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Manuelzinho, 8 anos, estava na loja de brinquedos de um shopping freqüentado pela elite. De repente, viu uma Barbie e pediu para seu pai comprar. O pai de Manuelzinho, com camiseta da seleção brasileira, gritou autoritariamente com o filho:

— Filho meu brincar de boneca?! Você quer tomar tapa na cara pra deixar de ser viadinho?!

De repente, uma velhinha ao redor, fraquinha e frágil, levantou-se orgulhosa e disse para o macho:

— E por que ele é menino ele não pode brincar do que quiser? Qual o problema de querer brincar com uma boneca rosa? Aposto que você é eleitor do Bolsonaro!

O pai, desnorteado e pego de surpresa, só conseguiu gaguejar que homem é homem e que é eleitor do Bolsonaro sim. Nessa, várias pessoas se juntaram ao redor do representante machista do patriarcado, e começaram a gritar:

— É isso mesmo, se ele é menino, pode gostar de rosa, brincar de boneca e escolher o sexo que quiser e beijar meninos se assim desejar! Quem você pensa que é para determinar do que ele pode ou não pode gostar?!

Algumas pessoas ao redor começaram a aplaudir. Manuelzinho, acuado e chorando, se levantou triunfante e levou a boneca, e ainda beijou um coleguinha na boca no caminho para o caixa. Seu pai, atrapalhado, foi obrigado a comprar a boneca e saiu da loja sob vaias.

Eu estava lá. Eu vi. Foi lindo!

Do fim do ano para cá, histórias como esta pulularam pelo Facebook. Sua verossimilhança (a saber: sua capacidade de parecer real) é sempre ridiculamente negativa. A modinha (tudo de esquerda é modinha) foi tamanha que foi criada uma hilária página no Facebook para reuni-las, a Fanfic de esquerda.

Para quem não sabe o que é uma fanfic, um dos melhores jornalistas da nova safra no Brasil, Cedê Silva, explica:

A TRILOGIA ’50 TONS DE CINZA’ começou como fanfic da saga ‘Crepúsculo’.

‘Fanfic’ é contração de ‘fan fiction’, gênero literário no qual fãs de uma franquia escrevem suas prórias histórias com seus personagens favoritos. Como tudo encontrado com fartura e de graça na internet, a imensa maioria é de qualidade abaixo do sofrível.

’50 Tons de Cinza’ é exemplar nas características associadas às fanfics. Os personagens são rasos, o enredo praticamente inexiste e os diálogos são inacreditáveis. Uma universitária bem chatinha e virgem, Anastasia Steele, encontra por um lance do destino o homem dos seus sonhos: um jovem bilionário, lindo, sarado e misterioso que adora dar presentes caros e tem preferências sexuais um tanto particulares. Não parece incomodá-la muito que o tal Sr. Grey, antes de conhecê-la direito, já se comporte de forma bem obsessiva por ela. Enfim. ’50 Tons de Cinza’ nasceu como um subgênero literário de um produto já pra lá de ruim.

Recentemente o termo ‘fanfic de esquerda’ começou a designar os depoimentos inverossívimeis – cada vez em maior número – nos quais o autor testemunha ou protagoniza sonhos molhados ideológicos. Mais espirituoso que o Homem-Aranha, diz a coisa certa na hora certa; mais impávido que Tony Stark, humilha policiais, militares e reaças em geral. Os autores também dizem ter visto, com espantosa frequência, crianças mais espertas que a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo – sempre espertas para o lado esquerdo, claro. Há também os relatos de violências amplamente descritas mas sem nenhum outro registro – fotos, vídeos, BOs, ou outras testemunhas. Todas essas narrativas passaram a ser catalogados em uma página essencial, a Fanfic de esquerda.

Você certamente já viu várias fanfics de esquerda. O cachorro da bandana vermelha, a mulher indignada com o peixe cru no restaurante japonês, o editor d’O Globo que perdeu a carteira, a moçada cruzando as pernas no metrô, o desabafo do incrível taxista fã da Dilma, a dona coxinha que deixou de vestir a camisa do Brasil, e um batalhão inteiro de crianças que se comportam como o Armandinho.

