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Criminalização do pensamento

“Universidade é fábrica de justiceiro social”, diz professor de Portland ao se demitir

Professor da Universidade Estadual de Portland afirma que instituição sacrifica ideias por ideologia e descreve assédio e ameaças vindas de alunos e colegas

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"Universidade é fábrica de justiceiro social", diz professor de Portland ao se demitir

Um professor da Universidade Estadual de Portland publicou uma carta aberta com pedido de demissão após sofrer anos de perseguição ideológica por alunos e colegas da instituição.

A carta de Peter Boghossian (foto), professor assistente de Filosofia, foi publicada, na quarta-feira (8), no blog da jornalista Bari Weiss, que sofreu assédio parecido quando trabalhava na redação do jornal The New York Times. Weiss pediu demissão do jornal em julho de 2020.

A carta traz uma descrição perturbadora do que se tornou a Universidade Estadual de Portland nos últimos anos. O professor acusa a administração da universidade de ser promotora de um ambiente que impede o livre pensar.

“Eu nunca acreditei – nem acredito agora – que o propósito do ensino seja levar meus alunos a uma conclusão específica”, escreveu Boghossian. “Em vez disso, procurei criar as condições para uma rigorosa forma de pensar; para ajudá-los a obter as ferramentas para que eles tirem suas próprias conclusões. É por isso que me tornei professor e adoro lecionar.”

Entretanto, argumenta o professor, a Universidade Estadual de Portland – instituição pública – tornou a “exploração intelectual impossível” e se transformou em uma “fábrica de justiça social” com foco principal em raça, vitimização e gênero.

“Os alunos da Universidade Estadual de Portland não estão sendo ensinados a pensar. Em vez disso, eles estão sendo treinados para mimetizar as certezas morais de ideólogos”, diz a carta.

“O corpo docente e os administradores abdicaram da missão pela busca da verdade e, em vez disso, pregam intolerância às crenças e opiniões divergentes”, acrescentou Boghossian. “Isso criou uma cultura em que os alunos têm medo de falar aberta e honestamente.”

Boghossian disse que, ao longo do tempo, ele enfrentou retaliações por se manifestar contra as narrativas da academia sobre raça, gênero e justiça social.

“Para mim, os anos que se seguiram foram marcados por assédio contínuo. Eu vi panfletos em torno do campus trazendo minha imagem com um nariz de Pinóquio. Recebi ameaças e até cusparadas enquanto caminhava para a aula. Fui informado por alunos que meus colegas estavam dizendo a eles para evitar minhas aulas”, escreveu ele.

O professor acrescentou: “E, claro, fui submetido a investigações. Eu gostaria de poder dizer que o que estou descrevendo não teve um impacto pessoal. Mas custou exatamente o preço que pretendia: uma vida profissional cada vez mais insuportável, sem a proteção da estabilidade do cargo [de professor titular].”

Anos atrás, Boghossian ganhou as manchetes quando ele e dois outros autores tiveram falsos estudos sobre raça, gênero, sexualidade e cultura aprovados em publicações  acadêmicas. Embora soubessem que não havia embasamento em suas pesquisas, os autores provaram o ponto que queriam: os papers seriam publicados apenas porque favoreceram a narrativa corrente da cultura woke.

Com informações de The Epoch Times


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Assuntos:
Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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