Queermuseu do Santander. Cura gay. Por que a política largou a economia, o modelo de Estado e a corrupção e só fala de ideologia de gênero?

Guten Morgen, Brasilien! É com longo atraso que retomamos nosso podcast, mas agora voltando ao ritmo esperado… esperamos! E temos muito a comentar em temas correlatos nessas semanas: exposição com pedofilia no Queermuseu do Santander, a suposta “cura gay” e eternas polêmicas trazendo a sexualidade para a tônica do debate político. Todas seguem a linha da ideologia de gênero, com acalorados “debates” falando em ciência seguindo sempre os mesmos clichês.

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Mas será que estamos mesmo usando algum método científico em nossas discussões sobre as polêmicas que nos vendem? Aliás, antes mesmo de falar em ciência, será que estas polêmicas são mesmo assuntos preocupantes, interessantes, minimamente importantes?

São todos problemas irreais, de gente hiper protegida, com abrigo, comida e discutindo formas de lazer. E usando palavras usadas por cientistas, sem fazer a menor idéia do que a ciência é, sobretudo no misterioso, capiloso e tenebroso reino da sexualidade.

É nestas horas que a ideologia de gênero chega com tudo: com vocabulário pomposo, mas sem método algum, quer por que quer transformar tudo em propaganda pró-gay. Não se trata apenas de aceitar, respeitar ou mesmo defender: o que não fizer propaganda é considerado preconceituoso.

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Ninguém percebe que o debate racional – “científico” – não lida com um conceito restritivo como “preconceito”, e precisa ser feito sem preocupações com hipersensibilidades. Muito menos com o controle político que querem pessoas absolutamente confusas como a líder máxima feminista do mundo e propagadora-mor da ideologia de gênero, a radicalóide e maluca Judith Butler.

Mas por que a ideologia de gênero é tão preocupada com a sexualidade? Por que a economia, o modelo político, a corrupção ou a geopolítica deixaram de ser o assunto político, e hoje tudo é questão de aceitação de gays ou de “preconceito”?

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Quem não se lembra do chororô que foi o veto aos transgêneros nas Forças Armadas por Donald Trump – e quem se esqueceu de perguntar quantos transgêneros estão desesperados para servir o seu país por patriotismo, enfrentando terroristas em buracos infernais a milhares de milhas de casa?

Por que a ideologia de gênero precisa ser discutida, e todo o seu azedume com formato de cientificismo, até mesmo por quem não tem o menor interesse nessas questões de sexualidade pública? Precisamos evitar que agora tudo discordante seja considerado “preconceito”: a forma de censura 2.0 virá de quem herdou a queima de sutiãs de 1968.

E numa era de recalque, os controladores de recaldados ganham o discurso político. Agora a ideologia de gênero faz algum sentido?

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Pior: ninguém que fica regurgitando vocabulário pseudo-científico para defender uma ideologia política percebe que ela vai contra justamente o que eles mais defendem: a Teoria da Evolução de Charles Darwin, da sobrevivência do mais adaptado ao meio?

E mais: Jack London, gramática inglesa, relativismo, Edmund Husserl, denegrir, Snoopy, método científico, C. S. Lewis, a harmonia do mundo no hinduísmo, heavy metal e totalitarismo neste episódio de nosso podcast.

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência PierGuten Morgen, Brasilien!

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  • Felicio Arsuffi

    Oi Jú, na real não é o Dio, é o Tony Martin, a canção é

    The Hand That Rocks The Cradle, salvo engano.

  • Rafael Rubert Goulart Rafinha

    discordo

  • Ilbirs

    E eis que agora já temos algo que incipientemente ocorreu com uma certa Rachel Dolezal nos Estados Unidos ganhar contornos mais extremos com Martina Big, modelo que resolveu fazer um tratamento para que sua pele ficasse escura, encaminha-se para uma cirurgia plástica de alargamento de narinas e agora se diz negra, mesmo sendo alemã de raiz:

    http://i3.liverpoolecho.co.uk/incoming/article13715318.ece/ALTERNATES/s615b/NAP_MDG_041017Martina-Big_5236Martina-BigJPG.jpg

    http://s2.glbimg.com/Djd5VtQ-p-TMtE8dwUQ7c7uZWnE=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2017/04/13/martina.jpg

    https://i.ytimg.com/vi/qrW-ORn8JRc/maxresdefault.jpg

    http://i2.liverpoolecho.co.uk/incoming/article13715329.ece/ALTERNATES/s615b/NAP_MDG_041017Martina-Big_5237Martina-BigJPG.jpg

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/16835941_1861433497467112_3161648724191744783_o.jpg?oh=6ddccfe70fc5c53633e1a27c04983dfb&oe=5A45BDB6

    De que a esquerda irá acusá-la? Apropriação cromática? Blackface? Roubo de protagonismo? Aliás, poderão acusá-la até de querer roubar as curvas do corpo de uma mulher africana, pois a mesma diz que quer obtê-las (observe-se que originalmente ela tinha aquele corpo mais retangular típico de europeias dos Pirineus para cima). Como se pode observar pelas fotos, ela era uma mulher de nível estético normal quando sem as alterações extremas a que já havia se submetido antes de mudar a pele. Tacou um silicone daqueles que a fica fazendo parecer atrativa a ricaços mais joesleyanos no modo de ser e agora trilhou mais um passo. Se já tínhamos a certeza de uma egodistonia envolvendo a própria aparência antes, ficamos ainda mais certos disso.
    Novamente fica a pergunta: se querem adequar o corpo de alguém para aquilo que sua mente acredita ser, será mesmo tão impossível assim adequar a mente desse mesmo alguém para aquilo que o corpo é?

