, o deputado disse que adotaria medidas protecionistas para o mercado de bananas, e disse o mesmo em entrevista já linkada anteriormente.

  • Na moral? O brasileiro prefere uma sociedade de controle, no doubt. Ele pode até não preferir uma sociedade de controle à esquerda, mas que quer algum tipo de sociedade de controle, isso quer.

  • Gastao

    Entre Jean Wyllis e Bolsonaro, claro que fico com quem defende a família. Ridículo quem votou em um BBB.

  • Essa dicotomia de vocês entre e é muito fajuta. Ignoram o fato de que a sociedade atual foi fundamentada totalmente em estruturas de dominação orientadas para a proteção e expansão dos interesses da classe dominante.

    “Se seu vizinho não estudou engenharia mecatrônica como você, preferindo beber ou ficar à toa, você deverá ganhar o mesmo que ele, em nome do ideal abstrato “igualdade”.”

    Certo, então o playboy que tem de regalias por nascer em berço de ouro não tem vantagens enormes sobre uma pessoa que já nasce em condições sociais miseráveis? Que as desproporções entre capital social, econômico, cultural e simbólico de ambos não influencia em nada? Que um filhinho não tem todo um plano de estudos e de carreira definidos pelo papai, não circulam os meios sociais e nem dispõe de uma rede de contatos que favorece a inserção deles em cargos privilegiados por indicação e troca de favores? Não já nascem em famílias que já possuem tradição e influência política, além de dominação territorial? Não estão protegidos por uma bolha econômica de todas as mazelas que o sistema produz? Enquanto os favelados são empurrados aos bolos para o mercado de mão de obra operacional desde cedo para ajudar em casa, sem ter tempo de pensar na sua formação diante da urgência das necessidades, né? Muito fácil falar liberdade e meritocracia assim…

    • Flavio Morgenstern

      Se você quer se proteger, então devo presumir que sua sociedade é “fundamentada totalmente em estruturas de dominação orientadas para a proteção e expansão dos interesses da classe dominante”, no caso, a sua. Então, por que defendê-lo? Como diz Joseph Sobran, só é possível obter igualdade econômica através de uma extrema desigualdade de poder politico. Aliás, até marxistas como E. P. Thompson já sabem que essa patacoada de “classe” não existe, podemos chegar ao século XX para, algum dia, tentar chegar ao século XXI? Já entendemos que você prefere uma sociedade de controle – e que você quer ser um controlador.

  • Ricardo

    A democracia perfeita do Wyllys seria mandar para paredão que discorda dele.Mas para nossa sorte ele não tem poder e popularidade para isso,foi eleito pela primeira vez puxado pelo Chico Alencar.

  • Thiago Teixeira

    “… ouvidos sensíveis …” ???????? Só quem é negro, pobre, de esquerda entende as agressões de vosso herói Bolsonaro, o homem que diz o que todo fascista enrustido desejaria dizer as “minorias”. Pimenta no c… dos outros é refresco.

  • Ricardo

    Douglas, popularidade não é argumento, políticos populistas sempre usam isso, seja do Lula até o Trump. Esse último pode ser autêntico e falar o que quer na cara, mas a campanha dele já espalhou inúmeras mentiras ao longo desse ano, sociais, econômicas, etc, e acho difícil ele não saber disso, provável que continua falando essas coisas pra ganhar apoio do eleitorado do partido.

  • Fernando

    Somos um país com 500 anos, explorado desde seus primórdios, e até os dias atuais, somos explorados por medidas economicas globais…
    Afinal, quem disse que devemos pagar a Divida Externa? Pense bem, o que devemos a eles? Nunca pegamos nada emprestado…. Já nao levaram todos os nossos recursos naturais? O valioso Pau Brasil, o nosso ouro, prata, niobio, uranio? São eles que deveriam no pagar com juros e correção monetária…. Assassinaram dezenas de milhares de povos indígenas durante este longo tempo…….. Enquanto no Brasil se criou uma sociedade de exploração,nos EUA, se criou uma sociedade de colonização, e essa diferença é o que fez dois países descobertos simultaneamente serem tão diferentes…
    Os países desenvolvidos nos exploram há centenas de anos, dizendo que devemos a eles… Todo mês , pagamos 40% de imposto, e quase metade disso vai para pagar juros da divida…. Apenas juros eu disse.
    Agora me diga, quando alguém que defende o mercado irá questionar essa divida? Nunca…. Apenas partidos realmente de esquerda defendem uma auditoria desta divida…. Essa é a revolução que o Brasil precisa passar…. A revolução do povo brasileiro, contra as imposições do mercado global….

    Países como a Grécia e a Espanha estão afundados em crises economicas sérias, e lá já se toma um ar de revolução popular. Só não ocorreu ainda pois esses movimentos sao execratados pela mídia, que é globalmente voltada a atender as opiniões do mercado…
    Só ver o noticiario no Brasil… o governo é de esquerda pra midia… mesmo sendo de centro direita, com privatizações e juros elevados….