A fanfic do metrô é de Daniel Viana. Foi parar na Globo News como se fosse verdade. Dias ANTES da história parar no canal de notícias, o próprio Viana escreveu: “Eu sou um escritor e trabalho com realidade e ficção na escrita de contos e poesias, principalmente através do contato real com as pessoas. Resolvi criar um projeto virtual chamado “Depoimento”, onde um depoimento fictício sobre temas considerados tabus na sociedade pudesse gerar uma discussão, levantando a reflexão e debate sobre o assunto abordado”.

Nesta quinta-feira o advogado Eduardo Goldenberg, fã da Dilma e do Brizola, publicou um depoimento. Ele, com “décadas de réveillon em Copacabana nas costas”, saiu de casa na noite do dia 31 com mais de 1 000 reais em dinheiro (é ele mesmo quem acrescenta: “vá entender”). Pois o humilde ladrão que lhe furtou não apenas devolveu tudo (menos 50 reais para – atenção à sofisticação – “uma” champanhe), como também deixou um bilhete sem um só erro de ortografia.

A história teve grande repercussão, ganhando as páginas, dentre outros, da ‘Folha’ e da BBC Brasil. Só no próprio Facebook tem mais de 6 000 compartilhamentos.

Em novembro de 2015, no 3º Congresso da Juventude do PT, o faraó Lula (o ‪#‎meuamigosecreto‬ que é um homem que vive interferindo no governo de uma mulher, mas jamais foi acusado de “roubo de protagonismo”) pediu à militância que criasse uma corrente de boas notícias. Talvez seja tudo coincidência. Talvez tantos ou todos os relatos sejam mesmo verdadeiros.

A única certeza é que nossa imprensa está tratando com grande seriedade personagens tão fascinantes quanto Anastasia Steele e Christian Grey.

Não é algo inócuo e inofensivo, portanto. É parte da netwar que pauta o jornalismo hardcore. Tem método, tem objetivo, tem um grau de profissionalismo por trás tão grande quanto o dos líderes dos protestos sem líderes que, como não têm líderes, não podem ser culpados quando infiltrados se infiltram em seu protesto – embora estes infiltrados agindo sem líderes só se infiltrem em seus protestos.

As fanfics de esquerda parecem seguir o mesmo destino da esquerda em si, num microcosmo mais tupiniquim e brega.

Se a esquerda começou com a causa da “exploração” da Revolução Industrial, teve de trocar seu foco para a “desigualdade” (forma abstrata de criticar o capitalismo por ter pobres mais ricos do que outros sistemas) e, agora que até a crença na social-democracia dá sinais de exaustão (o povão prefere mesmo é trabalhar e ganhar por si sendo livre do que render loas e obediência ao Estado), a esquerda volta-se ao Marcuse de Eros e a Civilização, concluindo com o mestre: a Revolução não virá dos pobres (muito mais conservadores do que os ricos), e sim dos sexualmente frustrados da classe média.

Todas essas lendas urbanas tratadas como notícia, fato e tratado sociológico partem do mesmo molde, como é obrigatório na esquerda com seu planejamento central para tudo e sua cama de Procrustes para forçar toda a sociedade a uma igualdade. O pensamento precisa ser rigorosamente idêntico.

A premissa é a de que embora o PT, Lula e Dilma tenham cada vez menos popularidade entre o povão (a maior parte do povo quer o impeachment, apenas os militantes mais fanáticos não querem Lula preso, a popularidade de Dilma tem um dígito percentual), ainda assim o povo seria de esquerda.

https://www.facebook.com/fanficdeesquerda/photos/pb.889775284476409.-2207520000.1454120493./928376323949638/

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A premissa trai sua falsidade justamente pela falta de verossimilhança. Para qualquer uma das histórias ser verdadeira, elas deveriam ser tão rotineiras que não mereceriam um post no Facebook (como um textão “o ônibus estava lotado hoje” não rende zilhões de compartilhamentos e vira reportagem da BBC). Para elas terem o destaque que têm, é porque só poderiam ser raras. Para se tornarem tão freqüentes, não seriam raras. A própria existência desses posts mostra que as histórias são falsas.

