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Ciência ultra esquerdista

Preparem o champanhe: Átila Tamarindo prevê um 2021 tenebroso

Boas notícias? Biólogo de extrema esquerda que errou todas as previsões que fez e virou propagandista anti-fake news prevê 2021 catastrófico

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2021-atila

Na introdução do seu excelente livro sobre a Escola de Frankfurt, Michael Walsh diz que “a humanidade é inconcebível sem heróis”. Presentes em todas as grandes narrativas, os heróis moldam o imaginário humano, ensinam-nos sobre sacrifícios, sobre honra e coragem.

O esquerdismo frankfurtiano percebeu muito bem isso. Passou a atacar os velhos heróis e a indicar os caminhos para a construção de novas formas de heroísmo. Os atos de sacrifício ou coragem passaram a ser menos importantes do que a camada social, a cor, o sexo, ou a forma como o novo herói trata o próprio ânus.

Criticando somente a casca que envolve o herói, o século XX, que ainda não estava totalmente sob influência do aparato esquerdista, consagrou a figura do anti-herói. Tipos que desprezam a pompa, mas que, apesar de levarem vidas mesquinhas e, por vezes, imorais, superam sua condição e realizam atos heróicos. O Han Solo de Guerra nas Estrelas é um ótimo exemplo. 

Já o século XXI, sob a influência total e irrestrita dos ideólogos esquerdistas, precisava acabar com a ligação entre herói e anti-herói: os valores superiores. Com isso, consagrou o falso herói: aquele que exige que os outros se sacrifiquem para que ele leve uma vida cheia de harmonia new age, incensos aromáticos e bibelôs coletados pelo mundo – que ficam expostos nas prateleiras de suas varandas gourmets.

Conheça a verdade: obedeça aos seus donos. Clique antes que te prendam.

Petra Costa, herdeira multibilionária, que luta contra o fim da desigualdade e fez um documentário chorando as pitangas pelo impeachment de Dilma Rousseff, e Felipe Neto, youtuber milionário, que posta vídeos em camarotes caríssimos em Las Vegas e quer salvar o mundo da ameaça “fascista”, são exemplos perfeitos dessa nova categoria. São tipos forjados, sem nenhuma substância, mega ricos e que julgam-se acima do bem e do mal. Não são personagens fictícios, porque para a ficção é necessário um mínimo de conflito interior.

Nessa gloriosa categoria de falsos heróis está também Atila Tamarindo, youtuber cientista e um dos mentores do “fique em casa, a economia a gente cuida depois”, vertente da ciência de adivinhação que fez enorme sucesso entre aqueles com renda superior a muitos salários mínimos. Átila errou todas as previsões que podia sobre a pandemia. Ao ser levado a sério pela mídia, criou um pânico desmedido na população. 

Em mais um arroubo premonitório, Atila diz que ano que vem as coisas serão ainda piores que esse ano: teremos Covid, doenças crônicas, economia no chão e sem Ministério da Saúde. Levando em conta a habilidade ímpar de acerto em suas previsões, isso só pode ser uma ótima notícia. Que venha logo 2021.

No mesmo livro, ao comentar sobre a forma com que esquerdistas lidam com a criação de narrativas, Michael Walsh diz que “o hiato entre a realidade empírica e seus devaneios imersos em ideologia sempre os choca e surpreende, mesmo quando prejudica ou mata milhões que sofrem as consequências de suas ilusões”. 

Na era digital, com a ampliação do espaço de diálogo – não ficamos mais restritos aos “especialistas” midiáticos -, toda a ideologia esquerdista está sendo colocada em xeque e seus falsos heróis, desmascarados. Atila exerce influência sobre um número cada vez menor de ungidos defensores da ciência como mero discurso político. E mais eles terão de forçar suas ilusões a chocar-se com a realidade. Quanto maior for seu ódio ao mundo real, que também é o mundo da arte, mais pessoas perceberão o engodo. 

Não temos a mesma bola de cristal de Atila, mas uma coisa é clara: se nenhuma tragédia pessoal rasgar nossa linha do tempo, teremos um 2021 bem melhor que 2020.


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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