A esquerda foi de "a religião ópio do povo" a "refugees welcome". Por que ateus hedonistas defendem muçulmanos, a religião mais controladora?

Guten Morgen, Brasilien! Nesse episódio de nosso podcast, analisaremos os aspectos políticos, ideológicos, mas mais do que tudo, filosóficos, metafísicos, histórico, culturais e religiosos de uma união que confunde o mundo: da esquerda atéia, pós-marxista e positivista, e da religião monoteísta mais fechada do planeta, o islamismo. Afinal, por que a esquerda adora muçulmanos?

De “religião é o ópio do povo” ao “refugees welcome”, a visão da esquerda sobre religião, sobretudo a mais fundamentalista e intolerante de todas, foi mudando da água para o vinho. Mas sem o milagre de Jesus Cristo: trata-se apenas de aceitar qualquer religião e modelo de sociedade como “válido”, que merece “respeito”, exceto aquele único no qual se está inserido, e que permite a liberdade secular de inventar idéias como o multiculturalismo: a sociedade judaico-cristã.

Mas será que a aplicação da dicotomia explorador-explorado ao contexto geopolítico, que tornaria os islâmicos, quanto mais fanáticos, mais coitadinhos e mais merecedores do nosso beneplácito, é suficiente para explicar os laços atuais entre esquerda e os muçulmanos?

Nesse episódio, retomaremos alguns temas que já pincelamos aqui no Guten Morgen, como a questão da soberania de Israel, o país mais atacado pelo Ocidente e o primeiro a ter uma religião revelada, ou a noção de um Deus que é Verbo e encarnou, em contraposição a um Deus que é pura potência e vontade. E como enxergar, pela luta de classes como motor da história, as invasões islâmicas na Europa, como na Península Ibérica, nos Portões de Viena ou na Romênia de Vlad Tepes?

Há, na verdade, diversas questões filosóficas e metafísicas, um conflito de mentalidades que o Ocidente não consegue explicar sozinho, apenas trabalhando seus conceitos de laicidade e secularismo – que, por sinal, derivam tão somente de uma religião específica, em claro conflito justamente com o islamismo. Será que ninguém nota a insuficiência de tentar explicar o fenômeno global do momento apenas com termos como “terrorismo”, “religião da paz” ou “refugiados”?

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela ProdutoraGuten Morgen, Brasilien!

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  • marcelo CB
  • Parabéns! Informação com aula de história e literatura. Uma das melhores coisas que circulam na rede, agradeço a quem fez um comentário que me trouxe até aqui.

  • Homci/Jornalista

    Parabéns pelas colocações, pelas idéias e pelos conceitos sob analise com conteúdo lúcidos abrangendo divergências com a esquerda radical que hoje em dia assola o mundo de forma nunca antes visto. A pergunta procede: Pra onde caminha a humanidade?
    Z. Honci
    Jornalista/Editor (Atualmente “Vias&Rodovias”)/Escritor (Livro “ponto de Vista, A Vida na Terra”) músico, compositor. Blueseiro…

  • Marcos, não sei nem o que dizer do seu comentário. Passei a todos aqui no site e ficamo todos muito honrados! A grande verdade é que queremos apresentar idéias contra a corrente, causar o choque e a curiosidade, e então introduzir conceitos novos para as pessoas pensarem, que possam traduzir uma nova realidade. Folgo muito em saber que conseguimos realizar nosso objetivo!
    São mensagens como a sua que fazem todo esse trabalho valer a pena. Espero que continuemos fazendo por merecer!

    Grande abraço!

  • Priscila Lundin

    Flávio, teria como fazer uma relação de alguns dos livros e dos arquivos que tu cita no podcast? Alguns até pego, mas outros que fico pra procurar depois sempre acabo esquecendo. Muito bom o podcast –
    acompanho desde o primeiro. Abraço!

  • Rodrigo

    Já ouviu falar em fratricídio? Pois é… Presentinho dos seus heróis otomanos.

  • Danilo Iuri

    Roma foi fundada por dois filhos da puta! Kkkkkkkk

  • philip haag
  • Eduardo Leon

    Que Felipe?

    Edit – Tá, escutei mais e descobri. Minha ansiedade me venceu ahahah.

  • Evandne, este é o problema de atribuir um conceito moderno (e positivista) a algo bem mais complicado (e profundo) do que nosso vão positivismo. Por isso separei história de historiografia. Chega a ser engraçado você tentar ver o “erro histórico” do povo vagando no deserto, sendo que o tema do mito é justamente a impossibilidade de eles chegarem a seu destino normalmente. Seria como reclamar que Odisseu também leva 10 anos para fazer um percurso que poderia fazer em uma semana. Viu como fica ridículo? É bom entender a mentalidade que gera a narrativa de uma época sem iPhone, senão deixaremos os antigos com a sabedoria incompleta deles, e ficaremos sem nenhuma, mas de iPhone na mão.

  • Henrique Contreras

    Acho que o faraó do Êxodo não era Ramsés
    http://www.respondi.com.br/2008/04/quem-foi-o-farao-do-exodo.html

  • Raimundo Lulo

    verdade que seu vice é cearense?

    • Nicoláz Pauduro 8=====D

      é, claro que é

  • Raimundo Lulo

    o vice muçulmano do Maduro é Cearense, procede?

  • Ricardo odeiomundo

    tudo lindo… mas oque é que faz mais sentido de tudo é o fato de os frustrados sexualmente irem pra esquerda, e se encontrarem no islan… faz todo sentido. é só ver oque fazem com os jovens nas faculdades federais hoje em dia. Nenhuma menina que vira feminista melhora, elas sempre ficam mais feias. Nenhum muleque fica mais bonito ou pegador, ele fica gay, fica sensivel e fraco.

  • Não há uma ordem. Um texto vai chamando o outro.

  • m/

  • Obrigadíssimo, João!

  • Dream Theater – Home.

    • Leonardo José Consoni

      Obrigado pela informação e pelo trabalho

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