Desde que Mircea Eliade notara uma espécie de estrutura fundamental do pensamento sagrado que se aplica a todas as religiões, um discípulo seu que se tornou muito mais famoso, Joseph Campbell, preferindo a facilidade das reduções freudianas e, com erros e acertos, mostrou uma mesma matriz para todas as narrativas heróicas, da Ilíada e da Odisséia ao Bastian de História Sem Fim ou a Star Wars. É sua teoria do Herói de Mil Faces.

Um dos maiores roteiristas de Hollywood, Christopher Vogler, aplicou os princípios campbellianos para demonstrar as bases de como criar roteiros e histórias interessantes no seu imprescindível livro A Jornada do Escritor – Estrutura Mítica Para Escritores.

Os escritores de fanfics esquerdistas são grandes estudiosos de roteiros capazes de criar histórias emotivas e heróis superando desafios como os estudiosos da narrativa e da imaginação moral?

Bem, ficção de verdade e formadora não é exatamente o forte da esquerda. Exatamente ao contrário: as tais fanfics, tais quais Cinqüenta Tons de Cinza, são apenas galhofas em que o galhofeiro tenta se passar por rei, sem perceber que de rei só possui a nudez.

Os heróis são sempre um pobre, uma mulher, um negro e (se tornou moda) uma criança inocente com um discurso pronto, que quase nenhum pobre, nenhuma mulher, nenhum negro e muito menos uma criança inocente possuem.

As crianças são quase todas descritas, entre vírgulas, como “oito anos”, sem que nunca se chame a atenção ao número repetido e alguém atentar sempre à idade de um filho, sobrinho ou aluno escrevendo como em uma notícia policial: “,oito anos,”.

zediaSeu heroísmo não é uma formação e uma superação, uma decisão difícil numa situação em que o certo e o errado não estão claramente definidos – não é exatamente uma “Escolha de Sofia”. Coadunando-se perfeitamente ao ideário progressista, o heroísmo é fácil, sem esforço. Basta apenas concordar com a modinha do momento.

Para isto, basta ir contra justamente o que a média geral da população (de pobres, mulheres, negros e crianças) acredita, aferrando-se fanaticamente a um modismo que se demonstra ultrapassado. As crianças, por exemplo, são todas caricaturalmente gays ou, ainda mais prafrentex, abraçam a ideologia de gênero, algo praticamente inexistente em toda a história mundial antes desta década.

São meninos de 8 anos que se sentem meninas, que têm vontade de beijar meninos, que querem necessariamente brincar de boneca e casinha (meninas que querem brincar de carrinho e lutinha são inexistentes).

Quando Fátima Bernardes em seu programa passou longos e tediosos minutos ouvindo pais, “especialistas” e celebridades cuja opinião seria relevante por motivo de fama dizendo que meninos podem brincar com coisas de meninas (a tal “Rede Globo conservadora golpista reacionária”) e logo após soltou meninos e meninas para escolherem brinquedos aleatoriamente, e nenhum menino quis brincar de boneca e nem usar rosa, deixando a todos os falantes com uma caprichada cara de bunda, vimos exatamente o contrário das fanfics na vida real.

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Meninos e meninas, ainda mais em época de formação de personalidade, querem se aferrar a um grupo. Na verdade, são bastante aguerridos, como qualquer pessoa que assistia ao Show da Xuxa nos anos 80 sabia (a atração é posterior). Preferem usar cores de seu grupo, naturalmente (todos preferem, ou veríamos petistas usando camisetas azuis em protestos da CUT).

As brincadeiras também são explicadas hormonalmente, sem segredos para qualquer um com um pingo de ciência. Meninos querem desenvolver as habilidades combativas (aliás, costumam ser maiores do que as mulheres, o que a ideologia de gênero parece ignorar sumamente), gostam de perigos e desafios. Meninas são delicadas e caseiras. As exceções são, afinal, exceções.

