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Guten Morgen 78: Política, cultura e teatro no Brasil – com Roberto Alvim

Um dos maiores diretores de teatro da história do Brasil, Roberto Alvim fala sobre a perseguição que sofreu por admitir o voto em Bolsonaro. Ouça em nosso podcast

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Guten Morgen, Brasilien! Já que sempre queremos falar de alta (e média e baixa…) cultura, convidamos ninguém menos do que o grande diretor de teatro Roberto Alvim, hoje (e bem hoje) na mira da grande mídia por, além de ser o maior diretor de teatro do Brasil, ter sua carreira completamente destruída pelo terrível, imperdoável e inafiançável crime de… admitir que votou em Bolsonaro.

Mesmo sendo um diretor de longa carreira, prestigiado, elogiado, premiado e tendo trabalhado com a nata dos melhores atores do país, Roberto Alvim teve sua vida profissional destroçada do dia para a noite quando “saiu do armário” e admitiu não ter mais a típica, mofada e pedestre visão de esquerda que é hegemônica e inquestionada no meio artístico brasileiro.

Suas peças foram canceladas no Sesc. Atores que trabalharam com Roberto Alvim por mais de uma década não mais falavam com ele. Seus alunos sofreram pressão para cancelar suas matrículas. Por fim, o Club Noir, o teatro que tocava com sua mulher, a excelente atriz Juliana Galdino, a melhor atriz da atual geração, dando aulas e oferecendo peças de repertório clássico a baixo custo, teve de fechar as portas.

E o repertório é clássico mesmo: Roberto Alvim é um dos raros diretores em atividade no Brasil que levava ao palco os clássicos da Grécia antiga (!), como Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes, além de Racine, Shakespeare, Ibsen, Molière e os grandes nomes da modernidade.

Para esta conversa mais do que especial, tão agradada por nossos ouvintes que tanto queriam ter o gosto de literatura (e teatro, e drama, e tragédia e comédia) e alta cultura no Guten Morgen, nos aproveitamos da polêmica recente com o nome de Roberto Alvim na grande mídia para falar de política, mas sobretudo teatro e cultura no Brasil.

Afinal, como é possível adquirir alguma cultura clássica e inteligência nesse país? E é possível trabalhar com grandes idéias, ou dependeremos de verbas do Estado e deixaremos todo o terreno da cultura, inclusive da alta cultura, nas mãos da esquerda?

Nosso sub-editor Carlos de Freitas também se juntou à conversa, que acabou sendo uma das mais divertidas (e instrutivas) do Guten Morgen. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com imagens de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!


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