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jornalismo geriátrico

Por que Mario Sérgio Conti não está preso por pedir golpe militar?

Quando deputados (com imunidade parlamentar!) como Daniel Silveira usam AI-5 como METÁFORA, são presos com "mandado de prisão em flagrante". Por que a Folha pode?

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mariosergioconti.banan

Mario Sergio Conti talvez seja o maior exemplo do tipo de persona que atulha a imprensa profissional brasileira. O craque da precisão jornalística – que, entre outros sucessos, entrevistou um sósia do Felipão achando estar falando com o próprio técnico – sugeriu à “nata militar”, em sua coluna no jornal de ultra extrema esquerda, um golpe para derrubar Bolsonaro.

Dinâmico, ousado, mais vibrante do que uma partida de golfe entre herdeiros de empreiteiras, o jornalista profissional se mostra em sua coluna um mestre da incoerência e zelo pela inteligência alheia. 

Ao comentar sobre o nazismo, Conti escreve:

“A Alemanha de 1941 e o Brasil de 2021 não têm coisa alguma em comum. Hitler e Bolsonaro são animais heteróclitos, por mais que o capitão ame o cabo [o cabo, segundo Conti sugere, seria Hitler (wtf?)]. Toda analogia histórica tende à tolice, em suma. Mas quando o livro é bom, aprende-se muito com o nazismo.”

Logo em seguida, faz uma extensa exortação para que militares brasileiros sigam o exemplo dos que se opuseram a Hitler (não reler o próprio texto dá nisso). É a coerência de um grão de café descartado. 

Conti claramente sugere um golpe militar. O Brasil das elites idiotizadas em que Conti deve ter se formado é facilmente descrito por Millôr. No caso, a velha máxima: “democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”.

Obviamente, Conti não será enquadrado na Lei de Segurança Nacional ao propor esse ataque ao Executivo. A Folha, aliás, é quem pede por censura e punição contra adversários políticos. A prisão de jornalistas e políticos é exaltada pelo jornal. 

O colunista diz que toda analogia histórica tende a tolice. Acho que descreveu bem a si mesmo. 

mario conti

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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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