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Dados indicam que menos de 0,3% dos adultos americanos são “transgêneros” (o que não impede que um projeto de lei brasileiro destine 5% de vagas para travestis e transexuais no Piauí, o que causa uma certa falta dos dito cujos). Só 68 transexuais no Brasil pediram para usar nome no ENEM (somos 204 milhões de brasileiros). Cruzando tais dados com a sexualidade precoce, então, o número deve ser quase infinitesimal. Para um país com a população brasileira, logo vai faltar criança para dizer que se sente menina quando é menino.

Quando não são crianças, continua sendo o heroísmo barato e fácil. Os vilões são mais caricatos e repetidos do que vilões de videogames antigos, todos se repetindo idênticos por fases sem fim. Nosso amigo Fernando Gouveia listou alguns personagens típicos:

– o reaça altamente caricato que fala algo (ou faz alguma coisa) totalmente sem noção

– o LACRADOR (ou lacradora) que rebate o tal reaça caricato sempre de maneira exemplar, civilizada, ponderada, urbana, elegante etc.

– a criança inocente e pura que de forma intuitiva endossa alguma tese da militância e surpreende até os próprios pais

– a multidão que pode tanto ser silenciada como tb aderir a alguma performance flash-mob engajada, não importa onde ocorra o fato (metrô, ônibus, fila do banco, sala de espera do cirurgião cerebral, funerária etc.)

O discurso que a multidão vê, que foi lindo, é sempre o discurso de auto-afirmação da esquerda em uma época em que nada é mais atrasado e velho do que ser “progressista” (defender rigorosamente o mesmo que os bolcheviques em 1917, mas com um nome apontado para frente). Continuem acreditando, mesmo errado, em bando estão certos.

Ser herói, hoje, não é ser um indivíduo: é dissolver-se no que um coletivo ordena. A matriz das fanfics mostra que são todas pré-fabricadas, saindo de uma linha de produção fordista. O que será que a Escola de Frankfurt, tão preocupada com a fetichização das artes e da cultura pela massificação capitalista, pensaria disso?

As próprias circunstâncias das fanfics as traem. Não existe fanfic que aconteça em favela, em periferia com esgoto a céu aberto, em baile funk no morro onde subiram pra buscar maconha. É sempre no shopping rico (que a esquerda facebookiana freqüenta), no supermercado caro (idem), na escola cuja mensalidade custa o PIB de um país do Leste Europeu. É a esquerda caviar se achando o máximo por dar bom dia pra faxineira. Numa recente, fizeram um coitado de um açougueiro no Carrefour chamar nossa presidente de “Dilma Vana Rousseff”.

https://twitter.com/marigraciolli/status/690274474697039874

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Essa turma escrevedora de fanfic critica a sociedade, que é patriarcal, machista, homofóbica e racista, para em suas ficções pintar toda a sociedade como eleitora de Maria do Rosário, leitora de Karl Marx, Gilles Deleuze e Judith Butler, fã de Leonardo Sakamoto e concordante com os siricuticos de Jean Wyllys e Pablo Capilé. E seus detratores, claros, são loiros e de olhos azuis, o mais comum no Brasil.

Em sua teoria, o meio cria o homem, no mais fatalista dos determinismos. Em seus contos fingidos, os pobres e as vítimas estão constantemente superando seu meio. O que é exatamente o que a direita tenta explicar para a esquerda há mais de 2 séculos sem lograr êxito.

Não percebem, finalmente, que é o meio dos comunistinhas de Facebook que cria estas fantasias. Eles, sim, são frutos do meio Vila-Madalena-curso-de-Humanas-maconha-blogueiro-da-Folha-música-de-vagabundo-feminismo-mocreiosfera-progressista-amiguinhos-que-obedecem-o-professor-e-se-acham-críticos-por-isso. Estes, definitivamente, nunca superam o seu meio determinista, determinando o que pensarão e o que obedecerão.

