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Anais acadêmicos

UERJ aceita trabalho “Cai de boca no meu buc…: uma análise do funk como empoderamento feminino”

Provando que feminismo é uma mulher poder se sentir uma p... e que as Universidades produzem ciência, TCC diz que funk "rompe com a cultura patriarcal e suas manifestações machistas"

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dcedestru

O esquerdismo radical preparado pela Escola de Frankfurt no século passado vem dando, neste século, frutos mais do que esperados. Se até meados dos anos 2000 ainda havia algum pudor em se elevar os instintos mais rasteiros, 2021 nos prova que esse embaraço se desfez.

A mídia, contaminada até a última cadeira de estagiário, seguindo as idéias frankfurtianas da dialética negativa (questionar todas as bases da civilização ocidental), substituiu a civilização mesma por barbarismos elevados ao status de cultura popular.

Se a expectativa era que nesta época tecnológica estaríamos preocupados em criar carros voadores e teletransporte, a realidade é a inteligência artificial de um banco bilionário se sentir ofendidinha com os comentários dos clientes.

Nos cursos de humanas das nossas universidades federais, a criação de um futuro ainda mais caótico e sombrio anda a passos largos. Cai de boca no meu “prochaskão”*: uma análise do funk como empoderamento feminino” é a mais nova tese feminista que promete ao sexo “frágil” doses cavalares de meta linguagem intravaginal ritmada.

Nem os lemingues que se atiram em bando num precipício contribuem tanto para o extermínio de um grupo de pessoas como o pessoal das nossas universidades. A impostura vulgar içada à condição de última moda no comportamento está no cerne da atualização da teoria crítica que prometia romper com a cultura ocidental.

Bruno Tolentino disse que “desde o renascimento a ideologia vem substituindo o mundo-como-tal pelo mundo-como-idéia numa variedade inesgotável de fórmulas (…)” É a concretização da revolta contra Deus e o ódio ao real. 

A ordem transcendente é comutada por um pavor imanente que, transformado em neurose, destróis todas as relações. É isso que vem acontecendo no nosso curral acadêmico.

Nessa toada, nossa universidade está fadada a considerar o micro-ondas – não o aparelho que esquenta comida, mas a atividade de queimar alguém enfiado em pneus – como manifestação cultural legítima, se é que já não o consideram.

* A palavra é bu…tão. O editor – no caso, eu mesmo – achou de bom tom trocar a palavra deveras conhecida por uma de cunho russo-genital.


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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