    • paulo

      Essa estória de auditoria da dívida,para mim,não passa de uma grande bobagem….assim como reclamar dos seus juros e dos lucros dos bancos…banqueiro nenhum coloca arma na cara do presidente o obrigando a pegar dinheiro emprestado,mas se pegar tem que pagar o que ele pede….o que se deve condenar é o governo que gasta mais do que arrecada e vive pedindo cada vez mais dinheiro emprestado(veja os títulos do tesouro a 14,15 por cento) e não consegue se controlar….é duro ver um governo que não sabe fazer o que qualquer pai ou mãe de família,por mais humilde e simples que sejam,fazem: gastar menos do que ganha,poupar quando puder,cortar gastos e pagar suas contas….

  • Ricardo

    Os dois parecem cara e coroa, se merecem totalmente. Mas não dá pra passar a mão na cabeça do Bolsonaro também, sendo uma pessoa ultra-nacionalista, que defende tortura e absolvição de torturadores assassinos do Carandiru e promove discursos de ódio como pessoa pública, completo Trump tupiniquim que seria dado como idiota em países liberalmente sociais como os que você citou.

    • Douglas

      Dado por idiota por quem? O Trump tem o apoio de uma parcela significativa da população americana e de fato dá voz e expressão aos sentimentos e pensamentos (politicamente incorretos, mas completamente autênticos) do americano médio. Só quem o toma por idiota é o establishment, a mesma classe poderosa que aqui ou em qualquer lugar quer controlar a tudo e todos com seu pensamento moderado, seu cosmopolitismo autocastrante, seu desprezo por tudo o que o povo valoriza, etc. etc. etc.

      O mesmo ocorre no Brasil. O proletariado ama o Bolsonaro. O cidadão médio pensa exatamente como ele. Quem o odeia são os intelectuais, os jornalistas, os políticos e toda a gente bela e limpinha que formam nossa aristocracia decadente.

    • Pablo Dias

      Comparar Bolsonaro com Trump é uma piada.
      Bolsonaro é estatista até a veia. Trabalhou como militar a vida toda e depois foi para política. Bolsonaro nunca produziu nada de útil e sempre foi sustentado pelos cofres públicos.
      Donald Trump por outro lado é um homem de negócios. Nunca precisou de dinheiro público. Produziu de fato, gerou e ainda gera milhões de empregos.
      É completamente diferente.

  • Eu

    Uma pergunta: é cicladianamente ou circadianamente?

    • Flavio Morgenstern

      Circa. Mas adoro esse neologismo. 🙂

  • Só discordo de uma coisa. O deputado Jean Wyllys é sim autoritário em todos os sentidos da palavra.

    • Thiago Teixeira

      Autoritário???????? Defender a minoria, os 4Ps (pobre, petista, preto e puta), religiões africanas, homossexuais é ser autoritário? E quem comete racismo, machismo, homofobia, intolerância religiosa é o quê? Democrático?

      • Nanda

        Hahaha
        Minorias? Esses 4ps estão muito chulos. Bah. Fico até com vergonha quando dizem que mulheres fazem parte das minorias. Nossa, quanta burrice. Junta essas tais minorias que dá 90% dos brasileiros. Não sei o que é minoria então. Hahaha

  • Carlo Manfredini

    Flavio antes mesmo de ler o excelente texto, já respondi um tanto que instintivamente sua indagação: depende daquilo que você pensa como liberdade, ou seja, seu conceito, que pode tanto ser uma ideologia em que acredita que sua liberdade de expressão é a coisa mais importante, mesmo que a mesma se aplique ditatorialmente aos demais (minorias), ou aquela que enxerga no “indivíduo” a real simbologia da “anima”, que quer se expressar e crescer de acordo com suas inclinações. Bingo! O que aprecio no Jair Bolsonaro, é que ele com sua rudeza e clareza incomuns, torna-se um duplo tapa na cara da hipócrita e politicamente correta esquerda. O primeiro tapa, é não vergar-se ao poderio econômico e ideológico deles, e o segundo é falar e fazer justamente o que eles menos gostam de ouvir… na verdade ele nos possibilita vê-los “Por Trás da Máscara”, com todas os suas imposições e padronizações fascistas. Seus argumentos precisos Flavio corroboraram com esta certeza e fico feliz em ver um intelectual de seu calibre enxergando o óbvio porém não tão simples, em que a maioria ainda não consegue ver.

  • Paulo Renan França

    Vem livro novo por aí? Se depender das postagens, dá pra lançar outro em breve.

  • Carlos Renato

    Mais uma vez se superando com seus belos textos Flávio.

  • Amadeus

    Ótimo texto, uma pena que ele é demasiadamente comprido justamente para aqueles que deveriam lê-lo, mas creio ser impossível simplificar a verdade. Teremos que esperar a vida flagelar estas pessoas com a realidade, alguns anos de provações irão acontecer em breve, espero que seja o suficiente para remover a catarata infantil dos guerreiros dos pobres e oprimidos.

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