São, afinal, como sempre no que se refere conclusões tiradas de narrativas de momento (e não modelos que tiram sabedoria de tradições para repensar o futuro, como os estudos de textos que vão de Northrop Frye a René Girard), modinhas.

Toda a esquerda, afinal, é sempre modinha. Tanto que hoje, incapaz de defender algo do pior governo da história do país, virou um boboca meme hedonista de auto-afirmação.

Post Scriptum: O meio é tão determinante para o pensamento, no Brasil, que o esquerdismo reinante nestas terras teve de depender de uma população bastante emburrecida, ao contrário de países civilizados por serem conservadores, como Inglaterra, Canadá, Áustria ou Japão. Tanto assim que mesmo uma fanfic de sátira, galhofando das historietas para boi dormir e socialista de iPhone acreditar, foi tratada como verdadeira até mesmo pelos não-esquerdistas, como foi o caso da hilária fanfic de Renata Red (e isto porque ela termina com todo mundo morrendo num desastre aéreo, e é narrada em primeira pessoa). Definitivamente, a esperança para um país tão burro está enterrada na imbecilidade coletiva.

E ria bastante na página Fanfic de esquerda.

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  • GB

    Gostaria de sugerir que este gênero literário seja catalogado como “auto-ajuda de esquerda”.

  • Pingback: Feminista criam o “estupro de peido”. | Mulheres contra o feminismo()

  • vocês são doentes mentais ? porque isso já passou dos limites ninguem mais acredita nessas besteiras historias fantasiosas sem fundamento..a vão toma banho na soda!

  • Não sei se ainda compartilham esse tipo de relatos por ignorância ou conveniência, todas são tao surreais, e os protagonistas tao semelhantes aos alunos de extrema humanas, que o leitor teria de ser muito ignorante pra não perceber que se trata de uma piada, pois é o que parece. Also podemos ver como a esquerda atua para difundir suas ideologias, a saber, inventando situações e criando realidades que só existem nas suas cabeças.

  • Pingback: As feminazis atacam novamente: acusação fictícia faz mais uma vítima – BLOG DO MUNHOZ()

  • luiz camacho

    É BEM DURO TRABALHAR COM AÇÕES DE ESQUERDA….. LULA E FHC SAO DE ESQUERDA, TIVERAM MAIORIA PARA FAZER COISAS MUITO FORTES NO BRASIL……. PERDEMOS , DE NOVO . ANTES DECIDIMOS TER A AÇÃO DE FORTE EDUCAÇÃO , JUNTAMENTE COM COREIA DO SUL ….. PERDEMOS , JA NA DECADA DE 80 !!!!

    COMO HOUVE POUCOS PROGRESSOS NO BRASIL, AGORA HA GRANA PRA BLOGUEIROS , JORNALISTAS DEFENDEREM PT OU PSDB……. COM OFENSAS … SOMOS OS COXINHAS E ELES, DE ESQUERDA , SAO CONTRADITORIOS….. FALAM EM IMPOSTOS E QUE ISTO É PRECISO, MAS NADA É FEITO PARA ELIMINAR 30-40 MINISTERIOS , UMA COMITIVA A PARIS FOI COM 900 PESSOAS .

    FHC FICOU PODRE DE RICO COM BANCOS A SEREM MODIFICADOS COM O PLANO REAL, CASO SIVAM … MOOOOOOREU ! FHC CHAMOU APOSENTADOS DE VAGABUNDOS E SE ESQUECE QUE SE APOSENTOU BEM CEDO NA USP, COM BELO SALARIO !!!!!!!!!!!!!1

    ACHO QUE VAMOS A GUERRA CIVIL !!!!!!!!!!!!!!

  • Luis V

    Como já disse Robert McKee: “A estória não é uma fuga da realidade, mas um veículo que nos carrega em nossa busca pela realidade, nossa melhor tentativa para descobrir algum sentido na anarquia da existência”.

  • Renato

    São tantas verdades nesse texto que eu quase aplaudi a tela do computador aqui. Perfeito.