  • Muito obrigado, Alice! É isso que nos anima para produzir ainda mais – e chocar quem espera mais do mesmo! 🙂

  • Carlos Henrique

    Nããã….. não é porque uma coisa é ou não é auto-definida como tal que não pode ser chamada como tal, basta ver o que ela propõe. Nem a republica democrática da china era democrática – era uma ditadura – e nem a dilma lutou pela democracia mesmo ela definindo que estava lutando por isso mesmo.
    A tal cura gay aí estava propondo que uma pessoa gay poderia deixar de ser gay procurando um psicólogo, isso é curar gay, mesmo o cara não falando que não é. O problema disso é que como não tem nenhum respaldo científico isso dar a entender que existe alguma maneira de deixar de ser gay usando psicologia e justamente por isso não pode passar. Do mesmo jeito que não tem como um hétero ir no psicólogo e pedir pra ser viado. Do mesmo jeito que um médico não pode se utilizar da sua autoridade pra dizer que pode curar pessoas com uma aura energética milagrosa, um psicólogo não pode usar da posição e do prestígio de ser um psicólogo pra dizer que pode desfazer algo que não tem como ser desfeito. Por isso não pode ser amparado pelo conselho nacional de psicologia.
    Se uma pessoa quiser ela pode fazer, mas isso não vai ser ciência, vai ser alguma maluquice igual a não passar debaixo da escada porque dar azar, é mistico, não é científico.

  • Gabriel Oliveira

  • Jú Taouil

    Que música é esta do começo??? A voz é do Dio, a música não sei.

    • É do Black Sabbath mesmo, The Hand That Rocks The Cradle.

      • Jú Taouil

        Obrigada, Flavio 🙂

  • Hahahahah, excelente, Julio! Quando eu era ultra-ortodoxo na defesa do cientificismo eu não caía no papinho progressista junto…

  • Arly Rodrigues

    Flávio, depois que o site mudou sumiram os links da Amazon com livros que ficavam como dicas culturais abaixo dos podcasts. Podia tentar colocá-los de volta.

  • Avise sobre a “biologia certa” para a Fabian Society, uma das organizações que criou a moral sexual da qual você comunga e nem sabe quem inventou, achando que foi “a biologia”: http://sensoincomum.org/2017/07/08/o-que-raios-socialismo-fabiano/

  • Jean Carlos Silva

    Passei mal com a música do final… GENIAL!

  • Daniel

    Spotify não é bom para podcast. Eu uso o app CastBox e é muito bom! Todos os episódios do Guten Morgen estão nele.

    • Logo cuidaremos disso, povo. Só não imaginava como era trabalhar com esses arquivos de mais de 1gb… Achei que em umas poucas horas, tudo estaria resolvido. Oh, God…

  • Rodolfo Murilo Barbosa Moura

    Cadê os vídeos no youtube Flavio Morgenstern. O Canal estava tão bem.

  • Victor Ferreira

    Fiquei decepcionado com o Falcão no final do programa. Eu tava esperando uma puta banda da Alemanha. Pelo menos a qualidade do conteúdo é imbatível.

  • Ilbirs
  • Claudio

    Flavio, música de abertura?

    • Claudio, The Hand That Rocks The Cradle, do Black Sabbath.

      • Claudio

        Show! Abs!

  • Felicio Arsuffi

    E esse Sabbath de começo, PQP!!!!!

  • Luiz Fernando

    Qual o nome da música do começo ?

  • Claudio

    Da página mais porra louca e militante do UOL, um exemplo de tudo o que o Flavio falou: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/09/27/ele-vai-escolher-quando-crescer-diz-mae-sobre-genero-do-filho.htm

    Detalhe, ela é livre de preconceitos, mas o filho do vizinho é um “mauricinho”!

    Esquerda = duplipensar, duplo padrão moral, indignação seletiva, etc. etc. etc…

  • Ilbirs, estamos pensando muito nessa questão número 1. Aliás, ouviu esse episódio do Andrew Klavan? Ele fala bastante sobre como conservadores precisam dominar a cultura: http://www.dailywire.com/podcasts/21550/ep-387-has-right-surrendered-culture

    Vamos ver se a Panela não contribui pra mudar este cenário. 🙂

    Sobre o livro, me deu sono ler a contracapa. É o cara que foi entrevistado pela Veja esses dias, né? É engraçado como esses livros “corajosos” só repetem clichês que a turma leitora de Dawkins gosta de ler e correm pro abraço imediato da galera. Ao menos quele “Armas, germes e aço” tinha insights realmente originais e interessantes.

    • Flavia Rettore

      Flávio, no início vc fez graça com os “pós” ou “trans” que eu adorei! Eu tenho feito provocações aos meus amigos esquerdinha: eu queria ser trans idade(vou fazer 50 mas sinto ter 17anos, mas numa blitz sinto ter 18anos), trans altura (sinto ter 1,73 e não 1,53), trans robô, trans magra, trans olho azul, trans pós doc em Harvard, trans pássaro… Nossa, a criatividade é ilimitada!! Podemos criar startup de todo tipo de trans ou pós. Deve render uma bela grana. Rsrs

  • Thiago Lopes

    Vida longa ao Guten Morgen o/

  • Neo Young

    Ah, finalmente um podcast Guten Morgen! Não aguentava mais estar errado…

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