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Em fevereiro de 2020, Folha disse que lockdown não teria efeito

Jornalismo “científico” dizia que Bolsonaro queria decretar estado de emergência “sem apresentar provas”. Hoje, chamam Bolsonaro de “genocida” por ser “omisso”

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Em fevereiro de 2020, Folha disse que lockdown não teria efeito

O jornalismo sempre deu provas de ser uma atividade feita pelos tipos menos capazes da humanidade. Gente que, não tendo talento suficiente para segurar um garfo, enrolar linhas, separar caixas, carregar sacos e, sobretudo, escrever um mísero parágrafo decente, encontrou na arte da futrica e da distorção da realidade uma ocupação rentável.

Para a tragédia do mundo, no último século, repleto de assunto, o jornalista foi elevado à categoria de guardião e vigia da sociedade. Tal acontecimento é central para o estado atual de nosso planeta. Os tipos mais birrentos, dotados de um enorme poder, passaram a ditar os rumos de países até então civilizados de acordo com seus humores.

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No caso dos países que não completaram o ciclo civilizacional, o caso é mais grave. Basta ver o modo como nossa mídia acompanhou os rumos da pandemia do vírus chinês. Pré-civilizados, fizeram das mortes palanque político contra o presidente que ousou esvaziar-lhes os bolsos.

No começo de 2020, o governo de Jair Bolsonaro já estava se antecipando ao coronavírus, segundo matérias do Estadão e da Folha. Enquanto São Paulo se preparava para mais um Carnaval sob a gestão Doria/Covas, Brasília já vinha se preocupando com o avanço da doença.

Naquele momento, o governo federal discutia a repatriação de brasileiros que estavam na China. Entre as medidas a serem tomadas, o Palácio do Planalto exigia rapidez do Congresso para aprovar uma Medida Provisória que permitisse a obrigatoriedade dos repatriados a cumprirem quarentena sanitária.

Ainda não se falava a sério sobre “lockdown” mas, no afã de criticar o governo, a Folha de S.Paulo entrevistou um infectologista da USP, que se mostrou contrário ao isolamento de “grandes populações.” A reportagem foi publicada em 3 de fevereiro de 2020. Se Jair Bolsonaro fosse um ferrenho defensor do trancamento generalizado da população, este seria um dos especialistas mais ouvido pela grande imprensa, no lugar de Átila Iamarino e sua turma.

Pouco mais de um ano depois, a mídia em peso culpa o presidente por não ter tomado medidas com antecedência contra a pandemia. Mais um prêmio para a nossa mídia jeca, sempre ávida na busca da sua verdade.

Colaborou: Leonardo Trielli


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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