    A parte triste é que as figuras realmente engajadas e responsáveis da esquerda não conseguem entrar evidência, os carentes de atenção estão sempre fazendo o favor de ocupar os holofotes. E tem retardado – aos montes – pra aplaudir.

  • Realmente foi louvável seu esforço gastando tempo digitando mais de 13 mil caracteres na tentativa de desqualificar os texto dos militantes progressista. Melhor ainda quando vc direciona sua argumentação tentando fazer seus leitores acreditar que os textos de ficção dos esquerdistas falam apenas sobre as questões homossexuais…Você mais além de patético, pois sequer pessoas anti esquerda acreditam no que vc escreveu, basta ver os comentários…Desiste Flavio, vc jamais vai conseguir êxito em denegrir a imagem dos militantes de esquerda, pois sua retórica é muita fraquinha…

    • Álvaro

      A imagem da esquerda já está denegrida há muito tempo e isso aconteceu, em partes, por causa da própria militância, que não perde a oportunidade de, por exemplo, chegar ao nível do esgoto escrevendo historinhas falsas para promover uma ideologia totalitária. A esquerda é, em si mesma, uma mentira, não dá pra esperar outra coisa de seus representantes.

      O Flávio Morgenstern apenas escreveu um texto de chacota e desmascaramento, e essas fanfics merecem justamente isso.

    • GB

      Boa, Walquer!

      Isto me lembra, inclusive, da vez em que o Flávio estava passeando por um shopping na zona sul de São Paulo e, na pressa para descer por uma escada, empurrou uma velhinha lá de cima enquanto gritava “viva Bolsonaro!”. Eis que uma linda garotinha transsexual, de oito anos, surge de trás de uma lixeira onde colhia restos de alimentos – era uma garotinha freegana – e, após ajudar a velhinha a se levantar, lhe aplica um belo de um sermão. Antes de irem embora, a garotinha tasca um beijo bem dado na boca da velhinha e profere um profundo e emocionante discurso contra o idadismo-heteronormativo-antipedófilo. Todos no shopping aplaudem. Flávio ficou sem saber onde por a cara e saiu do local debaixo de uma chuva de purpurina. O casal recém-formado foi dali direto para uma igreja progressista atéia-secular onde uma bispa as casou. Eu estava lá. Foi lindo.

  • Rafael

    Gostei do texto, mas queria frisar alguns pontos que não me caíram bem.

    – O fato de a imensa maioria das crianças gostarem de brinquedos dirigidos ao seu próprio sexo não deslegitima contos sobre meninos que querem uma boneca. Como você mesmo disse, não viraria textão se fosse comum.
    – Somos 204 milhões de brasileiros, mas não somos 204 milhões de inscritos no ENEM. Acredito que a estatística que você quis passar continua válida, pois supondo que 1 a cada 100 brasileiros façam o ENEM, temos 2 milhões de realizadores da prova e, entre eles, 70 travestis, continua bem baixo. Mas ainda não considero correto usar a população inteira como referência.
    – E também me chamou a atenção, no texto do Cedê Silva, que um advogado fosse contar uma história com erros grotescos. Imagino que advogados fossem bons, justamente, em encontrar furos em histórias, então creio que não deixariam passar um em sua própria.

    No mais… Quem são esses fanfiqueiros? Toda vez que alguém compartilha uma fanfic esquerdista na minha timeline, parece vir de pessoas comuns com viés de esquerda, não militantes ou coisa parecida, mas também nunca parei pra examinar com cuidado…

    • Jpb

      Mas qual seria a lógica de alguém de direita compartilhar essas histórias? Claro que somente pessoas com vies de esquerda assim fariam.
      Eu acho as histórias extremamente floreadas mas não necessariamente todas mentirosas.

  • Laura

    Embora as fanfics realmente sejam toscas, o texto tá lotado de homofobia e umas acusações meio absurdas como “esquerda é modinha”. Lamentável! Preferia uma crítica mais sensata às tais fanfics.

  • Carlos

    Essa página fanfics de esquerda que você passou é irônica né? Não é a original onde os caras postam sério, é?

  • BMA

    imagine só os fanfics de estupro e assédio. São um filme de terror. Eles ocorrem. Bem como os fanfics de racismo e homofobia. E com ampla divulgação na imprensa. Fanfics são perigosos quando envolvem crimes, porque eles prejudicam vítimas reais e têm potencial de prejudicar inocentes.

  • Na historinha do açougue no Carrefour, fiquei imaginando o indivíduo saltando por cima do balcão para abraçar o açougueiro, já que nos supermercados o acesso ao açougue nunca é livre.

    • Noe Alves de Oliveira

      Imaginando esquerdistas radicais ( a maioria são veganos) num “açougue”, argh! , pulando em cima do” butcher “sem se importar com o cheiro de sangue de animais cruelmente mortos.

  • allure

    Fiquei satisfeito quando fui num dos links originais no facebook de uma dessas fanfics e o autor estava sendo ironizado/desmascarado na sua própria página.
    Alguns anos atrás esse tipo de coisa passaria, o tempo todo. Agora em alguma medida o povo afiou sua percepção pra esse tipo de picaretagem. Graças a textos excelentes como esse.
    Se eles querem folclorizar estorinhas, vamos folclorizar os mentirosos.

  • Anabelle
  • Morgenstern, eu já vi essas croniquetas também na turma da direita. Não as considero divertidas, antes patéticas, e uma espécie de subliteratura atroz.

    E sua análise, como sempre, fantástica.

  • Outra parte que não entendi muito, creio que por um erro de digitação:

    “As crianças são quase todas descritas, entre vírgulas, como ‘oito anos’, sem que nunca se chame a atenção ao número repetido e alguém atentar sempre à idade de um filho, sobrinho ou aluno escrevendo como em uma notícia policial: ‘,oito anos,’.”

    (Não precisa aceitar esses comentários, só falei porque isso me incomodou)

    • Flavio Morgenstern

      É como as fanfics descrevem as crianças. Verifique na página citada que as reúne e entenderá.

  • Muito bom, Morgenstern!

    Há umas passagens que me pareceram obscuras, porém, me deixaram confuso ao ler. Começando pelo final,

    “O meio é tão determinante para o pensamento, no Brasil, que o esquerdismo reinante nestas terras teve de depender de uma população bastante emburrecida, ao contrário de países civilizados por serem conservadores, como Inglaterra, Canadá, Áustria ou Japão. […]”

    Hãã? Ficou um pouco obscuro o sentido desse período. Embora eu tenha uma (leve) intuição do que ele quer dizer. Se você puder reescrevê-lo, faça isso.

    • Correção: “Há umas passagens que me pareceram obscuras, porém, e que me deixaram confuso ao ler.”

    • Flavio Morgenstern

      João, o marxismo crê no determinismo – você é o que a sua classe pensa, não o que você quer pensar. Para ser esquerdista, na verdade, é que é preciso se deixar levar pelas modinhas do meio. Como nosso meio é emburrecido, é pasto verdejante para a esquerda florescer.

  • Fernando

    O pior é que essa ideia tosca de colocar criança falando/pedindo algo que uma criança de verdade nunca falaria/pediria nem é original.

  • Ricardo

    Admiro sua coragem em ler esses textos, talvez sejam as descendentes da época do orkut; só de lembrar…

    Porém, acho injusto pegar essas fanfics de quinta e traçar um panorama demográfico da população brasileira e, francamente, mesmo do espectro opositor; fica tão caricatural quanto as coisas que defendem e os personagens que escrevem.
    Em alguns países que você mencionou, escritores de esquerda – da boca deles ou do contexto da época – mais contemplativos são bem recebidos também, creio que seja importante ver qual estirpe da esquerda eles são ou representam. Orwell e Dickens na Inglaterra vem em mente, ambos assumidamente “socialistas democráticos”; Baldwin (já que esse pessoal adora um tema sexual à la tumblr) e Fitzgerald também.